Dicas de Vestibular

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4 dicas de como se comportar na semana entre as provas do Enem
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No último domingo (05.11.2017), foi realizada a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), inaugurando o calendário 2017/2018 dos grandes vestibulares de aplicação nacional. Nesta semana em que antecede o seu segundo dia de aplicação, com as provas de Ciências da Natureza e Matemática, é muito comum que os estudantes se questionem sobre o que fazer, sobre a estratégia para obter o melhor desempenho possível no próximo domingo. Esse texto dará quatro importantes dicas sobre o assunto:

  1. Neste momento, foque na próxima prova, independente do seu desempenho nas provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação.

É muito comum que um desempenho abaixo do esperado pelo aluno acabe por desestimulá-lo nos estudos e na realização das provas do próximo domingo. Não faça isso! Esta prova, diferente de outros tradicionais vestibulares, utiliza o método da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que busca a coerência de acertos do candidato. Dessa forma, a quantidade de acertos dificilmente corresponderá à nota final do candidato, uma vez que as questões possuem pesos distintos e dependerá do conjunto de acertos obtidos na prova. Se não é possível aferir a nota de fato obtida, não há motivo para se preocupar com ela agora.

  1. Ainda faltam 40% das provas do Enem 2017: sua nota final ainda não está definida.

            No próximo domingo ainda serão definidas duas das cinco notas do Enem: Ciências da Natureza e Matemática. Nesse sentido, sua média final para concorrer às vagas oferecidas pelo SISU, por enquanto, está um pouco longe de estar fechada. Principalmente nos cursos e universidades mais concorridas, o próximo dia de prova será definitivo para a conquista da sua vaga. Pense nisso!

  1. Tire boas lições com o primeiro dia de prova.

Para muitos, o último domingo foi a largada para os vários vestibulares desta temporada. Sendo assim, faça uma avaliação do que deu certo e do que poderia ter sido melhor. Tempo de sono, horário de acordar, alimentação, deslocamento para o local do exame, ida ao banheiro durante a prova: esses e outros elementos podem ser fundamentais para o bom desempenho do candidato.

Além disso, corrigir as questões erradas, embora não ajude diretamente para o segundo dia do Enem, sem dúvida irá contribuir para os vestibulares das próximas semanas. Não é incomum os temas se repetirem. Corrigir as provas realizadas é uma boa forma de revisar os conteúdos em que você tenha maior dificuldade.

  1. Mantenha o ritmo de estudos, revise as matérias com maior dificuldade, não cometa excessos.

Nesta semana, o mais importante é o aluno manter a rotina de estudo, focando, é claro, nas provas de Ciências da Natureza e Matemática. Opte por revisar aqueles assuntos que possui maior dificuldade e que, tradicionalmente, costumam estar mais presentes na prova. Este não é o momento para exageros: concilie estudo, boa alimentação e descanso.


Conheça as mentes por trás da Geometria Analítica
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Falemos aqui sobre dois nomes de peso na História da Matemática: Pierre de Fermat e René Descartes.

Fermat

A família de Fermat era de comerciantes. Ele foi educado para se tornar advogado, na cidade francesa de Toulouse, e ganhou a vida com essa profissão. Exerceu, durante algum tempo, o cargo de conselheiro do parlamento de Toulouse. Embora a matemática fosse apenas um hobby para Fermat, ele conseguia se dedicar por bom tempo a essa atividade. Contribuiu com resultados de primeira classe para a teoria dos números e do cálculo.

As contribuições de Fermat para o cálculo geométrico e infinitesimal foram inestimáveis. Obtinha, com os seus cálculos, a área de parábolas e hipérboles, e determinava o centro de massa de vários corpos. Em 1934, foi descoberta uma nota de Isaac Newton, na qual dizia que o seu cálculo, antes considerado como invenção autônoma, fora baseado no “método de Fermat para estabelecer tangentes” como relatado em “Isaac Newton – A biography”, de More, L. T.

Além dessa referência de peso dada por Newton, Fermat iniciou o trabalho sobre a probabilidade. Como todos os matemáticos de seu século, ele trabalhou em problemas de ciência e contribuiu de forma duradoura para a óptica. A maioria dos resultados de Fermat é conhecida através de cartas que ele escreveu para amigos. Ele publicou apenas alguns artigos, sendo que vários (livros e artigos) foram publicados após sua morte.

Assim, Fermat sempre trabalhou com a Matemática de forma amadora, dedicando apenas seu tempo de lazer. Por conta de suas grandes contribuições, foi considerado o “Príncipe dos Amadores”, além de ser tido por Blaise Pascal (que também merece menção especial) o maior matemático de seu tempo.

Descartes

Descartes foi o primeiro grande filósofo moderno, um fundador da biologia moderna, um físico de primeira classe e apenas incidentalmente um matemático. No entanto, quando um homem de seu poder de intelecto dedica parte de seu tempo a um assunto, seu trabalho não pode deixar de ser significativo.

