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DSTs: como essas doenças podem cair no vestibular?
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As doenças sexualmente transmissíveis acompanham a humanidade há milênios. Embora muita informação esteja disponível, ainda pairam muitas dúvidas entre as pessoas. O assunto também pode aparecer nos vestibulares e no ENEM, portanto é bom entender um pouco melhor sobre o assunto.

            Uma das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que tem preocupado os órgãos de saúde é a sífilis. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2015 e 2016, houve um aumento de 27,9% dessa doença no Brasil. Ela é causada pela bactéria Treponema pallidum e facilmente transmitida nas relações sexuais sem camisinha.

Os sintomas se manifestam por volta de 10 a 90 dias após a contaminação e se apresentam na forma de feridas (cancro duro) que podem aparecer não só nos órgãos genitais, mas também na boca ou em outra parte do corpo com a qual a bactéria tenha tido contato. Em geral não há dor, coceira ou ardência no local. Em um segundo momento, os sintomas podem evoluir para manchas avermelhadas na pele, febre, falta de apetite, etc. É nesses estágios iniciais que a doença apresenta o maior risco de contaminação.

Após esses dois estágios, a doença pode regredir sozinha e entrar em um estágio assintomático, mas isso não representa uma cura. Depois de ficar encubada por um período que varia de 2 a 40 anos, podem surgir sintomas bem mais severos, como lesões cardiovasculares, neurológicas, na pele, nos olhos, nos ossos, etc.

A sífilis pode também ser transmitida por transfusões de sangue e pela placenta durante a gestação (transmissão transplacentária), podendo causar más-formações, aborto e até a morte do feto. Quando nasce, a criança pode apresentar feridas pelo corpo, cegueira, má-formação dentária, surdez, pneumonia, deficiência mental, etc. A sífilis congênita, como é conhecida, praticamente dobrou entre 2010 e 2015. Por se tratar de doença causada por bactéria, o tratamento é feito com antibióticos.

Outra bactéria que pode ser transmitida no ato sexual é a Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia ou blenorragia, uma das DSTs mais comuns no mundo. Os sintomas aparecem rapidamente, de 1 a 8 dias após o contágio. A bactéria se instala principalmente na uretra onde se reproduz causando dor e ardência ao urinar e produção de pus. Esses sintomas aparecem na maioria dos homens contaminados, mas podem não aparecer nas mulheres que, sem saber que estão contaminadas, correm o risco do agravamento da infecção. Sem tratamento, a bactéria invade outras partes do corpo, podendo causar problemas sérios. Nos homens, os mais comuns são inflamação dos testículos e da próstata e, nas mulheres, a doença pélvica inflamatória, que acomete o útero, os ovários e as tubas uterinas. Em ambos os casos, pode haver infertilidade. Mulheres grávidas contaminadas podem transmitir a bactéria ao bebê, levando a eventual parto prematuro e graves lesões oculares.

Um dado alarmante é que os antibióticos usados em larga escala no tratamento dessa doença acabaram selecionando variedades resistentes da bactéria, limitando as opções de antibióticos para o tratamento atualmente. A seleção de bactérias resistentes a antibióticos é um tema de grande incidência nos vestibulares e no ENEM.

A Chlamydia trachomatis é outra bactéria transmitida sexualmente que provoca uma DST denominada clamídia. Os sintomas são muito parecidos com os da gonorreia, embora mais brandos, o que pode levar à confusão no diagnóstico. Felizmente ambas podem ser combatidas com o mesmo antibiótico (Azitromicina), em dose única.

Quando se fala em DST, é fundamental comentar sobre a AIDS (SIDA no português – síndrome da imunodeficiência adquirida) e o retrovírus causador dessa doença, o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Dados do Ministério da Saúde vêm mostrando um aumento do número de jovens contaminados, principalmente entre 15 e 19 anos de idade, com maior incidência entre os homens.

O HIV ataca os linfócitos T, células do sistema imunológico que regulam a produção de anticorpos pelos linfócitos B. Dessa forma, a defesa do organismo fica prejudicada e pode ocorrer contaminação por outras infecções, as quais podem levar o paciente à morte. Um indivíduo pode ser portador do vírus (soropositivo) sem apresentar sintomas da doença, mesmo assim, ele pode transmiti-lo a pessoas saudáveis nas relações sexuais sem preservativo ou por transfusão de sangue. A transmissão vertical (da mãe infectada para o filho) também pode ocorrer, por isso é importante que no pré-natal a mulher saiba se está contaminada para usar o coquetel de medicamentos antirretrovirais, a fim de controlar a população do vírus e impedir a transmissão ao filho.

