PUBLICIDADE
Topo

Histórico

Movimento antifascista pelo mundo

Dicas de Vestibular

23/07/2020 13h55

Por Heitor Ribeiro, professor do Anglo Vestibulares

O final da Primeira Guerra Mundial trouxe consigo, além de traumas e impactos econômicos, a descrença nas instituições e nos partidos tradicionais, que, somada ao medo vermelho – preocupação de diversos países europeus com o avanço de ideias comunistas e socialistas como ocorrido na Rússia –, criou um cenário que permitiu a ascensão de partidos e grupos de extrema direita. Na década de 20, houve a ascensão do Partido Fascista de Benito Mussolini, na Itália, criando uma nova corrente política, que ganharia muitos adeptos dentro e fora da Europa.

O Fascismo foi uma proposta totalitária, baseada em uma ditadura de partido único, cuja ideia não se diferenciava da de Estado: ser contra o governo fascista era como ser contra a própria Itália ou os italianos. Além disso, há a figura de uma liderança carismática, um nacionalismo exacerbado, defesa do militarismo, valorização da guerra e de uma proposta anticomunista, antidemocrática e antiliberal, que utilizou sistematicamente a violência (seja do próprio Estado, seja de suas milícias) para eliminar opositores. Obviamente não tardou para que esses opositores começassem a se organizar e propusessem um movimento mais coletivo, abarcando diferentes ideais, mas tendo em comum a rejeição ao Fascismo e disposição a combater o avanço deste. Nasce assim, ainda na década de 20, o Antifascismo.

Em sua origem, contou com a atuação principal de grupos anarquistas, comunistas e socialistas – aliás, devido a isso, tradicionalmente se usam como símbolo antifascista as bandeiras preta e vermelha juntas, representando a união dessas ideologias, em uma variação da frente única alemã Antifaschistische Aktion. Ainda, também participaram, em menor escala, grupos políticos mais moderados, como sociais-democratas e republicanos que estavam dispostos a se armar e lutar contra o Fascismo. Apesar de ideologicamente diferentes, eles entendiam que era necessária tal união de forças por uma causa urgente e maior.

Esses movimentos ganharam mais corpo na Itália e Alemanha, com o intuito de combater, respectivamente, o Fascismo e o Nazismo, mas foram transpostos para outros Estados, como Espanha, França, Iugoslávia, EUA e até mesmo no Brasil. Desse modo, adquiriu características e pautas de acordo com a realidade de cada lugar. Não existe, portanto, um único modelo de antifascismo, ele, por exemplo, não se restringe ao enfrentamento militar direto, mas também através de uma produção política, intelectual e artística.

Atualmente, o Antifascismo volta às discussões cotidianas, quando grupos heterogêneos buscam se posicionar contra autoridades com discursos ou práticas políticas considerados autoritários, xenofóbicos e racistas. E, embora existam agora divergências políticas e discussões sobre as cores ou os símbolos utilizados e ressignificados, elas não devem suplantar a razão por trás da criação desse movimento: a ideia de congregar diferentes pessoas e ideias contra um inimigo comum, o fascismo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre os Autores

O Dicas de Vestibular é produzido e atualizado pelos professores do Anglo Vestibulares e do Sistema Anglo de Ensino.

Sobre o Blog

Neste espaço, o estudante encontra temas da atualidade, conteúdos que mais caem nas provas e dicas para se sair bem nos processos seletivos e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O conteúdo também é útil aos interessados em provas de concursos.

Dicas de Vestibular