Dicas de Vestibular

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Aprendendo uma segunda língua: o inglês na vida e no vestibular
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Já há algum tempo que o inglês como segunda língua é considerado um pré-requisito no mercado de trabalho. Sua importância para a vida profissional é a justificativa mais comum dada aos jovens que questionam seu aprendizado ou se mostram desinteressados por ele. De fato, o domínio do inglês é muito importante para se conseguir um bom emprego, ainda mais por se tratar de uma língua franca, ou seja, um idioma altamente difundido e que serve como ponte de comunicação entre povos. Portanto, no mundo globalizado do trabalho, o inglês é uma ferramenta essencial, com evidentes aplicações nas áreas do turismo e dos negócios em geral.

Também o acesso a novas tecnologias e teorias é ampliado e facilitado graças ao conhecimento de inglês. No mundo acadêmico, por exemplo, o domínio da língua inglesa pode ser muito útil, pois os estudantes devem consultar livros, periódicos e sites de pesquisas em inglês para realizar seus trabalhos, além de utilizar essa língua para divulgar suas próprias teses. A melhor justificativa para se aprender inglês é uma mais abrangente: o domínio dessa língua possibilita e aguça a capacidade de autoconhecimento do indivíduo, pois abre novas vias de comunicação e informação que lhe permitem conectar-se a diferentes valores e realidades, podendo se apropriar deles, reinventá-los, adaptá-los ao seu contexto e ampliá-los, desenvolvendo o pensamento crítico e a atuação cidadã no mundo.

Para fins de vestibular, a maioria das entidades e também o ENEM elaboram questões de “inglês instrumental” cujo enfoque é a compreensão de textos de gêneros variados, mas em várias provas ainda se exige o conhecimento de determinados tópicos gramaticais e de vocabulário. Um assunto sempre em evidência são os conectivos (conjunções em geral e expressões conectivas). Por isso, conhecer seus significados e entender a natureza das relações que elas estabelecem nos textos é uma boa ideia para quem está se preparando para ingressar no ensino superior.

O aprendizado do inglês, como o de qualquer outra língua, deve ser constante e é interminável. Portanto, nosso conselho é: não deixem para estudar na última hora e leiam muito!


O preparo começa hoje: dicas para quem irá prestar vestibular pela 1ª vez
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Leciono no Anglo há quase 20 anos e todo ano vejo os alunos com as mesmas dúvidas com relação ao vestibular. A mais frequente é: terei que estudar feito um louco?

Não, definitivamente não. Você deverá estudar com inteligência. Seu estudo deve ser, sobretudo, saudável, organizado e frequente.

Saudável porque você deverá encontrar prazer em estudar. O estudo não deve ser uma tortura. Não se estuda por obrigação, e sim porque você quer aprender.

Organizado porque você deve distribuir quais matérias estudará ao longo de cada dia da semana para que, ao final, tenha estudado todo o conteúdo.

E frequente porque você deverá estudar todos os dias, e não só quando tiver provas. O ato de estudar deve ser contínuo. Porém, você não pode entrar num ritmo muito forte porque dessa forma não será saudável.

O que você deverá fazer é seguir o ritmo do seu corpo. Cada aluno tem uma resistência. É preciso entender que às vezes precisamos de um ou dois anos para assimilar completamente o conteúdo. Cada aluno tem uma característica. Você não poderá exceder o seu limite. Relaxar também é importante. Para tanto, procure praticar algum esporte, treinar em uma academia, por exemplo, enfim, realizar alguma atividade física que lhe dê prazer ao menos uma vez por semana para um descanso. Afinal de contas, o descanso também faz parte da preparação.

Outra dica importantíssima é NUNCA faltar à aula. No Anglo, “Aula dada, é aula estudada”. Na aula você entende e, no momento em que estiver estudando sozinho, você aprende.

O vestibular é uma porta aberta pela qual qualquer pessoa pode passar, basta saber fazer o que deve ser feito e, acima de tudo, acreditar em si mesmo.

Eu posso dizer isso porque há quase 30 anos, quando entrei no Anglo, acreditei nisso que está escrito acima e, mesmo vindo de escola pública, consegui uma vaga no ITA.