Seu pai, um advogado moderadamente rico, enviou-o aos oito anos de idade para a escola jesuíta de La Fleche. Como ele tinha saúde delicada, podia passar as manhãs na cama, tempo em que trabalhava. Descartes seguiu essa rotina ao longo de sua vida. Aos dezesseis anos, saiu de La Fleche e, aos vinte anos, ele se formou na Universidade de Poitiers, já exercendo a advocacia, e foi a Paris. Na capital francesa conheceu Mydorge e o padre Marin Mersenne e passou um ano com eles no estudo da Matemática. Durante o período em que serviu ao exército, continuou a estudar Matemática. Sua capacidade de resolver um desafio postado em um outdoor na Holanda o convenceu de que ele tinha habilidade matemática, a partir desse fato ele começou a pensar seriamente nesse assunto. Estudou a teoria e a construção de instrumentos ópticos. Na Holanda escreveu suas obras famosas. Em 1649 foi convidado a instruir a rainha Cristina da Suécia, movido pela honra e pelo glamour da realeza, ele aceitou. Morreu em decorrência de pneumonia em 1650.

Sobre um Trabalho Comum

Descartes fez da metodologia objetivo principal em todo o seu trabalho. Seus ensinamentos e escritos tornaram-se populares, mesmo entre os não-cientistas, porque ele os apresentou de forma muito clara e atrativa. Sua popularidade veio, principalmente em 1637, por conta da publicação de seu Discours de la méthode (Discurso do método). Este livro, um clássico da literatura e da filosofia, contém três apêndices famosos, La Géométrie, La DioptriqueLes Météores. La Géométrie é o único livro que Descartes escreveu sobre matemática, ele contém suas ideias sobre geometria de coordenadas e álgebra, embora ele tenha comunicado muitas outras ideias sobre Matemática em numerosas letras.

Fermat alega ter buscado uma abordagem universal (o que os gregos não conseguiram fazer) a problemas envolvendo curvas que o fascinaram pelo trabalho de Apolônio. Declarou seu princípio geral: “Sempre que, em uma equação final, duas quantidades desconhecidas são encontradas, temos um lugar geométrico“. Fora isso fez outras tantas conclusões como os conceitos de Elipse, Hipérbole e Parábola.

Assim, é fato que as necessidades da ciência e o interesse pela metodologia motivaram Fermat e Descartes. Ambos eram preocupados com métodos gerais para estudar curvas. Além disso estavam impressionados com o poder da álgebra para fornecer o método. Fermat e Descartes voltaram-se para a aplicação da álgebra ao estudo da geometria. Dessa forma, é atribuído a eles o surgimento da Geometria Analítica, cuja ideia central é a associação de equações algébricas com curvas e superfícies.

Lição

Isso tudo traz reflexões que não podem passar despercebidas. Os fundadores da Geometria Analítica não são matemáticos de carreira acadêmica. Surge uma necessidade de facilitar situações mais complexas que, com o uso dessa ferramenta, ficariam mais simples.

Assim, você, vestibulando, deve lembrar que esse assunto não foi criado para atrapalhar a sua vida. O intuito é que isso lhe propicie uma maneira alternativa de resolver questões que parecem mais difíceis quando resolvidas por outra estratégia. Fermat e Descartes perceberam isso sem aviso prévio. Os vestibulandos todos sabem da existência desse recurso; mas, às vezes, não percebem que um assunto pode ser mais facilmente resolvido por esse método. É importante criar o hábito de perceber que, por mais que a questão não fale sobre isso, a Geometria Analítica vem a calhar em várias situações.

Aplicá-la para resolver outras questões talvez seja a diferença entre não ter a menor ideia do que fazer para solucionar o problema e acertar uma questão. Começar a cogitar. Faça parte da história!

 


Na reta final para os vestibulares, é importante organizar os estudos
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Com a proximidade das datas das provas, é muito provável que alguns pensamentos nada positivos estejam rondando sua cabeça: “meus estudos não têm rendido aquilo que eu esperava”; “tem muita gente mais bem preparada do que eu”; “tem muito conteúdo que eu não sei muito bem e não vai dar tempo de estudar agora”; “a matéria está se acumulando e não estou dando conta”;  “acho que não vou…”.

Ei! Pare por um momento! Vamos analisar esse período de sua jornada de vestibulando com um pouco mais de calma…

Primeiro, objetivamente, faça uma reflexão de como tem sido seu comportamento nas últimas provas ou nos últimos simulados. Aprenda a se conhecer com eles. Vamos focar apenas em um único aspecto. Por exemplo, todos temos uma curva de rendimento otimizada ao longo do tempo. Em um período de 4 ou 5 horas, cada um tem um desempenho diferente de concentração. Trace a melhor estratégia de acordo com seu perfil.

Pode ser que o melhor para você seja quebrar a prova em ciclos curtos de ataque (30 minutos, por exemplo), com breves pausas para descanso/relaxamento. Pode ser que você tenha um perfil de fôlego mais longo. E quanto a alternar a resolução dos exercícios das disciplinas de exatas e humanas? Isso é interessante para você? Você já se decidiu por isso? Você já testou essa rotina? Você já refletiu sobre isso? Você já percebeu como seus erros se acumulam na última hora da prova ou do simulado? Coincidência? Então, qual sua estratégia para a hora final? Se você ainda não tem resposta para essas perguntas, que tal conversar com seus professores?

Reta Final

Vamos agora jogar o olhar para frente. O que é possível fazer daqui em diante? Antes de tudo, um aviso: nada do que você fará será eficaz, se você não mantiver muita disciplina em seus estudos e não planejar bem sua vida, de modo que o cansaço seja mantido dentro dos limites.

