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Histórico

Entenda os diferentes tipos de eclipse

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01/08/2019 15h24

*por Fernando Nascimbeni, professor do Anglo Vestibulares

No último dia 02/07/2019, ocorreu o único eclipse solar total do ano que pôde ser observado no Chile e na Argentina. Esse acontecimento atraiu diversos cientistas e apaixonados pelo fenômeno para o deserto do Atacama, local onde seria visto. Pode-se perguntar: por que esse evento atrai tantas pessoas?

Um dos eclipses que ganhou notoriedade no meio científico foi o que ocorreu há 100 anos na cidade de Sobral, no Ceará, em 29 de maio de 1919. Nesse eclipse, cientistas britânicos comprovaram a teoria da relatividade geral de Einstein.

Ao fotografar o céu durante o eclipse solar, é possível obter uma imagem das estrelas vistas próximas ao sol, e, comparando-se a foto obtida durante o eclipse com outra foto tirada durante uma noite qualquer (sem a influência do Sol), verificou-se que a presença do Sol curvou a luz, pois as estrelas nas duas fotos estavam em posições diferentes. Assim, o ângulo de desvio obtido em Sobral confirmou a hipótese de Einstein, visto que a massa solar deformou a malha espaço-tempo, curvando a luz.

Como ocorrem os eclipses?

Quando uma fonte extensa de luz ilumina um objeto opaco, projeta-se uma região de sombra (ausência de luz) e uma região de penumbra – que é iluminada apenas por uma parte da fonte de luz (região parcialmente iluminada).  É importante observar que a penumbra é a região em que a intensidade luminosa é variável, isto é, ao se deslocar da sombra (L) para a região iluminada (M) da figura, a intensidade de luz vai aumentando gradativamente. A figura abaixo mostra uma fonte extensa AB, um obstáculo EF, a sombra projetada D e as penumbras P.

Fonte:  Anglo Vestibulares – Caderno de estudos

 

Eclipse solar

O eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol (lua nova) impedindo que os raios solares atinjam uma pequena região na superfície da Terra. Nesse caso, o Sol é uma fonte extensa de luz, a Lua é o objeto opaco que projetará sobre a Terra uma região de sombra e uma região de penumbra, conforme a figura abaixo:

Fonte:  Anglo Vestibulares – Caderno de estudos

Se um observador estiver localizado na região de sombra verá o eclipse total do Sol e todo o astro estará encoberto pela Lua. Caso esteja localizado na penumbra, verá o eclipse parcial do Sol, visualizará apenas parte deste, e, quanto mais afastado da sombra, maior será a região visível do sol.

Como a distância da Lua à Terra é variável, ocorrem eclipses em que a Lua está no ponto mais distante de sua órbita (apogeu) e o vértice do cone de sombra fica localizado antes da Terra, conforme a figura abaixo:

Fonte:  Anglo Vestibulares – Caderno de estudos

Um observador localizado na região indicada na figura verá o eclipse anular (ou anelar) do Sol, situação está visível apenas a borda iluminada do Sol, pois a Lua esconde a região central dele.

Eclipse lunar

O eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua (Lua cheia). Nesse caso, o Sol é uma fonte extensa de luz e a Terra é o objeto opaco, formando assim uma região de sombra (II) e uma região de penumbra (I e III)  conforme ilustra a figura abaixo.

Fonte:  Anglo Vestibulares – Caderno de estudos

O eclipse total da Lua ocorrerá quando toda a Lua estiver posicionada na região de sombra, onde não receberá luz do Sol e ficará totalmente escurecida. Se parte da Lua estiver posicionada na penumbra e parte dela na sombra, ocorrerá o eclipse parcial da Lua, em que a região na sombra não estará visível.  Já quando a Lua estiver posicionada na região de penumbra, ocorrerá o eclipse lunar penumbral, e toda a Lua estará visível com baixa intensidade luminosa. Enquanto os eclipses solares totais só podem ser observados de pequenas regiões, os lunares são vistos de toda a parte noturna da Terra.

Os eclipses solares oferecem aos cientistas a oportunidade de diversos estudos, por exemplo: o efeito da radiação solar sobre a Terra, medindo-se a queda de temperatura e seus efeitos atmosféricos; o comportamento dos animais diurnos e noturnos durante o eclipse; entre outros. Além de ser um fenômeno belo de ser assistido, o eclipse possibilita ao observador uma experiência rara e única de visualizar um fenômeno que ocorre no espaço e de entrar em contato com a Astronomia em seu dia a dia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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O Dicas de Vestibular é produzido e atualizado pelos professores do Anglo Vestibulares e do Sistema Anglo de Ensino.

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