Portanto, caro vestibulando, bem-vindo a uma nova fase. A fase de aprender que aprender é prazeroso. Boa sorte!


80 anos de Vidas Secas: o retrato do Nordeste pintado por Graciliano Ramos
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Vidas Secas, um dos romances mais celebrados e estudados de nossa literatura, completa 80 anos. Verdadeiro patrimônio da cultura brasileira, a obra conjuga denúncia com a investigação profunda da alma de miseráveis situados no grau zero da escala social, ali onde os limites que separam o ser humano da animalidade são imprecisos.

Escrito pelo alagoano Graciliano Ramos (1892-1953), o romance narra a trajetória de uma família de retirantes em busca de alguma estabilidade na vida. Cada capítulo é uma espécie de quadro independente em que se mostram diferentes aspectos da miséria sertaneja. Os pobres são carentes de tudo; são rudes, sem a mínima sofisticação. Em uma das cenas mais tocantes, Fabiano, o pai da família, chega a pensar em abandonar o filho desfalecido em meio à caatinga. Era uma forma de prosseguir a viagem penosa. Contudo, tocado pelo sentimento de proteção, acaba por levar o menino nos braços.

Naquele ambiente inóspito, ser um homem bruto é ter capacidade de resistir. “O sertanejo é antes de tudo um forte” – já dissera Euclides da Cunha a respeito de pessoas como Fabiano. Resistir às imposições da natureza, mas, também, resistir a uma estrutura social que se compraz em explorar os que mal sabem falar para lutar pelos seus direitos. Em sua ignorância, Fabiano chega a perceber a força das palavras. Embora forte como um bicho, ele se sente fraco e desprotegido diante de um patrão que o engana e de um soldado que o oprime.

Assim, a pessoas como ele só resta a condição de animalidade. O leitor imediatamente encontrará uma relação com o zoomorfismo, característica comum aos romances de tese oitocentistas. Mas há aqui uma clara diferença: no romance de tese, a animalidade atinge a todos, sejam ricos ou pobres. Todos agem apenas para saciar os seus instintos. Já em Vidas Secas, a animalização do homem tem um caráter de denúncia social, atingindo apenas os miseráveis. Ela demonstra como uma parcela da população brasileira estava relegada à condição de bichos, completamente esquecida pelas autoridades. Vidas Secas tem o mérito de mostrar que, apesar de parecerem bichos, Fabiano e sua família são gente. É um belo propósito humanista. O narrador em terceira pessoa mostra sutilmente que aqueles retirantes apresentam um rico mundo interior, cheio de sonhos, de indignação e de memórias.

Comemorar oitenta anos dessa obra é lembrar que, em quaisquer condições, o ser humano deve manter acesa a chama de sua dignidade. É lembrar como boa literatura pode ser feita sem literatice, sem apelar para um estilo grandioso e oco. Vidas secas é enxuto: com poucos elementos, consegue uma enorme gama de efeitos estéticos. Enfim, lembrar a data é uma forma de trazer à consciência que os “Fabianos” (de ontem, de hoje e de sempre) são seres morais, e não deixam de carregar em si o brilho da Humanidade que faz de cada pessoa um ser único e infinito.


Saiba como se preparar para a Segunda Fase da Unicamp
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Entre os dias 14 e 16 de janeiro de 2018, 15461 candidatos farão a segunda fase do vestibular da Unicamp, considerada uma das melhores universidades do país, com cursos nas áreas de biológicas, exatas e humanas.

Para os alunos que em breve realizarão essa prova, lembraremos alguns pontos importantes nessa reta final de preparação.

O primeiro é a importância de refazer as provas de anos anteriores, pois, apesar de não serem esperadas questões muito semelhantes de um ano para outro, é imprescindível se familiarizar com o padrão dos enunciados, com o espaço delimitado para elaborar as respostas e também com o tempo disponível para resolver a prova. Os vestibulares dissertativos exigem não apenas o domínio dos conteúdos, mas também técnicas de elaboração de respostas dissertativas.