Falando especificamente da reta final, uma opção de trabalho é você ordenar os seus exames prioritários e encará-los de frente. Tendo-os em mãos, procure reconhecer se há algum padrão com relação à formulação das questões. Por exemplo, suponha que seu foco prioritário agora seja a Fuvest: Para não prejudicar seu estudo cotidiano, a cada dia da semana, você pode simular metade da prova da primeira fase de cada ano, começando, por exemplo, com a de 2013. Mas você fará isso contra o relógio, mantendo uma média de 3 minutos por questão.

Assim, na segunda-feira, você escolhe as disciplinas de sua preferência de modo a totalizar 45 testes, cronometra 2,5 horas e começa. Corrija e arquive seus principais erros. Na terça-feira, resolva o restante. Corrija e arquive seus principais erros. Na quarta-feira, pegue a prova do ano seguinte, eleja disciplinas distintas daquelas que você escolheu na segunda, marque 2,5 horas e repita o processo. Entendeu? Note, se for disciplinado, em duas semanas, você terá resolvido todas as provas da 1ª fase da Fuvest a partir de 2013. Depois disso, você ainda tem tempo suficiente para estudar outras provas (Enem, Vunesp, Unicamp, etc).

O que vai acontecer? Você vai obter valiosos resultados com esse tipo de simulação. Ao final desse ciclo, você vai poder identificar os conteúdos de pior desempenho, que lhe servirão de balizadores para uma revisão nos dias que antecederão a prova. Além disso, você poderá identificar conteúdos que não são alvos prioritários do vestibular que está simulando. Confirme isso com seus professores. Mais ainda, além de interiorizar o tempo de 3 minutos por questão, você acaba descobrindo, entre as tentativas feitas, qual a sequência de matérias que mais se ajusta ao seu comportamento mental durante a prova.

Lembre: não estude como um louco. Estude de forma inteligente.


Por que a Constituição é fundamental para a organização da sociedade?
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Uma constituição pode ser considerada um conjunto de normas e leis que regem um Estado. A lei máxima regulamenta e limita as relações entre os poderes, ao mesmo tempo em que estabelece os direitos e deveres dos cidadãos. Dessa forma, o texto constitucional mostra-se fundamental para a organização da vida em sociedade. As constituições podem ser promulgadas, quando contarem na sua elaboração com a participação popular por meio de representantes eleitos; ou outorgadas, quando forem impostas por meio de forças políticas sem legítima participação popular. Assim, podemos perceber que uma constituição promulgada é fundamental para construção de um Estado democrático de direito.

Alguns países tiveram várias Constituições, outros um único texto dessa natureza. Os Estados Unidos, por exemplo, têm apenas uma Constituição em sua história, que entrou em vigor desde 1787. O Brasil, por sua vez, teve sete Constituições (1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988), sendo que alguns juristas consideram uma emenda constitucional realizada em 1969 durante o regime militar como sendo mais uma constituição, o que elevaria para oito o número de constituições na história do nosso país.  O que esse número de constituições demonstra? Tal histórico deixa claro um passado de instabilidade política. O Brasil nasceu monárquico, virou república e, ao longo do tempo, teve percalços que levaram a troca de governos e Constituições, sendo que algumas foram outorgadas e outras promulgadas.

De qualquer forma, um olhar mais específico para nossas Constituições nos leva a perceber certa evolução. A primeira Constituição do Brasil (1824), ainda no período monárquico, previa eleições para alguns cargos, porém o sistema era censitário, oportunidade em que o critério de renda determinava a participação política. Com a proclamação da República, veio uma nova Constituição em 1891 que estabelecia o fim do voto censitário, mas excluía analfabetos, mulheres, entre outros perfis. Dessa forma, a maior parte da população continuava excluída da participação política. Além dessa exclusão, no texto constitucional de 1891, o voto era aberto, o que favorecia a fraude eleitoral.

Com a Constituição de 1934, finalmente o voto feminino foi inserido no texto, juntamente com o voto secreto. Em 1937, a criação da ditadura do Estado Novo levou à outorga de uma nova constituição apelidada de “polaca”, a qual garantiu a centralização do poder na figura do presidente Getúlio Vargas. O fim do Estado Novo, em 1945, garantiu a redemocratização do país e uma nova Constituição promulgada em 1946, texto que teve validade até a instalação do regime militar (1964 – 1985). Com a criação do regime de exceção, veio uma nova Constituição em 1967; e, na sequência, uma emenda constitucional em 1969, considerada por muitos juristas, como já informado, uma nova Constituição, que fora outorgada. Durante esse período, a participação política foi restringida; pois, para muitos cargos públicos, entre eles o de presidente da república, não era prevista a participação direta dos cidadãos brasileiros.

Com o fim do Regime Militar em 1985, abriu-se caminho à redemocratização e foi convocada uma Assembleia Constituinte em 1986, que promulgou uma nova Constituição em 1988. A Constituição Federal de 1988 foi apelidada de “Constituição Cidadã” e é considerada a mais democrática da história do Brasil. O referido e atual texto constitucional garantiu o voto direto e secreto, o direito ao voto para analfabetos, a independência e a harmonia entre os poderes. Além disso, a Constituição Federal de 1988 ampliou os direitos e garantias sociais e fundamentais, estabeleceu maior autonomia para os Municípios, entre outros benefícios.

Mas uma pergunta deve ser feita: será que, com a Constituição de 1988, podemos entender que finalmente a democracia está consolidada?