O tratamento da AIDS é feito com vários medicamentos combinados (coquetel), dentre os quais está o AZT, um antiviral que inibe a ação da transcriptase reversa, enzima fundamental na transformação do RNA viral em DNA viral, que irá controlar a multiplicação de novos vírus nos linfócitos T. O tratamento pode manter a pessoa infectada com vida normal, mesmo não correspondendo à cura da doença com eliminação do vírus. Embora a maioria dos pacientes responda bem ao coquetel, alguns são acometidos por efeitos colaterais, como danos no fígado e nos rins, doenças coronarianas, diarreias, enjoos, etc. Sem tratamento, a pessoa desenvolve a AIDS e passa a apresentar dores na cabeça, na garganta e nos músculos, febre, ínguas etc., até que infecções oportunistas encontrem o corpo já debilitado e se instalem, podendo levar o indivíduo à morte. No Brasil, desde 1996, todas as pessoas com AIDS têm o direito de receber gratuitamente do governo os medicamentos antirretrovirais.

Outro vírus que tem se espalhado com frequência é o papiloma vírus humano (HPV), que causa uma doença chamada condiloma acuminado, popularmente conhecida como crista de galo. Esse vírus está relacionado à maioria dos tumores de colo de útero (ou câncer cervical), que é um dos mais comum em mulheres. Ao contrário do que muita gente pensa, o vírus também está associado, em menor proporção, a câncer de vagina, vulva, ânus e pênis.

Embora associado ao câncer, a maioria das pessoas saudáveis que se contaminam com o HPV acabam conseguindo combater o vírus e eliminá-lo do organismo. Entre 10 e 20% dos pacientes não conseguem eliminar o vírus do corpo e dentre eles, as mulheres ficam suscetíveis a desenvolver o câncer cervical. O desenvolvimento de tumores leva, em geral, muitos anos. Os exames periódicos, como o de Papanicolau, podem detectar as lesões causadas pelo vírus e permitir que se comece um tratamento para eliminar o problema que pode ir de uma cauterização química até uma cirurgia para a retirada do tumor.

A boa notícia em relação ao HPV é que há vacina que pode evitar a contaminação. Ela é feita com os subtipos virais 6, 11, 16 e 18, e não com todas as variedades, o que significa que pode haver contaminação por um outro subtipo viral, mesmo que a pessoa esteja vacinada. Mesmo assim, a vacina é recomendada, pois aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo de útero são causados pelas variedades 16 e 18.

A vacina deve ser tomada a partir dos 9 anos, preferencialmente pelas meninas, antes de se iniciar a vida sexual. Lembre-se de que as vacinas inoculam o antígeno (no caso do HPV os vírus estão enfraquecidos) para que o indivíduo produza os próprios anticorpos, por isso não adiantaria vacinar pessoas que já estão contaminadas.

A única prevenção para todas as DSTs citadas neste texto é evitar o contato com os microrganismos causadores, o que deve incluir, principalmente, o uso de preservativos nas relações sexuais. Atualmente muitos jovens se preocupam em prevenir a gravidez e utilizam métodos como pílulas anticoncepcionais, esquecendo-se de que o preservativo não só previne a gravidez como diminui muito a chance de contágio das DSTs.

As doenças citadas estão entre as DSTs mais importantes. O candidato aos vestibulares e ao ENEM deve conhecer aquelas causadas por vírus e as causadas por bactérias. Deve conhecer o ciclo de vida do HIV, sua célula hospedeira (linfócito T) e saber por que causa imunodeficiência. A ação das vacinas, como do HPV e dos soros, também é assunto recorrente nos principais exames.


O perigo da Água: doenças transmitidas pela falta de tratamento
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Grande parte da população brasileira (cerca de 105 milhões de pessoas) mora em residências sem coleta de esgoto, que, muitas vezes, é lançado diretamente nos ambientes aquáticos e até mesmo corre próximo às casas.

