Dicas de Vestibular

Esclareça suas principais dúvidas sobre o SiSU
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2017 ainda não chegou, mas já traz um período curto e muito intenso para todos os vestibulandos do país: o acesso ao SiSU. O Sistema Integrado de Seleção Unificada (SiSU) permite que o vestibulando que tiver feito o Enem em 2016 (e que não tenha zerado em redação) possa concorrer a um grande número de vagas em instituições públicas de ensino superior pelo país. Quais instituições? Ah, isso só será possível conhecer através do portal e mais próximo da data de sua abertura, ainda indefinida. Com tantas possibilidades, estamos falando de um dos principais sistemas destinados a vestibulandos de todo o país.

Veja as principais dúvidas dos estudantes sobre o SiSU:

1. Como funciona?

O SiSU funciona em uma única etapa de inscrição. Nele, o candidato faz as escolhas (primeira e segunda opções) dentre as vagas oferecidas pelas instituições participantes e também se as vagas são de ampla concorrência ou de políticas afirmativas. A escolha feita não é definitiva, já que durante o período de inscrições o candidato pode alterar suas opções. Mas atenção: a última inscrição confirmada é que será considerada válida.

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O Acesso ao SiSU é feito com o número de inscrição no Enem 2016 e a senha que você cadastrou. Se esquecer a senha, vá até o site do Enem e recupere.

 

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Aqui você escolhe as duas opções de curso e acompanha sua inscrição durante todo o processo.

 

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São três etapas para concluir sua inscrição. No primeiro, você pesquisa as vagas que te interessam.

 

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Aqui, na 2ª etapa, você escolhe a modalidade (ampla concorrência ou políticas afirmativas).

 

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Finalizando o processo, na terceira etapa, você confirma suas escolhas. Durante todo o período de inscrição, é possível modificar as opções inúmeras vezes.

 

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Ao longo do período em que o SiSU fica aberto, notas de corte e classificação parciais são divulgadas a partir de 00h. Acompanhar essas informações permite avaliar suas chances de aprovação.

2. Existem ''atalhos'' para conseguir as vagas?

Não. O importante é fazer as escolhas de primeira e segunda opções nos cursos que você, verdadeiramente, vai cursar. Não tem sentido nenhum fazer uma escolha apenas para poder dizer depois: ''eu passei!''. Além disso, um procedimento como esse pode tirar a vaga de uma pessoa que iria fazer justamente esse curso. Saber qual o peso de cada nota e também as notas de corte provisórias, publicadas diariamente, trará informações preciosas em relação às suas escolhas.

3. Qual a diferença entre ser aprovado em primeira e segunda opções?

Se você for aprovado em primeira opção, terá sua única oportunidade de se matricular. Agora, se for aprovado em segunda opção, poderá ainda manifestar interesse em participar da lista de espera de sua primeira opção. Em ambos os casos, o cuidado com os prazos é imprescindível!

4. Como funciona a lista de espera?

Caso você não tenha sido aprovado em primeira opção, deve acessar o portal do SiSU e manifestar interesse, não esquecendo de observar os prazos. A lista de espera só existe para sua primeira opção! Daí em diante, para saber se foi aprovado, sempre acompanhando as informações fornecidas pela instituição escolhida.

O pessoal da UFAL (Universidade Federal do Alagoas) fez um fluxograma que ajuda a visualizar bem todos as possibilidades.

Esse período vai exigir muita calma, pesquisa, persistência e paciência.

Um bom SiSU para você!

fabio

 


Interdisciplinaridades: treinar resoluções de exames antigos pode ajudar
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Dicas de Vestibular

*Por Renan Garcia

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Interdisciplinaridade é um caminho para derrubar fronteiras que separam o ensino tradicional das disciplinas. É nesse sentido que alguns vestibulares buscam criar abordagens que avaliem a capacidade do candidato em integrar conceitos de diferentes disciplinas. Ultrapassar a segmentação do conhecimento e formular itens interdisciplinares é tarefa árdua para aqueles que elaboram os exames de ingresso nas universidades. Por vezes, os examinadores derrapam na construção das abordagens.

Um caso clássico: o enunciado apresenta um tema geral e perguntas dividida em itens “a” e “b”. O item “a” é, por exemplo, uma pergunta específica sobre Física e o item “b” um questionamento sobre Química. Neste caso, a questão foi justaposta, isto é, não foi necessário fazer uma relação entre os conhecimentos das disciplinas para redigir a resposta.