A história do Brasil mostra um longo histórico de instabilidades, avanços e retrocessos. Certamente, uma visão mais atenta da nossa trajetória como país permite perceber, apesar dos percalços, um caminho de evolução, sobretudo em termos de direitos e garantias fundamentais, de cunho individual e coletivo. Evidente que tal conclusão não afasta, por completo, problemas, instabilidades ou retrocessos; mas, garante que o respeito à Lei, à Constituição e a todas as instituições republicanas é dever de todo cidadão brasileiro, e mostra-se fundamental para que continuemos a buscar a melhora das relações em sociedade.


Quatro temas fundamentais para incluir na revisão de Biologia
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É importante dar atenção a quatro eixos para uma boa revisão de Biologia para o Enem e Vestibulares: Biologia celular e metabolismo celular; Grupos de seres vivos e Fisiologia; Genética e Biotecnologia; Ecologia.

Estrutura celular 

No primeiro eixo, devemos privilegiar a estrutura celular, revendo organelas presentes em uma célula eucariótica.  Por exemplo a mitocôndria, qual papel ela exerce em uma célula, relativamente à respiração celular aeróbia e sua importância no fornecimento de energia para o trabalho celular? É verdade que mitocôndria foi bactéria um dia, afirmação relacionada à teoria endossimbiótica? E as divisões celulares mitose e meiose? Precisamos lembrar como ocorrem, quais são suas fases, como relacioná-las, por exemplo, ao processo de gametogênese que ocorre durante a produção de ovócitos e espermatozoides. E quanto ao processo de divisão das células bacterianas, ele é igual ao que ocorre em uma célula eucariótica? Estrutura de DNA e RNA, ação gênica, transcrição, tradução e mutação gênica são tópicos que devem ser revisados com mais atenção. Fotossíntese, em todos os seus aspectos, suas fases, participação dos pigmentos absorvedores de energia luminosa, curvas de ação da fotossíntese, fatores limitantes e ponto de compensação são tópicos relevantes que devem ser valorizados e revistos.

 

Os reinos animais e vegetais

No segundo eixo, precisamos rever as características dos principais grupos dos seres que pertencem aos reinos estudados no curso de Biologia. Como diferenciar os reinos Monera, Protoctista, Fungi, Animalia e Plantae, além dos componentes do grupo dos vírus, tão na moda atualmente. Qual a característica que distingue os componentes do reino Monera, bactérias, de todos os demais reinos? O que significa célula procariótica? Rever a importância ecológica, alimentar, industrial e médica das bactérias, como causadoras de doenças. É fundamental, ainda mais por estarmos em uma época em que se destacam as bactérias multirresistentes causadoras de várias alterações no ser humano. Com relação aos vírus, rever sua estrutura básica, acelular, e as principais doenças que atraíram a atenção das autoridades de saúde pública em nosso país: febre amarela, dengue, zika, chikungunya e gripe. No caso das algas, rever seu papel de absorvedores, sequestradores de carbono e atenuadores do efeito estufa. Quantos aos fungos, precisamos destacar seu caráter heterotrófico, decompositor e de importância alimentar, além da associação mutualística, micorriza, que algumas espécies desempenham com raízes de vegetais.

A revisão dos componentes dos grupos animais e de plantas deve valorizar os principais representantes, suas características e morfologia e, sobretudo, a importância ecológica que desempenham. No caso dos vegetais, rever com cuidado, por meio de cladogramas, os principais grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, destacando a presença de várias características, tais como a existência de tecidos condutores, sementes, grãos de pólen, tubo polínico, flor e fruto – as duas últimas estão presentes apenas em angiospermas.

Dentre os grupos animais, reveja as características distintivas dos diversos representantes de moluscos, anelídeos artrópodes e cordados, destacando seus papéis e importâncias na conquista do meio terrestre. Claro que não se deve esquecer dos demais grupos, com maior evidência para nemátodas e platielmintos e também a atuação de algumas espécies como causadoras de verminoses em seres humanos.

Em termos da Fisiologia, tanto dos vegetais quanto dos animais, precisaremos rever os principais aspectos relativos à complexidade crescente dos mecanismos de transporte nos vegetais; às trocas gasosas e a transpiração que ocorrem por meio dos estômatos; e ação dos fitormônios em inúmeros processos reguladores fisiológicos. No caso dos animais, é muito importante rever o aumento de complexidade dos compartimentos destinados à digestão dos alimentos, aos processos circulatórios cada vez mais sofisticados entre os vertebrados, assim como às trocas gasosas, cutâneas, traqueais e pulmonares.

Hormônios produzidos por glândulas endócrinas humanas devem ser cuidadosamente revistos, bem como a constituição do sistema nervoso e seus componentes: os neurônios e seu papel na condução de estímulos ao longo das sinapses. Por fim, os mecanismos relacionados à reprodução, tanto em vegetais como em animais, devem ser cuidadosamente revistos, valorize principalmente os tipos de células reprodutoras e os processos celulares de sua produção, se por mitose ou por meiose.

Genética

No terceiro eixo, é produtivo rever as ocorrências relacionadas às leis da Genética: os cruzamentos, probabilidades, os tipos sanguíneos e possíveis transfusões, a Genética de Populações, enfim, tudo o que se relaciona ao assunto frequentemente questionado em exames vestibulares e Enem. Em biotecnologia, os principais eventos relacionados aos transgênicos são importantes, bem como também células troncos e sua utilização em procedimentos agrícolas e médicos.

