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As chuvas orográficas no Brasil

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04/05/2022 12h21

*Por Hugo Anselmo, professor do Anglo Vestibulares

A formação de chuvas, ou precipitações, é um dos fenômenos mais comuns no planeta; suas dinâmicas e regularidades estão diretamente relacionadas às atividades antrópicas, isto é, aquelas promovidas pelo Homem, como a agropecuária, turismo e até mesmo a urbanização.

De maneira geral, a formação de chuvas depende de três fatores: a presença de ar úmido, que fornece a umidade necessária para a precipitação; os núcleos de condensação, importantes para o vapor de água na atmosfera se condensar e formar gotas; e, por fim, um mecanismo de levantamento que força o ar a subir para a alta atmosfera, esfriar e atingir o ponto de orvalho, momento de condensação do vapor.

Apesar de, inicialmente, parecer um processo complicado, podemos resumir a formação das chuvas na ascensão de umidade e na condensação dela, que resulta na precipitação.

Tradicionalmente, classificamos as chuvas em três tipos: convectivas, frontais e orográficas. Em todas, há um fator importante, responsável pelo movimento ascendente do ar. Observe a imagem abaixo:

As chuvas orográficas são formadas quando barreiras naturais, como uma cordilheira, regiões montanhosas ou planaltos encontram-se no caminho de ventos. O ar, por sua vez, se eleva acima dessas barreiras. O que prossegue é o resfriamento dele e, finalmente, a precipitação.

A região atingida por essas chuvas, denominada de barlavento, geralmente possui um clima mais úmido. Já no outro lado, oposto ao relevo, a tendência é que o clima seja seco. Essa área recebe o nome de sotavento.

O relevo brasileiro é conhecido por suas altitudes modestas, uma vez que, diferentemente de países vizinhos, como a Bolívia ou o Peru, não há convergências de placas tectônicas que permitam a formação de cordilheiras e demais estruturas de altitudes acentuadas. Em geral, há no Brasil planícies, depressões e planaltos, que apesar de não serem tão elevados, contribuem para a formação de chuvas orográficas.

Legenda: Observe que a faixa litorânea do Brasil possui terrenos mais elevados, o que potencializa o efeito orográfico.

Ao observar o mapa do relevo brasileiro, notamos que existem regiões elevadas próximas ao litoral, as serras. Além disso, ventos quentes e úmidos provenientes do oceano Atlântico influenciam no efeito orográfico, que frequentemente ocorre nessas regiões.

Deslizamentos de terra e enchentes são bastante comuns em áreas serranas. Esses acidentes ambientais colocam em risco a infraestrutura local, bem como a vida de milhares de pessoas. Infelizmente, não são raras notícias que relatam as consequências dessas chuvas.

Sobre os Autores

O Dicas de Vestibular é produzido e atualizado pelos professores do Anglo Vestibulares e do Sistema Anglo de Ensino.

Sobre o Blog

Neste espaço, o estudante encontra temas da atualidade, conteúdos que mais caem nas provas e dicas para se sair bem nos processos seletivos e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O conteúdo também é útil aos interessados em provas de concursos.

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