No entanto, quando as questões são de fato interdisciplinares, o candidato precisa ter ferramentas que ultrapassam o conhecimento específico das disciplinas e estar pronto a mobilizar saberes acumulados ao longo da trajetória escolar. Para um número significativo de estudantes, os itens que exigem uma relação entre conteúdos apreendidos em diferentes áreas do conhecimento e, por vezes, em diferentes anos, são os mais difíceis. Uma questão que, por exemplo, relacione o nacionalismo no século XIX, tema discutido nas aulas de História, com a escola literária romântica, conhecimento adquirido nas aulas de Literatura, exige do candidato a capacidade de relacionar conteúdos sobre a realidade do século XIX.

Na preparação para esse tipo de abordagem é fundamental treinar a partir da resolução de questões que já apareceram em anos anteriores. Procure reconhecer quais os conteúdos envolvidos na resolução do problema proposto. Neste modelo de abordagem é importante ter uma boa síntese das disciplinas e não apenas o conhecimento de aspectos mais específicos, como a memorização de fórmulas e conceitos. Acostume-se em realizar este procedimento para executá-lo com naturalidade durante a realização das provas.

renan garcia


10 dicas e 10 perguntas para quem vai fazer redação no vestibular
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Dicas de Vestibular

*por Humberto Cosentine

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O dia a dia de quem está se preparando para grandes vestibulares, especialmente aqueles de segunda fase, é recheado de incertezas, especialmente quanto à redação. Elencamos 10 dicas a partir de dúvidas frequentes de alunos e 10 perguntas fundamentais para guiar você na hora da produção do texto. Veja a seguir.

Dicas:

1. Leia bem a proposta.  Ela é uma instrução.  Perceba detalhes.  Siga-a respeitosamente. Procure incluir em seu texto as palavras-chave do tema.

2. Leia bem a coletânea.  Mergulhe em seus textos em busca de repertório que o auxilie a argumentar em favor de sua tese/opinião. Marque tudo que for interessante. Anote. “Texto lido é texto riscado” (Lucy).

3. Defina sua tese.  Ela funciona como uma espinha dorsal orientadora dos seus argumentos.  Se não há tese, os argumentos defenderão o quê?

4. Tendo a tese e os argumentos, pronto! Você tem um projeto de texto.

5. Introdução: apresenta e envolve.  Intro (dentro) + dução (conduzir) = levar (o leitor) para dentro. Inclui uma contextualização/problematização e uma indicação de tese (ou a tese).
Obs.: há outros modelos, mas esse é mais fácil. Ah! Precisa ser bem clara para atrair o leitor.

6. Desenvolvimento:  é a argumentação, a defesa da tese/opinião. Se bem que todas as partes do texto são argumentativas, todas visam convencer o leitor da validade da tese.

7. Conclusão: faça referência aos pontos principais da argumentação e, a partir disso, realize uma espécie de reflexão, muito atrelada aos argumentos (não é para sair voando) e relacionada à tese.

8. Conclusão com intervenções: escolha dois ou três agentes sociais, estruture suas ações, concretize-as, detalhe-as.  Não seja vago ou genérico.  Além disso, relacione-as aos problemas colocados nos argumentos. Esse casamento é muito importante.
Obs.: intervenções não são exclusividade do Enem, você pode incluí-las em redações de qualquer vestibular, desde que pertinentes ao tema analisado.

9. Para construir o texto, você precisa ter dentro de si um pedreiro, um engenheiro, um arquiteto e um supervisor. O arquiteto faz o projeto de texto. O engenheiro decide qual repertório (da coletânea ou próprio) utilizar em cada parágrafo.  E o pedreiro transforma o repertório escolhido em argumentos, com a escolha de palavras (tijolos) e conexões/pontuação (cimento). O supervisor fica o tempo todo verificando se há falhas no trabalho dos três.

10. Evite dialogar com o leitor (você …), usar a primeira pessoa do singular (eu …), escrever frases muito longas, parágrafos com apenas uma frase, argumentar ou incluir informações novas na conclusão, repetir a mesma palavra muitas vezes, pôr vírgula entre sujeito e predicado, usar “onde” para se referir a algo que não seja lugar, quebrar paralelismo sintático (pesquise), usar conectivos inadequados ao contexto.

Perguntas que você deve fazer a você mesmo enquanto produz sua redação:

1. Essa palavra é adequada ao que quero expressar?
2. As frases estão completas?
3. Os parágrafos têm foco?  Estão apoiando a tese?  Estão interligados, como um passo levando ao outro?
4. A tese está clara?
5. Estou respeitando mesmo a proposta?
6. Usei a coletânea pelo menos um pouco, ou como pede a proposta?
7. A conclusão passa a ideia de fecho/fim?
8. Estou deixando bom espaço para a intervenção? (+/- 9 linhas) (Enem)
9. Estou controlando bem o tempo?
10. Estou nervoso demais? (Se sim, vá ao banheiro e faça algumas caretas para o espelho).

Boa redação!

humberto