Meio ambiente e ecologia 

No quarto eixo, Ecologia, é indispensável a correta revisão dos principais conceitos ecológicos, os eventos relacionados ao fluxo de energia, cadeias e teias alimentares; e uma correta noção do que representam as pirâmides ecológicas, principalmente as de biomassas e energia, em termos de sua importância na manutenção da biodiversidade dos ecossistemas. Reveja com cuidado os ciclos biogeoquímicos da água, do carbono e do nitrogênio, com destaque para os principais eventos que ocorrem na ciclagem dos elementos químicos. Valorizar a revisão da dinâmica do crescimento populacional e das interações biológicas interespecíficas e intraespecíficas, com destaque para os mutualismos, comensalismos, predações, competições e seu papel na manutenção do equilíbrio ambiental.

Claro que a poluição ambiental merece papel de destaque em uma revisão. As diferentes agressões a que o ambiente está sujeito, tais como liberações de gases poluentes, chuva ácida, acentuação do efeito estufa, incremento do aquecimento global, eutrofização e biomagnificação trófica são tópicos que devem sempre ser lembrados. Desmatamentos, queimadas e alterações na composição da biodiversidade de nossas florestas estão na ordem do dia e devem ser cuidadosamente revistos.

Como revisar?

Como se deve fazer a revisão? Rever sozinho ou em grupos? Rever relendo os textos do material utilizado ao longo do ano ou praticando exercícios que caíram no Enem e nos últimos vestibulares? Qualquer das alternativas é válida! O importante é avaliar o rendimento durante a revisão. Fazer revisão sozinho é fundamental para quem não se adapta a executar trabalho em grupo. Por outro lado, revisão em grupo só funciona se todos estiverem envolvidos e focados na tarefa de rever os conteúdos – brincadeiras e distrações não são boas companheiras agora. A leitura de textos é útil, mas deve ser dirigida aos tópicos destacados nos quatro eixos, a atenção ao que é mais solicitado em exames! A resolução de exercícios que já caíram é uma boa escolha, desde que efetuada de modo rápido e com valorização – mantenha o foco! – daquilo que é mais solicitado no Enem e nos diversos vestibulares.


De que modo o Brexit já está mudando a Ordem Mundial?
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“We are leaving the European Union, but we are not leaving Europe” (“Nós estamos deixando a União Europeia, mas nós não estamos deixando a Europa”). Este  trecho faz parte da carta eviada pela premiê britânica Theresa May  ao Donald Tusk, presidente do conselho europeu, em 29 de março deste ano. Assim teve início formalmente o processo de retirada do Reino Unido da União Europeia. As negociações do “divórcio” deverão ser finalizadas em março de 2019, como prevê originalmente o artigo 50 do Tratado de Lisboa (documento formulado há dez anos,que determina como pode ocorrer a retirada de um estado membro do bloco). Porém, muitos acreditam que dois anos não serão suficientes para concluir o inédito processo, que deverá ir além desta década.

A carta de May reflete a vontade dos habitantes do Reino Unido manifestada em junho do ano passado no polêmico referendo em que os eleitores ingleses foram convocados a responder a seguinte questão: “Deve o Reino Unido permanecer como membro da União Europeia ou sair da União Europeia?”. Como já é de conhecimento notório, a opção “Sair” venceu com uma pequena vantagem de 1,2 milhões de votos sobre a opção “Permanecer”, em um universo de 33,5 milhões de votos válidos.

A vitória do “Brexit” (abreviação das palavras “Britain” e “exit” que deriva do neologismo “Grexit”, indicador de uma possível saída da Grécia da Zona do Euro) sobre “Bremain”, no referendo, forçou o parlamento britânico a aceitar a saída do Reino Unido da União Europeia, assim como trouxe uma série de questões acerca do momento atual e das suas possíveis consequências não só na Europa, como também no sistema mundial. Podemos destacar quatro grandes tendências globais relacionadas ao fenômeno “Brexit” que ganharam forma nesta década e possivelmente se manterão no decorrer dos próximos anos.

  1. A emergência da Era da Pós-Verdade

Pós-Verdade (“Pos-Truth”) é um termo originado nos anos 1990 que ganhou grande destaque a partir de dois momentos do ano passado: o referendo pela saída do Reino Unido da União Europeia e a eleição presidencial norte-americana.

O dicionário Oxford elegeu o termo como a principal palavra de 2016 e assim o definiu: “relacionar ou denotar circunstâncias em que os fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal” (tradução livre de “relating to or denoting circumstances in which objective facts are less influential in shaping public opinion than appeals to emotion and personal belief”).

Além da menor importância dada aos fatos concretos no entendimento da realidade que o uso da Pós-Verdade sugere, devemos observar a importância da difusão de boatos, das “fake news” e da criação dos “fatos alternativos” compartilhados via redes sociais e que potencializam o alcance da Pós-Verdade, desorientando a opinião pública, principalmente em períodos eleitorais. A vitória do “Brexit” pode ser, em parte, creditada à difusão da falsa informação de que o custo de manutenção do Reino Unido na União Europeia era de 350 milhões de libras semanais.

