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Histórico

Uma história com aprovações e inovações

Dicas de Vestibular

13/03/2020 09h53

*Por Daniel Perry, Diretor do Anglo Vestibulares

No último carnaval, um inusitado grupo de foliões encheu de alegria as ruas do bairro de Santa Cecilia, São Paulo. Eram vestibulandos, comemorando suas aprovações nas universidades mais concorridas do país. Formavam o já famoso "Bloco dos Aprovados".

O entusiasmo não era apenas por conta da festa mais popular do país: todos tinham sido alunos do Anglo e se integravam a um imenso grupo, de dezenas de milhares de estudantes que, através das décadas, passaram pelas salas de aula do curso preparatório. Conhecer a história da instituição, que completa 70 anos em 2020, é conhecer um pouco da história da educação brasileira.

Em 1884, o educador português Antônio Guerreiro chega ao Brasil e funda, em São Paulo, o Ginásio Professor Guerreiro. Logo após a I Guerra Mundial, como forma de homenagear os países vencedores do conflito, Inglaterra e França, aos quais o Brasil havia se alinhado, o colégio é rebatizado de Anglo-Latino. Ao longo da primeira metade do século XX, a instituição alcançou excelente reputação, tornando-se referência em São Paulo.

Já nos anos 30, começa a funcionar, nas instalações do colégio, um curso preparatório para o processo seletivo da Escola Politécnica da USP. As origens do curso, portanto, estão ligadas ao desenvolvimento urbano brasileiro, ao surgimento da Universidade de São Paulo (1934) e à crescente demanda por profissionais qualificados em nível superior. Dessa forma, está na sua gênese a contínua busca por excelência, necessária para enfrentar os desafios de uma sociedade cada vez mais complexa.

Em 1950, o professor Simão Faiguenboim une-se aos também mestres Emilio Gabriades, Abraham Bloch e Carlos Marmo, iniciando oficialmente as atividades do Curso Anglo no dia 13 de março. Rapidamente, o Anglo consolidou sua reputação como curso líder em aprovações. Conforme aumentava a procura pelos serviços do curso, os diretores se viam diante de um dilema: como aumentar o número de turmas sem perder qualidade de ensino?

Foi nesse contexto que surgiu uma ideia tão simples quanto original e revolucionária: a apostila-caderno. Tratava-se da organização das aulas através de uma metodologia inovadora. As aulas seriam numeradas, cada uma com um tema. Em cada aula da apostila, haveria um resumo teórico para guiar os alunos durante a explicação do professor e, após o resumo, exercícios rigorosamente escolhidos para serem feitos em sala de aula, colocando a teoria em prática. Na sequência, o material indicava o que estudar depois da aula: a tarefa mínima (mínimo para cada estudante concluir) e a tarefa complementar (exercícios para ampliar o conhecimento acerca do tema).

Dessa forma, o aluno tinha em mãos um sistema bem estruturado para estudar, sabendo, aula a aula, o que ler e quais exercícios resolver, ganhando mais autonomia. Nascia, nesse momento, o primeiro sistema de ensino brasileiro capaz de ser reproduzido em larga escala, fornecendo a alunos, professores e escolas que adotassem esse material uma estrutura pedagógica pronta, com eficácia comprovada pelas sempre consistentes aprovações nos principais vestibulares.

Ao mesmo tempo em que uma inovação como essa surgia, o Anglo também desenvolvia outras práticas pedagógicas que, naqueles anos, não existiam em outros lugares do Brasil: salas de aula arquitetonicamente projetadas para que os alunos não perdessem o foco do professor (inclusive climatizadas, algo incomum à época), simulados corrigidos por leitura óptica; avaliações criteriosas do trabalho do professor e uma gama de serviços pedagógicos que fornecessem a estabilidade e segurança necessárias ao processo de aprendizagem dos estudantes. Já nos anos 1970, o Anglo era referência nacional de qualidade, atraindo vestibulandos de todas as partes do Brasil.

Muitas mudanças ocorreram nos vestibulares e na educação brasileira. Surgiram a Fuvest, em 1976 (sim, o Anglo é anterior a ela), a Vunesp, a Comvest. Diversas novas instituições de ensino superior foram criadas e, no final dos anos 1990, o ENEM.

As transformações no contexto educacional fizeram com que o Anglo ampliasse seu campo de atuação, elaborando materiais didáticos para todos os segmentos do ensino básico, do infantil ao médio. Para isso, foi necessária a convergência de duas importantes características: capacidade de adaptação e capacidade de inovação.

Se antes bastavam professores, apostilas, livros, provas, giz, lousa e saliva, hoje em dia são necessárias diversas outras ferramentas de ensino. É preciso plataformas digitais para aprender, fazer tarefas, assistir a videoaulas, tirar dúvidas, buscar listas extras de exercícios, consultar notas e analisar muitos outros dados referentes ao seu desempenho nas provas.

O Anglo chega aos 70 anos com a solidez que só décadas de experiência conferem a uma instituição. Ainda assim, apresenta a força e vitalidade de uma startup, ambicionando sempre aprimorar sua excelência e mudar para melhor a vida de estudantes e suas famílias.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

O Dicas de Vestibular é produzido e atualizado pelos professores do Anglo Vestibulares e do Sistema Anglo de Ensino.

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