Dicas de Vestibular

Agora é a vez da Unicamp!
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Dicas de Vestibular

*Por Rodrigo Machado

Neste domingo, dia 20, acontecerá a primeira fase do vestibular da Unicamp. E nesta reta final, o que é importante saber sobre a prova e como proceder nestes dias que a antecede?

Em relação ao formato, a primeira fase é constituída por uma prova de Conhecimentos Gerais, composta por 90 testes com quatro alternativas cada, que deverão ser feitos no tempo máximo de cinco horas. A pontuação final é obtida pelo número total de acertos, independente da disciplina e dificuldade da questão.

Diante destas informações, é importante o candidato traçar uma estratégia de prova. Para isso, dois pontos devem ser levados em conta: o tempo é curto (em média, 3 minutos por questão) e o que vale no final é o número total de acertos. Assim, o candidato tem de se preocupar em não perder tempo em uma questão, deixando as mais trabalhosas para o final; e qual sequência de disciplinas a prova será feita. Nesse sentido, não existe uma sequência correta, mas começar pela disciplina que o candidato considera mais fácil pode ajudar na ambientação inicial da prova.

Agora, o que fazer nestes poucos dias antes da prova? Neste período do ano, em que se acumula o cansaço dos meses de estudo, somado aos finais de semana dedicados ao Enem e à Unesp, é importante cautela, tanto na manutenção do físico como o psicológico.

O estudo neste momento deve ser feito em cima de revisões, no sentido de reforçar o que já foi aprendido. Tentar aprender alguma coisa nova nesta altura do campeonato pode trazer frustrações. A escolha dos assuntos a serem revisados pode ser feita utilizando provas anteriores (a partir de 2015 – ano em que o modelo de 90 questões foi implantado). O que também contribui para se conhecer e se habituar com o formato das questões.

Apesar das revisões serem importantes para manter a mente aquecida e aumentar a autoconfiança, é importante realizá-la com moderação. Não é hora de manter um ritmo de estudo exaustivo. Não adianta nada saber tudo e na hora da prova sentir sono e cansaço.

O sono, mais do que nunca, deve ser preservado. É fundamental, nestes últimos dias, que você o mantenha em dia. Uma noite bem dormida ajuda a manter a atenção e a memória.

Espero que estas recomendações ajudem e que você tenha uma ótima prova!

rodrigo

 


Veja dicas de alimentação na semana da prova
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Dicas de Vestibular

*Por Armênio Uzunian

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Vinte e cinco por cento. Esta é a porcentagem de glicose utilizada pelo cérebro durante a atividade diária. Por isso, é essencial a correta alimentação nos dias que antecedem a prova do Enem e de outros vestibulares.

Nesses dias, nada de almoços pesados, que acentuam o trabalho digestivo e dão sono. O ideal é comer pouco, várias vezes ao dia. Privilegiar fontes de proteína pouco gordurosa, carne magra, peixe, associando com grandes quantidades de verduras na salada, tomate e milho. Temperos como cúrcuma, pimenta, gengibre, alecrim, sem exageros, auxiliam a vascularização cerebral. Privilegie a gema de ovo orgânico, cozida, dotada de colina, substância que estimula a formação de redes neurais no cérebro.

Exagere nas sementes, castanhas do Pará, nozes, amêndoas, que possuem substâncias, entre elas o Omega 3, essencial para o trabalho cerebral. E fruta, muita fruta. Maçã, abacate, pera, morango, mamão, banana devem ser consumidos nos intervalos dos estudos. Fibras consumidas na alimentação favorecerão o peristaltismo intestinal e regularizarão a atividade desse importante setor do sistema digestivo. E o mais importante: sistematizar as horas de estudo, compatibilizando com um pouco de lazer e de exercícios físicos que remeterão a uma perfeita forma física que será necessária na hora da prova. É essencial dormir sempre na mesma hora e acordar na mesma hora. O descanso cerebral é fundamental durante os dias de preparo para as provas.

No dia da prova do Enem, que será extensa, o importante é dormir bem e acordar bem, caminhar um pouco e distrair-se. Depois um almoço leve e sem exageros. Não hesite em levar barrinhas contendo cereais, barra de chocolate de preferência amargo e, claro, algumas frutas (maçã, banana), que devem ser consumidas assim que necessário ao longo da prova.

Água deve ser consumida na medida da necessidade. E o mais importante: atenção. Muita atenção na hora de ler as questões e resolvê-las, de preferência utilizando o método pega varetas. E para isso, lembre-se que os 25% de glicose que devem ser enviados aos neurônios constantemente pela circulação exercerão um papel fundamental.

**Com a colaboração da nutricionista clínica funcional Laura Giron Uzunian (CRN 21.506)

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Compreender o funcionamento da TRI pode fazer diferença na hora da prova
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Dicas de Vestibular

*Por Marcio Castelan

Atualmente, o ENEM é a prova mais importante para os jovens que concluem o Ensino Médio e é de extrema importância entender seu método de correção. Tal conhecimento ajudará a traçar uma estratégia mais eficiente na hora da realização do exame e, consequentemente, irá melhorar seu desempenho final.

Os dois métodos de correção mais conhecidos pelos vestibulandos são: a Teoria Clássica de Resposta e a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

A teoria clássica é usada em provas tradicionais como a Fuvest, Unicamp e Unesp, onde as notas dos candidatos são calculadas baseando-se somente no número de questões respondidas corretamente. Dois candidatos que tenham acertado exatamente o mesmo número de questões terão a mesma nota, independentemente de quais questões cada um deles tenha acertado.

Na Teoria de Resposta ao Item (TRI), sistema de correção adotado pelo ENEM, o calculo não é tão simples como na teoria clássica. Por esse sistema, mesmo que duas pessoas tenham acertado a mesma quantidade de questões, a nota final pode ser diferente. O resultado vai depender de quais questões cada pessoa acertou. Isso porque as questões ou itens (nomenclatura usada oficialmente) são “calibradas” com base em três parâmetros: o poder de discriminação da questão, a dificuldade da questão e a probabilidade de acerto ao acaso, mais conhecido como “chute”.

Fonte: Inep

Fonte: Inep

A correção pela TRI verifica se houve coerência pedagógica nos acertos. Para isso os itens são colocados em uma “régua de proficiência”, ou seja, cada item apresenta um nível de dificuldade, do mais fácil para o mais difícil. Espera-se que as candidatas e os candidatos que consigam acertar os itens mais difíceis também acertem os mais simples, mostrando coerência nos acertos. A falta de coerência pode gerar discrepâncias significativas na nota, conforme o exemplo abaixo encontrado no site do INEP (órgão responsável pela prova do ENEM). Vejam que tanto o participante A, quanto o B acertam cinco itens, mas há uma diferença significativa na nota final devido à distribuição desses acertos.

Portanto, seja coerente! Na hora da prova faça como no jogo pega-varetas, onde sempre devemos retirar as varetas mais fáceis primeiro. Dê prioridade para as questões mais simples: se você percebeu que uma questão é difícil, procure outras mais simples e deixe as mais complicadas para o final. Visto que as questões mais difíceis só terão um peso grande caso as fáceis estiverem corretas.

Bom estudo!

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