  1. A polarização das sociedades

 

O relatório “Global Risks Report 2017”, do Fórum Econômico Global, publicado em janeiro deste ano, às vésperas da reunião anual do Fórum em Davos, na Suiça, aponta a polarização das sociedades como um dos grandes riscos globais atuais. Nas palavras do relatório: “As questões de identidade e cultura foram fundamentais para os dois resultados políticos ocidentais mais dramáticos de 2016, no Reino Unido e nos Estados Unidos.”. Os resultados eleitorais se devem a “uma reação entre eleitores mais velhos e menos educados que “se sentem marginalizados em seus próprios países” devido à mudança de valores em sua tradição – por exemplo, questões de identidade de gênero, raça, multiculturalismo, proteção ambiental e cooperação internacional”.

O resultado apertado do referendo britânico é um indicador claro dessa polarização dos dias atuais. escoceses e norte-irlandeses votaram em maioria pela manutenção do Reino Unido na União Europeia (2,1 milhões de votos para “Bremain” contra 1,3 milhões para “Brexit”), mas foram calados por uma massa de eleitores ingleses, formada principalmente por conservadores e idosos, que depositou 15,1 milhões de votos em nome da saída do bloco.

  1. A aversão à imigrantes não afeta somente quem é proveniente do “Sul”

 

Desde meados da década de 1990, a chamada migração líquida, que considera a imigração menos a emigração, vem crescendo no Reino Unido e o número de imigrantes, segundo dados do Migration Observatory da Universidade de Oxford, saltou de 3,8 milhões para 8,7 milhões, entre 1993 e 2015, passando de 7,0% para 13,5% da população total.

Uma parte significativa desse fluxo migratório se deve a pessoas vindas de países pertencentes à União Europeia, destacando-se os grupos provenientes do leste europeu, que intensificaram sua chegada após o alargamento da União Europeia ocorrido em 2004. O maior grupo de residentes nascidos fora do Reino Unido é de poloneses, que totalizam 9,5% do total, seguidos por indianos (9,1%), paquistaneses (5,9%), irlandeses (4,5%), alemães (3,3%) e romenos (2,6%).

A oposição de grande parte da sociedade britânica à imigração, tanto de pessoas oriundas da União Europeia, quanto de fora do bloco, ajuda a explicar a vitória dos “brexiteers”. A pequena cidade de Boston, localizada no nordeste da Inglaterra, ficou conhecida como epicentro do “Brexit” por estabelecer a vitória local com 77% dos votos. Sua população de 64 mil habitantes cresceu em ritmo acelerado na última década devido à recente imigração proveniente do leste europeu, assim 13% do total de habitantes é de europeus não naturais do Reino Unido.

  1. A desglobalização

 

Em oposição a Boston, capital de “Brexitland”, encontra-se “Londonia”, ou seja, Londres, que curiosamente concentra quase 40% de todos os imigrantes que vivem no Reino Unido, mas que votou em sua maioria pela permanência na União Europeia. A cidade global britânica manifestou-se explicitamente a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia durante e após o referendo, com manifestações reivindicando o “Exit from Brexit”. Porém, o referendo foi decidido por eleitores que se sentem excluídos do processo de globalização que impulsionou a economia da cosmopolita Londres nas últimas décadas.

O crescimento da desigualdade, a estagnação salarial e a insegurança perante as mudanças propiciadas pelos avanços tecnológicos criaram ressentimentos de parte da classe trabalhadora (empregada ou desempregada) em relação aos possíveis efeitos negativos da política econômica britânica das últimas décadas, que inclui a integração econômica com o continente e com o mundo.

Além da repulsa aos pretensos efeitos maléficos da interdependência econômica, das mudanças tecnológicas e da intensificação de fluxos internacionais, ocorre um avanço de movimentos nacionalistas na Europa, como se observa em diversos países: França, Alemanha, Espanha, Hungria, Polônia, Grécia e, é claro, Reino Unido, onde mesmo uma importante liderança do tradicional partido conservador, como o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, chegou a afirmar que a União Europeia é uma nova tentativa de se criar um superestado europeu aos moldes do que “Napoleão Bonaparte ou Adolf Hitler tentaram”.

Os revezes econômicos globais que foram identificados na última década, notadamente a partir da crise econômica de 2008, podem estar originando uma “desglobalização” comercial e financeira que, nos últimos anos, afetou o ambiente político dos Estados Nacionais, que adotaram medidas de protecionismo comercial e de restrição à imigração, confirmando medidas de oposição à globalização. Tais medidas são, em grande parte, apoiadas pela sociedade, que vive um mal-estar por conta das mudanças geradas pela interdependência econômica global (ou regional, no caso da UE) e assim se manifesta através do voto.

 


Plasma: o estado físico predominante no universo
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Raios e os arranha-céus de Atlanta, nos EUA / David Selby: Wikimedia Commons

A natureza costuma nos presentear com diversas imagens que são, ao mesmo tempo, belas e assustadoras. Os raios são um dos grandes exemplos disso. Talvez você já tenha se perguntado: do que é feito um raio? Qual seu estado físico, sólido, líquido ou gasoso?

Na realidade, nenhum dos três… O estado físico dos raios é chamado de plasma. Ele constitui o estado físico predominante no universo. Além dos raios, na natureza encontramos plasma na ionosfera, nas auroras boreal e austral, no fogo fátuo, nas estrelas, por consequência das reações de fusão nuclear, no vento solar nas nebulosas interestelares. O homem já desenvolveu tecnologia que utiliza plasma: telas de televisão de plasma, arco elétrico em lâmpadas a arco voltaico, arco de solda, lâmpadas fluorescentes.