     A situação precária do saneamento básico é agravada ainda pelo fato de que cerca de 40% do esgoto coletado não é tratado. Além disso, cerca de 35 milhões de cidadãos não recebem água tratada em suas casas.

     Diante desses dados estarrecedores, temos que considerar os riscos que a população corre de se contaminar com organismos patogênicos (causadores de doença) pelo consumo de água ou pelo contato físico com ela. Centenas de doenças podem ser transmitidas pela água sem tratamento, que pode conter toxinas de cianobactérias, bactérias, vírus, cistos de protozoários e ovos de vermes.

        As cianobactérias são bactérias fotossintetizantes, que se proliferam em mananciais eutrofizados, isto é, com enriquecimento de nutrientes inorgânicos provenientes de fertilizantes das lavouras ou da decomposição de esgoto orgânico.  Algumas espécies produzem neurotoxinas, que afetam o sistema nervoso e hepatotoxinas, prejudiciais ao fígado, que são muito nocivas à saúde humana.

         Agentes infecciosos (que invadem o hospedeiro e nele se reproduzem) podem estar presentes nas fezes humanas e de animais, e a transmissão para as pessoas pode ocorrer pelo consumo da água contaminada e de alimentos que entraram em contato com ela.

      A água sem tratamento também contamina objetos de cozinha, como tábuas para bater carne ou cortar frutas e legumes, facas, potes, esponjas de lavar, etc. Organismos patogênicos também podem ser transportados para os lares por meio de insetos, como moscas e baratas.

      Algumas doenças são mais frequentemente transmitidas pelo contato da pele com a água contaminada pelo agente etiológico (agente causador da doença), como é o caso da leptospirose, cuja bactéria causadora está presente na urina de ratos e outros animais e pode invadir o corpo humano pelos poros. O contágio também pode se dar pelas mucosas dos olhos, do nariz e da boca, o que inclui o risco de transmissão pela ingestão da água contaminada.

     A transmissão de esquistossomose também está relacionada com a falta de saneamento básico, pois os ovos embrionados saem com as fezes humanas e contaminam ambientes de água doce, onde liberam a larva miracídio, que invade o caramujo hospedeiro intermediário, do qual saem larvas cercárias, que invadem a pele humana.

         Dentre as doenças que podem ser transmitidas pelo consumo de água contaminada estão:

    Os protozoários formam cistos muito resistentes, que persistem muito tempo nos ambientes, e os vermes produzem ovos com embriões. Esses cistos e ovos estão presentes nas fezes humanas e contaminam mãos, objetos e a água.

     Essas informações são usualmente cobradas nas provas, portanto, prepare-se adequadamente para o ENEM e exames vestibulares, estudando a transmissão e os sintomas dessas doenças assim como as formas de preveni-las.


A Evolução Biológica e o Futuro da Humanidade
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Pode estar certo, Evolução Biológica é um tema sempre solicitado no Enem e nos grandes vestibulares. O que se costuma questionar é o significado de Evolução Biológica, as grandes explicações sobre sua ocorrência e também o mecanismo que leva à formação de espécies, conhecido com Especiação, além de alguns outros aspectos que você conhecerá ao ler este texto.

Evolução Biológica tem como base fundamental a ocorrência de adaptação ao meio de vida. Nesse sentido, é preciso destacar a explicação de como a adaptação teria surgido, resultando na enorme diversidade de vida hoje existente. E aí, destacam-se dois importantes cientistas, Jean Baptiste Lamarck e Charles Robert Darwin, conhecidos pelas teorias que elaboraram e que levam os seus nomes. Embora antes de Lamarck já se falasse timidamente em Evolução dos seres vivos, foi ele que concretamente iniciou uma possível explicação desse fenômeno. Claro que na época em que Lamarck propôs sua teoria, 1809, não tínhamos a infinidade de conhecimentos científicos que temos hoje. Assim, a proposta do cientista francês teve como base duas leis: Lei do Uso e Desuso e a Lei da Transmissão das características Adquiridas, por meio das quais a adaptação dos seres vivos ao meio surgiria de modo ativo.

A primeira lei afirma que, por necessidade e em vista da alguma mudança das características do meio, os seres vivos “reagiriam”, por assim dizer, e criariam novas estruturas ou deixariam de tê-las. É clássico o exemplo do tamanho do pescoço das girafas que, para Lamarck, seria consequência da necessidade de espichá-los, pelo uso, para (note o para, que pressupõe finalidade) alcançar galhos elevados em árvores de grande porte. Por meio da segunda lei, girafas que esticaram o pescoço transmitiriam aos descendentes a característica então adquirida e eles nasceriam com pescoços compridos. Simples não?