Outro exercício importante é reler resumos e anotações elaborados durante o ano. Dessa forma, o aluno pode relembrar rapidamente conceitos exigidos na prova, além de  identificar assuntos nos quais tem maior dificuldade, a fim de priorizá-los na revisão.

A redação é mais um aspecto fundamental. Desde a sua origem, a prova de redação da Unicamp tem como intuito principal avaliar a leitura e a escrita como processos profundamente inter-relacionados. Atualmente, a prova é composta por duas propostas obrigatórias de gêneros diversos, e os candidatos não sabem previamente quais gêneros serão solicitados pela banca.

Em cada uma das duas propostas, haverá um enunciado que determina as condições para a produção do texto, situando o candidato em relação ao propósito de sua escrita, ao gênero textual que deverá ser adotado e à interlocução (enunciador e interlocutor) a ser construída.

Propósito, gênero e interlocução são os elementos que norteiam tanto os critérios da grade específica, que avalia o cumprimento das exigências da proposta, quanto da grade holística, na qual se avalia a qualidade do trabalho desenvolvido, por meio também de elementos como modalidade escrita, coesão e adequação lexical.

Para elaborar cada redação, o candidato tem como base um texto-fonte, de gênero diferente daquele a ser elaborado, o que exige muita atenção às características principais de cada gênero textual. Nesse contexto, o aluno cuja história de leitura e escrita for mais consistente, pois ao longo de sua formação teve contato com gêneros textuais diversos, muito provavelmente terá melhor desempenho, pois poderá demonstrar maior capacidade de relacionar, analisar, articular, sintetizar e organizar informações, bem como de demonstrar senso crítico, se assim a proposta exigir. É a consideração dessas condições que permitirá a elaboração de um texto adequado, e o candidato que tiver analisado as propostas de anos anteriores corre menor risco de se surpreender durante a prova.

Agora vamos focar um pouco mais na prova de geografia. A segunda fase da Unicamp apresenta questões com nível de dificuldade de médio a difícil, especialmente em temas relacionados a geografia econômica, dinâmica da natureza e geopolítica. Nos últimos cinco anos, as questões de geografia econômica abordaram temas como indústria, fontes energéticas e agropecuária. Em dinâmica da natureza, temas como relevo, clima e vegetação foram abordados, em geral com grau de dificuldade mais elevado. Já em geopolítica, entre os temas escolhidos pela banca, destacam-se tópicos referentes a Oriente Médio, América Latina e China.

Para finalizar, reforçamos que é muito importante analisar o formato das questões. É preciso interpretar minuciosamente as informações disponíveis no enunciado, como imagens, gráficos, mapas e textos, que podem contribuir para a elaboração das respostas. Outro item relevante é a leitura atenta do comando das questões, pois é fundamental identificar se uma questão exige a análise, a apresentação ou a descrição de algum tema, o que facilita a elaboração das respostas dissertativas e pode economizar um tempo precioso dos alunos.

Boa prova a todos!


A tão esperada segunda fase chegou… Como superá-la?
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Ser vestibulando é muitas vezes abdicar de momentos com família e com os amigos. É negar um passeio, uma viagem, uma balada. É passar as tardes no plantão, chegar em casa somente à noite e continuar os estudos até ser empurrado para a cama, com a ajuda do sono e do cansaço. Por que tudo isso? Para que tanto esforço? A resposta é a conquista da tão sonhada vaga em uma grande universidade. Você está muito próximo dessa conquista! A enorme peneira chamada primeira fase já passou, e agora chegou o momento de encarar a segunda fase.

A chave do sucesso é manter sua rotina de estudos, diariamente assistir às aulas de revisão e fazer todas as suas tarefas. Acabou? Sobrou algum tempinho? Que tal acessar o site: https://angloresolve.plurall.net/? Lá você vai encontrar as provas de segunda fase dos anos anteriores de diversos vestibulares. Vale destacar que todas as questões foram resolvidas pelos professores do Sistema Anglo de Ensino. Dessa forma, sua preparação será completa: aulas, exercícios e estudo dirigido. Isso mesmo, estudo. Rever os conteúdos em que você tem mais dificuldade poderá ser o seu grande diferencial na hora da prova.  Conhecer a prova também será fundamental.