No plasma encontramos moléculas de gás, gás ionizado e elétrons. Possui em sua estrutura tanto partículas com carga elétrica positiva (gás ionizado) quanto partículas com carga elétrica negativa (elétrons), mas em quantidades praticamente iguais, tornando-o eletricamente neutro. Como os gases, os plasmas possuem forma e volume dos recipientes que os contém (quando for o caso). Mas as semelhanças com os gases terminam por aí. Devido a sua estrutura contendo portadores de carga elétrica, o plasma é bastante condutor elétrico, enquanto um gás possui condutividade elétrica muito baixa. Os gases são constituídos por um único tipo de partícula, a molécula que o constitui, enquanto o plasma é formado por três (moléculas de gás, gás ionizado e elétrons).

Globo de plasma

Basicamente, para se obter plasma é necessário aquecer razoavelmente um gás, provocando a quebra das ligações atômicas, e também levando à ionização de parte desses átomos. É o que acontece, por exemplo, no nosso Sol. Artificialmente, pode-se produzir plasma através do estabelecimento de uma corrente elétrica em um gás. Como um gás é um material dielétrico, ou seja, um material não condutor elétrico, deve-se utilizar um gerador que forneça uma determinada diferença de potencial (ddp), para formar um campo elétrico na região onde está o gás, intenso o suficiente para ionizá-lo e transformá-lo em plasma. Quando tal transformação ocorre, estabelece-se uma corrente elétrico através do plasma, formando um arco elétrico luminoso entre os polos do gerador.

Em uma tempestade elétrica, nuvens adquirem cargas elétricas elevadas, levando à formação de um campo elétrico entre as nuvens, ou entre as nuvens e o solo. Se esse campo elétrico for intenso o suficiente, o ar da região é ionizado, formando plasma, que, por ser condutor, permite que ocorram as descargas elétricas. Essas descargas elétricas são chamadas de raios.
Agora que você já aprendeu um pouquinho sobre plasmas, aprofunde seus conhecimentos e tente explicar o que acontece em um globo de plasma, como o da figura a seguir.

 


Como as drogas agem no nosso organismo
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Dicas de Vestibular

Drogas são substâncias capazes de alterar tanto as funções fisiológicas como psicológicas comportamentais de um organismo. Nesse sentido, um laxante e o crack podem ser classificados como drogas, mas é no sentido mais conhecido, e no menos benéfico, que o termo é mais utilizado.

Dentre as drogas lícitas estão o tabaco, os ansiolíticos (calmantes), a cafeína e o álcool.

O álcool é a droga lícita que mais causa prejuízos à saúde humana no mundo. Ele age sobre o sistema nervoso alterando o comportamento e podendo inclusive levar à dependência. O seu consumo  promove, inicialmente, a desinibição, relaxamento e euforia. Em um segundo momento começam a aparecer os efeitos depressores, como dificuldade de fala e de raciocínio, lentidão de reflexos, piora da coordenação motora e alteração de comportamento. Um indivíduo alcoolizado risonho pode de repente transformar-se em um sujeito violento. Esses efeitos reunidos podem causar  um grande número de problemas, como a violência doméstica e acidentes de trânsito, muitos deles com morte ou invalidez permanente.

As drogas ilícitas mais preocupantes são as psicotrópicas, isto é, as que alteram a cognição, o humor e o comportamento, podendo causar dependência. Essas substâncias podem ser classificadas, segundo o pesquisador e psiquiatra francês Louis Chaloult, em: depressoras, estimulantes e perturbadoras.

As drogas depressoras diminuem a atividade do Sistema Nervoso Central (SNC), fazendo com que passe a funcionar mais lentamente, como é o caso dos inalantes (cola e outros solventes), soníferos, ansiolíticos etc.

As drogas estimulantes aceleram a atividade do SNC, aumentando o estado de vigília (diminui o sono) e a coordenação motora. Nesse grupo encontra-se a cocaína e sua variante mais polêmica na atualidade, o crack.

A cocaína inibe a recaptação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina da fenda sináptica, potencializando seus efeitos que levam à sensação de euforia, aumento das atividades motoras e intelectuais, perda do sono, do cansaço e do apetite. Na sua forma em pó é bem solúvel em água, facilitando sua inalação ou a diluição para injetá-la diretamente nas veias. O crack é uma variação da cocaína, porém é pouco solúvel em água. No entanto, ao ser aquecido, volatiliza com facilidade, podendo ser fumado utilizando cachimbos, forma pela qual os efeitos ocorrem mais rapidamente – de  10 a 15 segundos. Depois de uns 5 minutos a droga já foi metabolizada, estimulando o usuário a consumí-la  novamente, o que denota seu  alto poder viciante.

Dentre as drogas perturbadoras estão a maconha, o êxtase e o LSD.

O sistema nervoso produz naturalmente uma substância, a anandamida, que age nos receptores canabinoides do sistema nervoso. O THC, princípio ativo da maconha, age nos mesmos receptores, amplificando suas sensações. Os efeitos agudos (mais imediatos) da maconha podem ser sensação de paz, bem-estar ou angústia, hilaridade (vontade de rir), diminuição do cansaço, etc. Durante seu efeito, há evidente alteração na percepção de tempo e espaço, em geral com passagem mais lenta do tempo e confusão no cálculo de distâncias. Isso pode ser especialmente perigoso, por exemplo, para quem está dirigindo ou atravessando uma rua e não consegue calcular a distância e velocidade de aproximação de outros veículos. Outro efeito bem conhecido é o aumento do apetite. Alguns outros efeitos do uso prolongado da droga podem ser a perda da memória recente, efeitos psíquicos (delírios e alucinações), perda de motivação e redução na produção de espermatozoides. A maioria desses efeitos costuma desaparecer após a interrupção do uso da droga. Atualmente, há inúmeras discussões a respeito da legalização e descriminalização da maconha. O conhecimento científico atual tem muitos argumentos contra e a favor do uso dos princípios ativos da maconha. Portanto, essa é uma discussão que está longe de terminar.