Pois é, aí surge a explicação de Darwin que, após longa viagem ao redor do mundo e após inúmeros experimentos de seleção artificial, propôs uma hipótese diferente, tendo como base a ideia de adaptação passiva. Para Darwin, os seres vivos seriam dotados de características diferentes uns dos outros, mecanismo que ficou conhecido como variabilidade. No entanto, Darwin não soube explicar como essa variabilidade teria surgido. Em seus livros, o cientista chegou a propor algo parecido ao uso e desuso de Lamarck, motivo pelo qual é injustamente acusado de ser lamarckista. Assim, dado que os seres vivos já apresentam certa variabilidade, qualquer modificação nas características do ambiente acarretaria uma seleção dos já dotados de adaptações que favorecem a sobrevivência dessas variedades. Pense, por exemplo, na resistência bacteriana a antibióticos. Para Lamarck, bactérias sensíveis, por necessidade, frente a um antibiótico criariam resistência, ativamente. Para Darwin, bactérias resistentes já existiriam na população e, na presença do antibiótico, morreriam as sensíveis e sobreviveriam as resistentes, que se multiplicariam e organizariam uma população que não sofreria a ação do antibiótico.

E como Darwin explicaria o tamanho do pescoço das giraras? Por meio do conceito de variabilidade, claro. Já haveria girafas de pescoços maiores. Assim, o meio atuaria como selecionador das que já possuíam pescoços longos. No começo do século 19 até meados do mesmo século, graças a trabalhos de geneticistas ilustres que sugeriram novos mecanismos relacionados à hereditariedade, culminando com a descoberta da estrutura da molécula de DNA, cientistas evolucionistas aprimoraram as ideias de Darwin e passaram a associar a variabilidade nos seres vivos à ocorrência, entre outros processos, de mutações no material genético e à recombinação do material genético que ocorre na meiose (crossing-over) e no encontro de gametas (fecundação). Surgiu, assim, a nova modalidade de explicação do mecanismo da Evolução Biológica, a síntese das explicações então existentes, o que gerou a atualmente conhecida Teoria Sintética da Evolução Biológica, que nada mais é do que a Teoria de Darwin aprimorada, que, muitas vezes, chegou a ser denominada de Neodarwinismo, denominação hoje não utilizada.

Por meio da compreensão do mecanismo de Evolução Biológica hoje aceito, foi possível também esclarecer o processo de formação de novas espécies, a especiação. Nesse caso, é fundamental a ocorrência de isolamento geográfico, que corresponde à separação de populações da mesma espécie por uma barreira geográfica. Tais populações, ao passarem a habitar meios diferentes, são sujeitas à ocorrência de mutações diferentes, à ação da seleção natural em meios diferentes e, por fim, se voltarem a se reunir, após longo tempo de separação, poderão constituir novas espécies. Nesse caso, poderão não gerar descendentes ou, se gerarem, eles serão estéreis ou terão pequeno período de sobrevivência. Nesse caso, as novas espécies estarão em Isolamento Reprodutivo, que é o ponto culminante nesse tipo de especiação, conhecido como Especiação Alopátrica (pátrias diferentes) ou Especiação Geográfica (devido à ocorrência de Isolamento Geográfico). É possível, também, ocorrer Especiação Simpátrica (mesma pátria), em que novas espécies surgem no mesmo meio de vida, sem ocorrer isolamento geográfico. Embora esse tipo de especiação possa ocorrer em animais, é comum em vegetais.

Como ponto culminante do que pode cair sobre Evolução Biológica, não se pode esquecer dos conceitos de Irradiação Adaptativa, Evolução Convergente, Homologia e Analogia.

Agora, você pode perguntar: a evolução humana, parou de ocorrer, não ocorrerá mais? Como será a nossa espécie no futuro? Será que conquistas tecnológicas interferirão na nossa evolução, tornando o ser humano mais adaptável ao meio que ele mesmo está alterando, ou seja, será que conquistas científicas e médicas aprimorarão nossa espécie? Nesse ponto, uma coisa é certa: a Teoria da Evolução Biológica hoje aceita explica como foi o passado, razoavelmente explica como é o presente, mas não é capaz de prever o que ocorrerá no futuro com a nossa e com outras espécies. Fazem-se apenas especulações sobre o destino de várias espécies, inclusive a nossa. O que ocorrerá, somente o tempo poderá esclarecer.