A segunda fase da FUVEST terá 3 dias de prova; o primeiro com Português e Redação. Durante o segundo dia, você fará questões de todas as matérias, e, no terceiro dia, serão apenas as disciplinas específicas do seu curso. Estudar o que é mais pedido pode ser uma excelente estratégia. Na Biologia, os assuntos “top five” são:

Ecologia – enfatize ciclo do nitrogênio, eutrofização, problemas ambientais e sucessão ecológica.

Fisiologia animal – faça uma análise geral dos sistemas, porém estude mais sistema endócrino (ciclo menstrual também) e sistema nervoso.

Genética – estude os grupos sanguíneos do sistema ABO e Rh. Lembre-se da eritroblastose fetal e suas consequências para o bebê. Faça uma breve revisão sobre a 2ª Lei de Mendel e sobre quando os genes estão ligados no mesmo cromossomo (linkage).

Reino vegetal – faça uma árvore filogenética dos grupos vegetais e dê destaque para as características adaptativas que auxiliaram os organismos no processo adaptativo, como os vasos condutores, as sementes, as flores e os frutos.

Fisiologia celular – a citologia é um assunto bem amplo, que envolve desde a divisão celular até a atividade das organelas citoplasmáticas, por isso estude bem esse assunto.

Como sua prova não será composta apenas por questões de Biologia, faça um planejamento e reveja todas as disciplinas. Durante as festas de final de ano, continue focado. Curta, aproveite a família, os amigos e depois volte aos estudos. Acredite que todo o esforço e dedicação farão a diferença na hora da prova. Quanto mais você estudar, mais seguro vai estar para resolver uma questão da segunda fase da FUVEST.  No dia, capriche na letra e escreva uma resposta clara e precisa.

Acredite no seu esforço. Quando você for aprovado, todo esse trabalho vai ser recompensado. Você se lembrará do tempo dos vestibulares apenas como um momento difícil que passou em sua vida. Muitas felicidades surgirão e novos desafios também.

Na reta final, foco total!!! Faça uma excelente segunda fase da FUVEST. Vai ser sua última!!!


Garra e determinação são fundamentais para a 2ª fase dos vestibulares
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Estamos no pós 1a fase dos principais vestibulares do país. Ufa! Não foi fácil..mas alguém disse que seria? Agora, a preparação é para a 2a fase. Lembre-se de que o cansaço e o desgaste s para todos e não somente para você.

O mais importante agora é não perder o entusiasmo e manter o equilíbrio emocional. Como? Organizando tudo aquilo que estudou através de resumos, exercícios resolvidos, provas passadas e, por que não, conversando com pessoas que já passaram pelo momento que você está vivendo?

Os aprovados na Póli-USP, na Unifesp, na Med Pinheiros-USP, na Unicamp ou na Vunesp (entre tantos outros cursos) tiveram os mesmos medos, os mesmos desencantos, a mesma vontade de desistir, a mesma insegurança. Choraram também. Enfim, tiveram todos os desequilíbrios emocionais de uma pessoa normal, mas não faltou coragem, vontade e, acima de tudo, GARRA!

Agora é “sangue no olho”, galera! Acredite em si mesmo! Eu, mais do que ninguém, posso dizer que não é impossível!

Estudei em escola pública toda a minha vida, foi muito difícil enfrentar um vestibular do ITA. Mas entrei no Anglo e acreditei. Chorei, tive minhas inseguranças, meus medos, mas nunca faltou vontade e garra.

Acredite, a sensação de ser aprovado na universidade dos seus sonhos é algo divino, é uma sensação ímpar, é algo singular. É algo indescritível. No sentido da física, é uma verdadeira perda da Normal, um estado de imponderabilidade.

É algo que levamos para o resto da vida e passamos para os nossos filhos e netos. Portanto, acredite em você e tenha muita garra na reta final.

Grande abraço a todos!