Para maiores conhecimentos a respeito do efeito de outras drogas, recomendo a consulta dos links a seguir:

The Science of Addiction: Genetics and the Brain – Mouse Party

Classificação das drogas psicotrópicas

Drogas psicotrópicas – o que são e como agem


Veja maneiras diferenciadas de estudar Biologia nas férias
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Dicas de Vestibular

As férias chegaram, enfim! E agora, o que eu faço?

Pois é, estudantes têm sempre essa dúvida. Afinal, é uma felicidade que chega, mas por ser um período menos intenso de estudos, vem a sensação de que devemos estar fazendo algo mais produtivo, para atingir o objetivo de ingressar na faculdade desejada.

Pensar assim é normal, e passa pela cabeça de todos. Aqui vão duas estratégias para organizar as férias:

Se você estiver com muito cansaço, é muito importante que inicie as férias descansando, distraindo a mente com lazeres bem agradáveis. Depois disso, é bem produtivo retomar os estudos em ritmo mais suave do que o período de aulas.

Mas, se você estiver muito bem, em bom estado físico e mental, pode aproveitar e se dedicar aos estudos e ao descanso, de modo que não chegue sem energia para o segundo semestre.

Agora, a pergunta que todos se fazem: existe outro jeito para estudar, sem ter de usar apostilas, livros e o site do cursinho o tempo todo?

Sim, é possível estudar sem ter aquela sensação de “maratona”. Aí vão algumas dicas:

Visite museus e zoológicos. Você vai ficar cara a cara com coisas que aprendeu em livros e vídeos.

Os canais de TV são fonte de muita coisa relevante. Fique atento às programações e selecione as mais interessantes.

Na internet, você pode acessar vídeos muito bons! Confira a lista especialmente selecionada para você:

Sobre o CRISPR-CAS 9, assunto novo da genética, que já está caindo nas provas

Reprodução

Ciclo reprodutivo do HIV

Produção de RNA no núcleo da célula e a produção de proteínas no citoplasma

A relação entre o material genético e as características dos seres vivos

Mitose

Meiose

Reprodução

Desde a fecundação até o nascimento

Evolução biológica – O que Darwin nunca soube

Digestão humana

Sistema excretor humano (em inglês e com legendas em português)

Reprodução

Impulso nervoso e sinapse sem locução, você mesmo tem que reconhecer os eventos que acontecem

Como atuam os esteroides

A ação da insulina

Condução de seivas em plantas

Reprodução

Fotossíntese no cloroplasto

Também sobre fotossíntese, porém é muito mais completo

Ciclo reprodutivo e bem detalhado das angiospermas

A dupla fecundação em angiospermas

Reprodução

 

Estude com criatividade. Tenha ótimas férias!


Saber ver um filme
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Cinema Paradiso (1988)/ Divulgação

– Professor, você pode me indicar um filme a respeito do assunto da aula de hoje?

Essa pergunta é recorrente, particularmente para professores de História.

Gladiador (2000) / Divulgação

Se o aluno enxergar o filme como uma espécie de atalho para aprender o assunto, a película terá pouca utilidade. Um filme como Gladiador (EUA, 2000), por exemplo, não vai substituir a leitura sobre os impactos da política do “pão e circo” na Roma Antiga. Mas ele pode ser motivador de leituras sobre as inspirações do diretor, das distâncias e proximidades entre a ficção cinematográfica e a realidade romana. Nesse caso, ele cumpre papel importante na formação de qualquer estudante.

Aprender a lidar com as leituras cinematográficas da História pode ser uma ferramenta para compreender as diferentes representações do passado. Como diz uma canção de Tom Jobim, os olhos não podem ver as coisas bonitas que os olhos não sabem ver. Saber ver um filme é realizar um estudo interdisciplinar. Em busca de compreender, o aluno irá usar conhecimentos de estrutura narrativa – obtidos nos cursos de Língua Portuguesa -, conhecimentos geográficos dos locais em que as filmagens foram ambientadas, elementos históricos da região, dos personagens… bem como toda uma infinidade de outras possibilidades.

Adolf Hitler, em traje de gala, passa em revista a guarda de honra, em Berlim. / FSP-Mais!-21.07.96

A lista de filmes que poderia indicar também é “infinita”, mas vou me limitar a uma única indicação: o documentário Arquitetura da destruição (Suécia, 1989). Primeiro, por tratar-se de um documentário, gênero importante para quem pretende debruçar-se sobre as características de uma determina época ou lugar. Segundo, pela incrível qualidade da estrutura narrativa do filme. Sem falar da importância do tema abordado. O diretor, Peter Cohen, traçou um perfil da trajetória de Hitler e suas relações com a arte. O filme é inspirador para aqueles que desejam estudar o nazismo e suas implicações. Se o filme motivar pesquisas iconográficas, leituras e reflexões pessoais, você estará aprendendo a saber ver um filme.