Quatro temas fundamentais para incluir na revisão de Biologia
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É importante dar atenção a quatro eixos para uma boa revisão de Biologia para o Enem e Vestibulares: Biologia celular e metabolismo celular; Grupos de seres vivos e Fisiologia; Genética e Biotecnologia; Ecologia.

Estrutura celular 

No primeiro eixo, devemos privilegiar a estrutura celular, revendo organelas presentes em uma célula eucariótica.  Por exemplo a mitocôndria, qual papel ela exerce em uma célula, relativamente à respiração celular aeróbia e sua importância no fornecimento de energia para o trabalho celular? É verdade que mitocôndria foi bactéria um dia, afirmação relacionada à teoria endossimbiótica? E as divisões celulares mitose e meiose? Precisamos lembrar como ocorrem, quais são suas fases, como relacioná-las, por exemplo, ao processo de gametogênese que ocorre durante a produção de ovócitos e espermatozoides. E quanto ao processo de divisão das células bacterianas, ele é igual ao que ocorre em uma célula eucariótica? Estrutura de DNA e RNA, ação gênica, transcrição, tradução e mutação gênica são tópicos que devem ser revisados com mais atenção. Fotossíntese, em todos os seus aspectos, suas fases, participação dos pigmentos absorvedores de energia luminosa, curvas de ação da fotossíntese, fatores limitantes e ponto de compensação são tópicos relevantes que devem ser valorizados e revistos.

 

Os reinos animais e vegetais

No segundo eixo, precisamos rever as características dos principais grupos dos seres que pertencem aos reinos estudados no curso de Biologia. Como diferenciar os reinos Monera, Protoctista, Fungi, Animalia e Plantae, além dos componentes do grupo dos vírus, tão na moda atualmente. Qual a característica que distingue os componentes do reino Monera, bactérias, de todos os demais reinos? O que significa célula procariótica? Rever a importância ecológica, alimentar, industrial e médica das bactérias, como causadoras de doenças. É fundamental, ainda mais por estarmos em uma época em que se destacam as bactérias multirresistentes causadoras de várias alterações no ser humano. Com relação aos vírus, rever sua estrutura básica, acelular, e as principais doenças que atraíram a atenção das autoridades de saúde pública em nosso país: febre amarela, dengue, zika, chikungunya e gripe. No caso das algas, rever seu papel de absorvedores, sequestradores de carbono e atenuadores do efeito estufa. Quantos aos fungos, precisamos destacar seu caráter heterotrófico, decompositor e de importância alimentar, além da associação mutualística, micorriza, que algumas espécies desempenham com raízes de vegetais.

A revisão dos componentes dos grupos animais e de plantas deve valorizar os principais representantes, suas características e morfologia e, sobretudo, a importância ecológica que desempenham. No caso dos vegetais, rever com cuidado, por meio de cladogramas, os principais grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, destacando a presença de várias características, tais como a existência de tecidos condutores, sementes, grãos de pólen, tubo polínico, flor e fruto – as duas últimas estão presentes apenas em angiospermas.

Dentre os grupos animais, reveja as características distintivas dos diversos representantes de moluscos, anelídeos artrópodes e cordados, destacando seus papéis e importâncias na conquista do meio terrestre. Claro que não se deve esquecer dos demais grupos, com maior evidência para nemátodas e platielmintos e também a atuação de algumas espécies como causadoras de verminoses em seres humanos.

Em termos da Fisiologia, tanto dos vegetais quanto dos animais, precisaremos rever os principais aspectos relativos à complexidade crescente dos mecanismos de transporte nos vegetais; às trocas gasosas e a transpiração que ocorrem por meio dos estômatos; e ação dos fitormônios em inúmeros processos reguladores fisiológicos. No caso dos animais, é muito importante rever o aumento de complexidade dos compartimentos destinados à digestão dos alimentos, aos processos circulatórios cada vez mais sofisticados entre os vertebrados, assim como às trocas gasosas, cutâneas, traqueais e pulmonares.