4 dicas de como se comportar na semana entre as provas do Enem
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No último domingo (05.11.2017), foi realizada a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), inaugurando o calendário 2017/2018 dos grandes vestibulares de aplicação nacional. Nesta semana em que antecede o seu segundo dia de aplicação, com as provas de Ciências da Natureza e Matemática, é muito comum que os estudantes se questionem sobre o que fazer, sobre a estratégia para obter o melhor desempenho possível no próximo domingo. Esse texto dará quatro importantes dicas sobre o assunto:

  1. Neste momento, foque na próxima prova, independente do seu desempenho nas provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação.

É muito comum que um desempenho abaixo do esperado pelo aluno acabe por desestimulá-lo nos estudos e na realização das provas do próximo domingo. Não faça isso! Esta prova, diferente de outros tradicionais vestibulares, utiliza o método da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que busca a coerência de acertos do candidato. Dessa forma, a quantidade de acertos dificilmente corresponderá à nota final do candidato, uma vez que as questões possuem pesos distintos e dependerá do conjunto de acertos obtidos na prova. Se não é possível aferir a nota de fato obtida, não há motivo para se preocupar com ela agora.

  1. Ainda faltam 40% das provas do Enem 2017: sua nota final ainda não está definida.

            No próximo domingo ainda serão definidas duas das cinco notas do Enem: Ciências da Natureza e Matemática. Nesse sentido, sua média final para concorrer às vagas oferecidas pelo SISU, por enquanto, está um pouco longe de estar fechada. Principalmente nos cursos e universidades mais concorridas, o próximo dia de prova será definitivo para a conquista da sua vaga. Pense nisso!

  1. Tire boas lições com o primeiro dia de prova.

Para muitos, o último domingo foi a largada para os vários vestibulares desta temporada. Sendo assim, faça uma avaliação do que deu certo e do que poderia ter sido melhor. Tempo de sono, horário de acordar, alimentação, deslocamento para o local do exame, ida ao banheiro durante a prova: esses e outros elementos podem ser fundamentais para o bom desempenho do candidato.

Além disso, corrigir as questões erradas, embora não ajude diretamente para o segundo dia do Enem, sem dúvida irá contribuir para os vestibulares das próximas semanas. Não é incomum os temas se repetirem. Corrigir as provas realizadas é uma boa forma de revisar os conteúdos em que você tenha maior dificuldade.

  1. Mantenha o ritmo de estudos, revise as matérias com maior dificuldade, não cometa excessos.

Nesta semana, o mais importante é o aluno manter a rotina de estudo, focando, é claro, nas provas de Ciências da Natureza e Matemática. Opte por revisar aqueles assuntos que possui maior dificuldade e que, tradicionalmente, costumam estar mais presentes na prova. Este não é o momento para exageros: concilie estudo, boa alimentação e descanso.


Conheça as mentes por trás da Geometria Analítica
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Falemos aqui sobre dois nomes de peso na História da Matemática: Pierre de Fermat e René Descartes.

Fermat

A família de Fermat era de comerciantes. Ele foi educado para se tornar advogado, na cidade francesa de Toulouse, e ganhou a vida com essa profissão. Exerceu, durante algum tempo, o cargo de conselheiro do parlamento de Toulouse. Embora a matemática fosse apenas um hobby para Fermat, ele conseguia se dedicar por bom tempo a essa atividade. Contribuiu com resultados de primeira classe para a teoria dos números e do cálculo.

As contribuições de Fermat para o cálculo geométrico e infinitesimal foram inestimáveis. Obtinha, com os seus cálculos, a área de parábolas e hipérboles, e determinava o centro de massa de vários corpos. Em 1934, foi descoberta uma nota de Isaac Newton, na qual dizia que o seu cálculo, antes considerado como invenção autônoma, fora baseado no “método de Fermat para estabelecer tangentes” como relatado em “Isaac Newton – A biography”, de More, L. T.

Além dessa referência de peso dada por Newton, Fermat iniciou o trabalho sobre a probabilidade. Como todos os matemáticos de seu século, ele trabalhou em problemas de ciência e contribuiu de forma duradoura para a óptica. A maioria dos resultados de Fermat é conhecida através de cartas que ele escreveu para amigos. Ele publicou apenas alguns artigos, sendo que vários (livros e artigos) foram publicados após sua morte.

