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Por que é mais fácil ficar doente durante as estações de outono e inverno?

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25/06/2018 09h32

Nos dias de outono e inverno, é muito comum a ocorrência de doenças respiratórias, principalmente gripe, resfriado, rinite e sinusite, sem contar possíveis infecções pulmonares de origem viral ou bacteriana. O motivo é fácil de entender. Assim que saímos das estações mais quentes, demora para as pessoas perceberem que precisam proteger-se mais, com roupas mais aconchegantes, tanto em casa como em locais externos.

É comum observar-se muita gente, no começo dos meses mais frios, ainda caminhando nas ruas de bermudas, sem agasalhos, sem proteção na cabeça etc. Nesses casos, o organismo, sujeito a temperaturas ambiente baixas, passa por um aumento do metabolismo, que gera mais calor e mantém o corpo mais aquecido nessas ocasiões, de modo a se proteger do frio.

Do mesmo modo, as pessoas passam a se aglomerar mais, o que facilita sobremaneira o espalhamento de microrganismos que costumam invadir as vias respiratórias. Em recintos abertos ou fechados, basta que alguém esteja gripado, tossindo, espirrando, para que as partículas liberadas pelas vias respiratórias se espalhem pelo meio, contaminando mãos, objetos, portas, corrimões, mesas, sofás, portas de veículos, celulares, tablets, laptops e tudo o mais que possa alojar microrganismos. E aí, contaminar-se é muito fácil, não é mesmo?

Em razão disso, o sistema imunológico precisa ficar em alerta e é muito exigido, em vista de possíveis ocorrências de infecções que precisam ser prontamente combatidas. Assim, é fundamental adotar atitudes preventivas que impeçam o contágio nessas ocasiões. Lavar constantemente as mãos, com água e sabonete ou higienizá-las com álcool gel são algumas delas. Ao espirrar ou tossir, conduzir a palma da mão à boca, no sentido de evitar o espalhamento das partículas. Evitar cumprimentos como beijos, na medida do possível. Utilizar lenços descartáveis ao tossir ou espirrar e depositá-los em recipientes de lixo. Beber muita água, permitindo que fígado e rins exerçam seus papéis de filtradores do sangue possivelmente contaminado por vírus, bactérias e seus fragmentos.

Agora, uma pergunta frequente: é seguro ser vacinado contra a gripe? Sim, mesmo que a cobertura vacinal não atinja 100%, é vantajoso vacinar-se. A campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada, em vista da pequena adesão. Além disso, divulga-se que muitas pessoas vacinadas contraíram gripe, o que assusta possíveis candidatos à vacinação. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a vacina atual tenta imunizar contra três tipos de vírus da gripe: H3N2 (o mais grave), H1N1 e um terceiro, do tipo B.

Em segundo lugar, destaca-se que o material genético dos vírus da gripe é representado por algumas moléculas de RNA, e que vírus da gripe não são retrovírus, característica típica do HIV. Assim que os vírus da gripe penetram nas células do sistema respiratório, as moléculas de RNA dirigem-se ao núcleo celular, no qual se multiplicam graças à ação de enzimas RNA polimerases, cuja produção consta da informação contida nas moléculas de RNA virais. Terminada a multiplicação desses ácidos nucleicos, eles se dirigem ao citoplasma da célula, local em que ocorrerão as traduções, ou seja, a síntese de proteínas virais, tais como a Hemaglutinina (letra H) e a Neuraminidase (letra N).

O passo final é a montagem dos vírus descendentes e sua liberação das células infectadas. Percebe-se, assim, que a vacinação é um método importantíssimo de prevenção. Todas essas ocorrências podem ser evitadas com esse simples procedimento. É claro que pessoas com alguma deficiência imunológica, alguma irregularidade orgânica ou submetidas a algum tratamento terapêutico devem passar por avaliação médica, antes de receberem a dose da vacina. É preciso lembrar, ainda, que, para a produção da vacina, os vírus são primeiramente cultivados em ovos de galinha embrionados. Então, é possível que pessoas que apresentem algum tipo de reação alérgica a componentes dos ovos, notadamente proteicos, não possam ser vacinadas.

Por fim, uma pergunta comumente feita é se durante os meses quentes do ano também não é comum a ocorrência de problemas respiratórios. Sim, até é possível, mas, é bom lembrar que, em meses quentes, afecções respiratórias mais comuns são as relacionadas a alergias que incidem nas cavidades nasais, seios da face e olhos. Nessas ocasiões, o organismo fica mais aquecido, mais pronto para eventuais respostas defensivas, mas, mesmo assim, os mesmos procedimentos preventivos devem adotados, inclusive vacinação. Não custa, porém, repetir: se necessário, procure o médico.

Sobre os Autores

O Dicas de Vestibular é produzido e atualizado pelos professores do Anglo Vestibulares e do Sistema Anglo de Ensino.

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Neste espaço, o estudante encontra temas da atualidade, conteúdos que mais caem nas provas e dicas para se sair bem nos processos seletivos e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O conteúdo também é útil aos interessados em provas de concursos.