Hormônios produzidos por glândulas endócrinas humanas devem ser cuidadosamente revistos, bem como a constituição do sistema nervoso e seus componentes: os neurônios e seu papel na condução de estímulos ao longo das sinapses. Por fim, os mecanismos relacionados à reprodução, tanto em vegetais como em animais, devem ser cuidadosamente revistos, valorize principalmente os tipos de células reprodutoras e os processos celulares de sua produção, se por mitose ou por meiose.

Genética

No terceiro eixo, é produtivo rever as ocorrências relacionadas às leis da Genética: os cruzamentos, probabilidades, os tipos sanguíneos e possíveis transfusões, a Genética de Populações, enfim, tudo o que se relaciona ao assunto frequentemente questionado em exames vestibulares e Enem. Em biotecnologia, os principais eventos relacionados aos transgênicos são importantes, bem como também células troncos e sua utilização em procedimentos agrícolas e médicos.

Meio ambiente e ecologia 

No quarto eixo, Ecologia, é indispensável a correta revisão dos principais conceitos ecológicos, os eventos relacionados ao fluxo de energia, cadeias e teias alimentares; e uma correta noção do que representam as pirâmides ecológicas, principalmente as de biomassas e energia, em termos de sua importância na manutenção da biodiversidade dos ecossistemas. Reveja com cuidado os ciclos biogeoquímicos da água, do carbono e do nitrogênio, com destaque para os principais eventos que ocorrem na ciclagem dos elementos químicos. Valorizar a revisão da dinâmica do crescimento populacional e das interações biológicas interespecíficas e intraespecíficas, com destaque para os mutualismos, comensalismos, predações, competições e seu papel na manutenção do equilíbrio ambiental.

Claro que a poluição ambiental merece papel de destaque em uma revisão. As diferentes agressões a que o ambiente está sujeito, tais como liberações de gases poluentes, chuva ácida, acentuação do efeito estufa, incremento do aquecimento global, eutrofização e biomagnificação trófica são tópicos que devem sempre ser lembrados. Desmatamentos, queimadas e alterações na composição da biodiversidade de nossas florestas estão na ordem do dia e devem ser cuidadosamente revistos.

Como revisar?

Como se deve fazer a revisão? Rever sozinho ou em grupos? Rever relendo os textos do material utilizado ao longo do ano ou praticando exercícios que caíram no Enem e nos últimos vestibulares? Qualquer das alternativas é válida! O importante é avaliar o rendimento durante a revisão. Fazer revisão sozinho é fundamental para quem não se adapta a executar trabalho em grupo. Por outro lado, revisão em grupo só funciona se todos estiverem envolvidos e focados na tarefa de rever os conteúdos – brincadeiras e distrações não são boas companheiras agora. A leitura de textos é útil, mas deve ser dirigida aos tópicos destacados nos quatro eixos, a atenção ao que é mais solicitado em exames! A resolução de exercícios que já caíram é uma boa escolha, desde que efetuada de modo rápido e com valorização – mantenha o foco! – daquilo que é mais solicitado no Enem e nos diversos vestibulares.


Como as drogas agem no nosso organismo
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Drogas são substâncias capazes de alterar tanto as funções fisiológicas como psicológicas comportamentais de um organismo. Nesse sentido, um laxante e o crack podem ser classificados como drogas, mas é no sentido mais conhecido, e no menos benéfico, que o termo é mais utilizado.

Dentre as drogas lícitas estão o tabaco, os ansiolíticos (calmantes), a cafeína e o álcool.

O álcool é a droga lícita que mais causa prejuízos à saúde humana no mundo. Ele age sobre o sistema nervoso alterando o comportamento e podendo inclusive levar à dependência. O seu consumo  promove, inicialmente, a desinibição, relaxamento e euforia. Em um segundo momento começam a aparecer os efeitos depressores, como dificuldade de fala e de raciocínio, lentidão de reflexos, piora da coordenação motora e alteração de comportamento. Um indivíduo alcoolizado risonho pode de repente transformar-se em um sujeito violento. Esses efeitos reunidos podem causar  um grande número de problemas, como a violência doméstica e acidentes de trânsito, muitos deles com morte ou invalidez permanente.