Assim, Fermat sempre trabalhou com a Matemática de forma amadora, dedicando apenas seu tempo de lazer. Por conta de suas grandes contribuições, foi considerado o “Príncipe dos Amadores”, além de ser tido por Blaise Pascal (que também merece menção especial) o maior matemático de seu tempo.

Descartes

Descartes foi o primeiro grande filósofo moderno, um fundador da biologia moderna, um físico de primeira classe e apenas incidentalmente um matemático. No entanto, quando um homem de seu poder de intelecto dedica parte de seu tempo a um assunto, seu trabalho não pode deixar de ser significativo.

Seu pai, um advogado moderadamente rico, enviou-o aos oito anos de idade para a escola jesuíta de La Fleche. Como ele tinha saúde delicada, podia passar as manhãs na cama, tempo em que trabalhava. Descartes seguiu essa rotina ao longo de sua vida. Aos dezesseis anos, saiu de La Fleche e, aos vinte anos, ele se formou na Universidade de Poitiers, já exercendo a advocacia, e foi a Paris. Na capital francesa conheceu Mydorge e o padre Marin Mersenne e passou um ano com eles no estudo da Matemática. Durante o período em que serviu ao exército, continuou a estudar Matemática. Sua capacidade de resolver um desafio postado em um outdoor na Holanda o convenceu de que ele tinha habilidade matemática, a partir desse fato ele começou a pensar seriamente nesse assunto. Estudou a teoria e a construção de instrumentos ópticos. Na Holanda escreveu suas obras famosas. Em 1649 foi convidado a instruir a rainha Cristina da Suécia, movido pela honra e pelo glamour da realeza, ele aceitou. Morreu em decorrência de pneumonia em 1650.

Sobre um Trabalho Comum

Descartes fez da metodologia objetivo principal em todo o seu trabalho. Seus ensinamentos e escritos tornaram-se populares, mesmo entre os não-cientistas, porque ele os apresentou de forma muito clara e atrativa. Sua popularidade veio, principalmente em 1637, por conta da publicação de seu Discours de la méthode (Discurso do método). Este livro, um clássico da literatura e da filosofia, contém três apêndices famosos, La Géométrie, La DioptriqueLes Météores. La Géométrie é o único livro que Descartes escreveu sobre matemática, ele contém suas ideias sobre geometria de coordenadas e álgebra, embora ele tenha comunicado muitas outras ideias sobre Matemática em numerosas letras.

Fermat alega ter buscado uma abordagem universal (o que os gregos não conseguiram fazer) a problemas envolvendo curvas que o fascinaram pelo trabalho de Apolônio. Declarou seu princípio geral: “Sempre que, em uma equação final, duas quantidades desconhecidas são encontradas, temos um lugar geométrico“. Fora isso fez outras tantas conclusões como os conceitos de Elipse, Hipérbole e Parábola.

Assim, é fato que as necessidades da ciência e o interesse pela metodologia motivaram Fermat e Descartes. Ambos eram preocupados com métodos gerais para estudar curvas. Além disso estavam impressionados com o poder da álgebra para fornecer o método. Fermat e Descartes voltaram-se para a aplicação da álgebra ao estudo da geometria. Dessa forma, é atribuído a eles o surgimento da Geometria Analítica, cuja ideia central é a associação de equações algébricas com curvas e superfícies.

Lição

Isso tudo traz reflexões que não podem passar despercebidas. Os fundadores da Geometria Analítica não são matemáticos de carreira acadêmica. Surge uma necessidade de facilitar situações mais complexas que, com o uso dessa ferramenta, ficariam mais simples.

Assim, você, vestibulando, deve lembrar que esse assunto não foi criado para atrapalhar a sua vida. O intuito é que isso lhe propicie uma maneira alternativa de resolver questões que parecem mais difíceis quando resolvidas por outra estratégia. Fermat e Descartes perceberam isso sem aviso prévio. Os vestibulandos todos sabem da existência desse recurso; mas, às vezes, não percebem que um assunto pode ser mais facilmente resolvido por esse método. É importante criar o hábito de perceber que, por mais que a questão não fale sobre isso, a Geometria Analítica vem a calhar em várias situações.