As drogas ilícitas mais preocupantes são as psicotrópicas, isto é, as que alteram a cognição, o humor e o comportamento, podendo causar dependência. Essas substâncias podem ser classificadas, segundo o pesquisador e psiquiatra francês Louis Chaloult, em: depressoras, estimulantes e perturbadoras.

As drogas depressoras diminuem a atividade do Sistema Nervoso Central (SNC), fazendo com que passe a funcionar mais lentamente, como é o caso dos inalantes (cola e outros solventes), soníferos, ansiolíticos etc.

As drogas estimulantes aceleram a atividade do SNC, aumentando o estado de vigília (diminui o sono) e a coordenação motora. Nesse grupo encontra-se a cocaína e sua variante mais polêmica na atualidade, o crack.

A cocaína inibe a recaptação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina da fenda sináptica, potencializando seus efeitos que levam à sensação de euforia, aumento das atividades motoras e intelectuais, perda do sono, do cansaço e do apetite. Na sua forma em pó é bem solúvel em água, facilitando sua inalação ou a diluição para injetá-la diretamente nas veias. O crack é uma variação da cocaína, porém é pouco solúvel em água. No entanto, ao ser aquecido, volatiliza com facilidade, podendo ser fumado utilizando cachimbos, forma pela qual os efeitos ocorrem mais rapidamente – de  10 a 15 segundos. Depois de uns 5 minutos a droga já foi metabolizada, estimulando o usuário a consumí-la  novamente, o que denota seu  alto poder viciante.

Dentre as drogas perturbadoras estão a maconha, o êxtase e o LSD.

O sistema nervoso produz naturalmente uma substância, a anandamida, que age nos receptores canabinoides do sistema nervoso. O THC, princípio ativo da maconha, age nos mesmos receptores, amplificando suas sensações. Os efeitos agudos (mais imediatos) da maconha podem ser sensação de paz, bem-estar ou angústia, hilaridade (vontade de rir), diminuição do cansaço, etc. Durante seu efeito, há evidente alteração na percepção de tempo e espaço, em geral com passagem mais lenta do tempo e confusão no cálculo de distâncias. Isso pode ser especialmente perigoso, por exemplo, para quem está dirigindo ou atravessando uma rua e não consegue calcular a distância e velocidade de aproximação de outros veículos. Outro efeito bem conhecido é o aumento do apetite. Alguns outros efeitos do uso prolongado da droga podem ser a perda da memória recente, efeitos psíquicos (delírios e alucinações), perda de motivação e redução na produção de espermatozoides. A maioria desses efeitos costuma desaparecer após a interrupção do uso da droga. Atualmente, há inúmeras discussões a respeito da legalização e descriminalização da maconha. O conhecimento científico atual tem muitos argumentos contra e a favor do uso dos princípios ativos da maconha. Portanto, essa é uma discussão que está longe de terminar.

Para maiores conhecimentos a respeito do efeito de outras drogas, recomendo a consulta dos links a seguir:

The Science of Addiction: Genetics and the Brain – Mouse Party

Classificação das drogas psicotrópicas

Drogas psicotrópicas – o que são e como agem


Quais os temas mais comuns em Ecologia nos vestibulares
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*Por Armênio Uzunian

ecology

Se há um assunto com 100% de possibilidade de ser solicitado no Enem e nos principais vestibulares, sem dúvida é a Ecologia. O quê, mais propriamente? A questão ambiental é a mais relevante. Dentre os temas ambientais mais relevantes, podem ser destacados:

– Danos aos ecossistemas florestais decorrentes de desmatamentos;

– Efeito estufa, suas causas (gases de estufa) e o aquecimento global;

– Resultados obtidos na COP-21, realizada em Paris em dezembro de 2015;

– Sequestro de carbono com plantio de árvores na remediação do efeito estufa;

– Poluição atmosférica e radioativa;

– Chuvas ácidas e consequências danosas aos ecossistemas;

– Contaminação dos recursos hídricos com consequente ocorrência do fenômeno da magnificação trófica;

– Eutrofização dos recursos aquáticos com diminuição progressiva do teor de oxigênio dissolvido;

– Ameaça aos recifes de coral com branqueamento e dissolução dos esqueletos calcários por conta da acidificação das águas oceânicas;

– Mecanismos de biorremediação que podem ser utilizados, sobretudo em casos de poluição aquática.

Blog UOL

Não se pode esquecer também dos temas tradicionais e obrigatórios da Ecologia:

– Conhecimento dos conceitos fundamentais da Ecologia: população, comunidade, ecossistema, bioma, biosfera, hábitat e nicho ecológico;

– Fluxo de energia nos ecossistemas, com reconhecimento da importância das cadeias e teias alimentares e seus componentes ou, níveis tróficos, destacando-se a base das teias alimentares, representada pelos seres autótrofos, principalmente o fitoplâncton nos meios aquáticos;

– Interpretação correta das pirâmides ecológicas: números, biomassas e energia;

– Ciclos biogeoquímicos, destacando-se o do Carbono e o do Nitrogênio;

– Crescimento populacional, seus gráficos e características. Conhecimento do significado de curva de potencial biótico, curva logística e resistência ambiental;

– Dinâmica das comunidades, as interações biológicas intraespecíficas e interespecíficas, com destaque para os mutualismos, comensalismos e competições interespecíficas;

– Sucessão ecológica, seu significado, características e resultantes, com conhecimento essencial do significado de produtividade nos ecossistemas, sobretudo nos estágios clímax;

Esses são temas relevantes da Ecologia que, certamente, comparecerão nas mais importantes provas de avaliação, seja do Enem, seja de ingresso às Faculdades e Universidades brasileiras. É preciso estar preparado!

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Como a biotecnologia pode cair nos vestibulares?
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*Por Marcelo Perrenoud

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Todos os anos, alguns temas específicos merecem destaque nas aulas e nos momentos que antecedem os vestibulares. Em 2016, um dos assuntos que estão em evidência é a Biotecnologia. Mas, o que exatamente estuda este ramo da ciência? A Biotecnologia faz uso de processos biológicos para a solução de problemas relacionados à saúde, agricultura, produção de alimentos, de bebidas, etc. É uma área multidisciplinar que além da biologia exige conhecimentos em química, física, informática e estatística.

Quais os principais temas dentro da Biotecnologia que podem cair nos vestibulares? A seguir veja alguns:

CLONAGEM

Muitas questões de vestibulares abordam o processo que visa criar organismos idênticos geneticamente. Na natureza muitos seres como bactérias e plantas produzem clones durante o seus processos de reprodução. Em seres humanos, os clones naturais são os gêmeos idênticos (univitelinos) que se originam a partir de um único ovócito fertilizado.

20 anos do nascimento da ovelha Dolly

Ovelha Dolly

Dr. Ian Wilmut e sua criação: a ovelha Dolly

Há 20 anos, o mundo assistiu a um evento nunca antes visto, o nascimento do primeiro clone de mamífero, a ovelha Dolly. Ela foi produzida a partir da transferência do núcleo de uma célula somática da glândula mamária da ovelha que originou a Dolly para um óvulo enucleado. Surpreendentemente, este começou a comportar-se como um óvulo recém-fecundado por um espermatozoide e formou assim o primeiro clone de um mamífero.

Deste modo, a clonagem é um assunto muito comum nos vestibulares, e a chance deste tema cair este ano é ainda maior. Fazer uma revisão sobre este assunto será uma ótima forma de acertar diversas questões.

TRANSGÊNICOS

Outro assunto muito abordado nos vestibulares são os Organismos Geneticamente Modificados (OGM).  Um organismo transgênico é formado pela união de dois pedaços de DNA vindos de organismos diferentes. O organismo que recebeu e incorporou o DNA “estranho” é o geneticamente modificado. Tudo começou no início da década de 1970, quando pesquisadores inseriram o gene humano responsável pela produção de insulina no DNA bacteriano. Com isso, bactérias transgênicas iniciaram a produção de insulina humana. Este é apenas um exemplo das diversas aplicações dos organismos transgênicos existentes. Fique atento e faça uma boa revisão sobre este tema!

CÉLULAS TRONCO

Questões sobre este tema são muito cobradas, pois células-tronco são a grande esperança da medicina regenerativa para o tratamento de lesões e doenças degenerativas do sistema nervoso. A Terapia Celular busca tratar essas doenças a partir de células-tronco manipuladas em laboratório.

Diversos são os assuntos estudados na Biotecnologia, os listados acima são os mais recorrentes. Portanto, bons estudos!

marcelo_perrenoud


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