Aplicá-la para resolver outras questões talvez seja a diferença entre não ter a menor ideia do que fazer para solucionar o problema e acertar uma questão. Começar a cogitar. Faça parte da história!

 


Na reta final para os vestibulares, é importante organizar os estudos
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Com a proximidade das datas das provas, é muito provável que alguns pensamentos nada positivos estejam rondando sua cabeça: “meus estudos não têm rendido aquilo que eu esperava”; “tem muita gente mais bem preparada do que eu”; “tem muito conteúdo que eu não sei muito bem e não vai dar tempo de estudar agora”; “a matéria está se acumulando e não estou dando conta”;  “acho que não vou…”.

Ei! Pare por um momento! Vamos analisar esse período de sua jornada de vestibulando com um pouco mais de calma…

Primeiro, objetivamente, faça uma reflexão de como tem sido seu comportamento nas últimas provas ou nos últimos simulados. Aprenda a se conhecer com eles. Vamos focar apenas em um único aspecto. Por exemplo, todos temos uma curva de rendimento otimizada ao longo do tempo. Em um período de 4 ou 5 horas, cada um tem um desempenho diferente de concentração. Trace a melhor estratégia de acordo com seu perfil.

Pode ser que o melhor para você seja quebrar a prova em ciclos curtos de ataque (30 minutos, por exemplo), com breves pausas para descanso/relaxamento. Pode ser que você tenha um perfil de fôlego mais longo. E quanto a alternar a resolução dos exercícios das disciplinas de exatas e humanas? Isso é interessante para você? Você já se decidiu por isso? Você já testou essa rotina? Você já refletiu sobre isso? Você já percebeu como seus erros se acumulam na última hora da prova ou do simulado? Coincidência? Então, qual sua estratégia para a hora final? Se você ainda não tem resposta para essas perguntas, que tal conversar com seus professores?

Reta Final

Vamos agora jogar o olhar para frente. O que é possível fazer daqui em diante? Antes de tudo, um aviso: nada do que você fará será eficaz, se você não mantiver muita disciplina em seus estudos e não planejar bem sua vida, de modo que o cansaço seja mantido dentro dos limites.

Falando especificamente da reta final, uma opção de trabalho é você ordenar os seus exames prioritários e encará-los de frente. Tendo-os em mãos, procure reconhecer se há algum padrão com relação à formulação das questões. Por exemplo, suponha que seu foco prioritário agora seja a Fuvest: Para não prejudicar seu estudo cotidiano, a cada dia da semana, você pode simular metade da prova da primeira fase de cada ano, começando, por exemplo, com a de 2013. Mas você fará isso contra o relógio, mantendo uma média de 3 minutos por questão.

Assim, na segunda-feira, você escolhe as disciplinas de sua preferência de modo a totalizar 45 testes, cronometra 2,5 horas e começa. Corrija e arquive seus principais erros. Na terça-feira, resolva o restante. Corrija e arquive seus principais erros. Na quarta-feira, pegue a prova do ano seguinte, eleja disciplinas distintas daquelas que você escolheu na segunda, marque 2,5 horas e repita o processo. Entendeu? Note, se for disciplinado, em duas semanas, você terá resolvido todas as provas da 1ª fase da Fuvest a partir de 2013. Depois disso, você ainda tem tempo suficiente para estudar outras provas (Enem, Vunesp, Unicamp, etc).

O que vai acontecer? Você vai obter valiosos resultados com esse tipo de simulação. Ao final desse ciclo, você vai poder identificar os conteúdos de pior desempenho, que lhe servirão de balizadores para uma revisão nos dias que antecederão a prova. Além disso, você poderá identificar conteúdos que não são alvos prioritários do vestibular que está simulando. Confirme isso com seus professores. Mais ainda, além de interiorizar o tempo de 3 minutos por questão, você acaba descobrindo, entre as tentativas feitas, qual a sequência de matérias que mais se ajusta ao seu comportamento mental durante a prova.

Lembre: não estude como um louco. Estude de forma inteligente.


Por que a Constituição é fundamental para a organização da sociedade?
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Uma constituição pode ser considerada um conjunto de normas e leis que regem um Estado. A lei máxima regulamenta e limita as relações entre os poderes, ao mesmo tempo em que estabelece os direitos e deveres dos cidadãos. Dessa forma, o texto constitucional mostra-se fundamental para a organização da vida em sociedade. As constituições podem ser promulgadas, quando contarem na sua elaboração com a participação popular por meio de representantes eleitos; ou outorgadas, quando forem impostas por meio de forças políticas sem legítima participação popular. Assim, podemos perceber que uma constituição promulgada é fundamental para construção de um Estado democrático de direito.

Alguns países tiveram várias Constituições, outros um único texto dessa natureza. Os Estados Unidos, por exemplo, têm apenas uma Constituição em sua história, que entrou em vigor desde 1787. O Brasil, por sua vez, teve sete Constituições (1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988), sendo que alguns juristas consideram uma emenda constitucional realizada em 1969 durante o regime militar como sendo mais uma constituição, o que elevaria para oito o número de constituições na história do nosso país.  O que esse número de constituições demonstra? Tal histórico deixa claro um passado de instabilidade política. O Brasil nasceu monárquico, virou república e, ao longo do tempo, teve percalços que levaram a troca de governos e Constituições, sendo que algumas foram outorgadas e outras promulgadas.

De qualquer forma, um olhar mais específico para nossas Constituições nos leva a perceber certa evolução. A primeira Constituição do Brasil (1824), ainda no período monárquico, previa eleições para alguns cargos, porém o sistema era censitário, oportunidade em que o critério de renda determinava a participação política. Com a proclamação da República, veio uma nova Constituição em 1891 que estabelecia o fim do voto censitário, mas excluía analfabetos, mulheres, entre outros perfis. Dessa forma, a maior parte da população continuava excluída da participação política. Além dessa exclusão, no texto constitucional de 1891, o voto era aberto, o que favorecia a fraude eleitoral.

Com a Constituição de 1934, finalmente o voto feminino foi inserido no texto, juntamente com o voto secreto. Em 1937, a criação da ditadura do Estado Novo levou à outorga de uma nova constituição apelidada de “polaca”, a qual garantiu a centralização do poder na figura do presidente Getúlio Vargas. O fim do Estado Novo, em 1945, garantiu a redemocratização do país e uma nova Constituição promulgada em 1946, texto que teve validade até a instalação do regime militar (1964 – 1985). Com a criação do regime de exceção, veio uma nova Constituição em 1967; e, na sequência, uma emenda constitucional em 1969, considerada por muitos juristas, como já informado, uma nova Constituição, que fora outorgada. Durante esse período, a participação política foi restringida; pois, para muitos cargos públicos, entre eles o de presidente da república, não era prevista a participação direta dos cidadãos brasileiros.

Com o fim do Regime Militar em 1985, abriu-se caminho à redemocratização e foi convocada uma Assembleia Constituinte em 1986, que promulgou uma nova Constituição em 1988. A Constituição Federal de 1988 foi apelidada de “Constituição Cidadã” e é considerada a mais democrática da história do Brasil. O referido e atual texto constitucional garantiu o voto direto e secreto, o direito ao voto para analfabetos, a independência e a harmonia entre os poderes. Além disso, a Constituição Federal de 1988 ampliou os direitos e garantias sociais e fundamentais, estabeleceu maior autonomia para os Municípios, entre outros benefícios.

Mas uma pergunta deve ser feita: será que, com a Constituição de 1988, podemos entender que finalmente a democracia está consolidada?

A história do Brasil mostra um longo histórico de instabilidades, avanços e retrocessos. Certamente, uma visão mais atenta da nossa trajetória como país permite perceber, apesar dos percalços, um caminho de evolução, sobretudo em termos de direitos e garantias fundamentais, de cunho individual e coletivo. Evidente que tal conclusão não afasta, por completo, problemas, instabilidades ou retrocessos; mas, garante que o respeito à Lei, à Constituição e a todas as instituições republicanas é dever de todo cidadão brasileiro, e mostra-se fundamental para que continuemos a buscar a melhora das relações em sociedade.