vestibular – Dicas de Vestibular http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br Neste espaço, o vestibulando vai encontrar orientações, conteúdos que mais caem nas provas e dicas para se sair bem nos processos seletivos e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O conteúdo também pode ser útil aos interessados em provas de concursos. Tue, 17 Apr 2018 16:39:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 A porcentagem cotidiana e o vestibular http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/26/a-porcentagem-cotidiana-e-o-vestibular/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/26/a-porcentagem-cotidiana-e-o-vestibular/#respond Mon, 26 Mar 2018 18:49:17 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1586

Quando se fala do uso da porcentagem no nosso cotidiano, ou seja, fora de uma sala de aula, a impressão que os leigos no assunto têm é de que ela serve somente para calcular quanto é X por cento de um determinado valor ou qual porcentagem certa quantia representa de outra quantia. A bem da verdade, no caixa de qualquer loja comercial, há uma calculadora com a tecla de porcentagem (%) para se acrescentar um valor ou descontar percentual no preço de um produto.  Para isso é só utilizar essa tecla da calculadora.

No entanto, por incrível que pareça, a grande maioria das pessoas não sabe calcular a porcentagem que uma quantia representa de outra. Por exemplo, se numa reunião com 50 pessoas, 20 são mulheres, qual é o percentual de mulheres nessa reunião? Caso você não se lembre ou não saiba, é só dividir 20 por 50,  obtendo o número decimal 0,4 – que representa a parte (fração) de mulheres nessa reunião.  Multiplicando esse número por 100, resulta 40, portanto, a porcentagem de mulheres na reunião é  de 40%. Simples não?

Felizmente, ou não, os cálculos de porcentagem não se resumem somente a isso.  Os cálculos mais complicados exigem um bom conhecimento algébrico para se resolver as equações envolvidas em determinados problemas.

Curiosamente, em alguns casos do cotidiano, podemos concluir, de modo recorrente, qual é o percentual que se espera em certos “problemas” de porcentagem. Por exemplo, considere a seguinte situação: numa loja de roupas está havendo uma promoção com “desconto de 10% em qualquer peça”. Um cliente quer comprar 4 peças. A dúvida que se tem é a seguinte: no valor total da compra, o desconto será de 10% ou de 40%?  Algebricamente, é fácil concluir que o desconto será de 10%. Porém, sem a utilização de conhecimentos de álgebra, podemos erroneamente concluir que é 40%. Pensemos assim: se comprando 4 peças, o desconto fosse de 40% , comprando 9 peças, o desconto seria de 90%. Então seria melhor levar 10 peças que o desconto seria de 100%, ou seja,  a compra sairia de graça! Pior ainda (para o vendedor) se o cliente comprasse 11 peças. Daí conclui-se que o desconto é de 10%. Legal, não é? É uma pena, mas nem sempre um problema de porcentagem permite esse tipo de raciocínio.

Nos vestibulares para o ingresso nas faculdades, a quase totalidade dos problemas de porcentagem exigem cálculos algébricos; uns mais fáceis, outros mais sofisticados. Os problemas de porcentagem nos vestibulares costumam abordar situações como:

  1. Após um aumento (redução) percentual num determinado valor, qual deverá ser o desconto (aumento) percentual que devemos dar para se chegar ao valor anterior a esse aumento (redução)?
  2. Aplicação da fórmula de juros compostos envolvendo problemas de crescimento (decrescimento) populacional.
  3. Comercialmente, lucro sobre custo e lucro sobre venda.
  4. Problemas de geometria onde se pede o aumento (redução) percentual de grandezas como perímetros, áreas, etc.
  5. Cálculos de probabilidades e problemas de estatística envolvendo gráficos com dados percentuais.

 

O que se percebe é que, cada vez mais, o termo “porcentagem” aparece no nosso dia a dia e nos vestibulares, por isso é importante entender bem esse conceito.

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A Evolução Biológica e o Futuro da Humanidade http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/19/a-evolucao-biologica-e-o-futuro-da-humanidade/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/19/a-evolucao-biologica-e-o-futuro-da-humanidade/#respond Mon, 19 Mar 2018 17:51:59 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1583

Pode estar certo, Evolução Biológica é um tema sempre solicitado no Enem e nos grandes vestibulares. O que se costuma questionar é o significado de Evolução Biológica, as grandes explicações sobre sua ocorrência e também o mecanismo que leva à formação de espécies, conhecido com Especiação, além de alguns outros aspectos que você conhecerá ao ler este texto.

Evolução Biológica tem como base fundamental a ocorrência de adaptação ao meio de vida. Nesse sentido, é preciso destacar a explicação de como a adaptação teria surgido, resultando na enorme diversidade de vida hoje existente. E aí, destacam-se dois importantes cientistas, Jean Baptiste Lamarck e Charles Robert Darwin, conhecidos pelas teorias que elaboraram e que levam os seus nomes. Embora antes de Lamarck já se falasse timidamente em Evolução dos seres vivos, foi ele que concretamente iniciou uma possível explicação desse fenômeno. Claro que na época em que Lamarck propôs sua teoria, 1809, não tínhamos a infinidade de conhecimentos científicos que temos hoje. Assim, a proposta do cientista francês teve como base duas leis: Lei do Uso e Desuso e a Lei da Transmissão das características Adquiridas, por meio das quais a adaptação dos seres vivos ao meio surgiria de modo ativo.

A primeira lei afirma que, por necessidade e em vista da alguma mudança das características do meio, os seres vivos “reagiriam”, por assim dizer, e criariam novas estruturas ou deixariam de tê-las. É clássico o exemplo do tamanho do pescoço das girafas que, para Lamarck, seria consequência da necessidade de espichá-los, pelo uso, para (note o para, que pressupõe finalidade) alcançar galhos elevados em árvores de grande porte. Por meio da segunda lei, girafas que esticaram o pescoço transmitiriam aos descendentes a característica então adquirida e eles nasceriam com pescoços compridos. Simples não?

Pois é, aí surge a explicação de Darwin que, após longa viagem ao redor do mundo e após inúmeros experimentos de seleção artificial, propôs uma hipótese diferente, tendo como base a ideia de adaptação passiva. Para Darwin, os seres vivos seriam dotados de características diferentes uns dos outros, mecanismo que ficou conhecido como variabilidade. No entanto, Darwin não soube explicar como essa variabilidade teria surgido. Em seus livros, o cientista chegou a propor algo parecido ao uso e desuso de Lamarck, motivo pelo qual é injustamente acusado de ser lamarckista. Assim, dado que os seres vivos já apresentam certa variabilidade, qualquer modificação nas características do ambiente acarretaria uma seleção dos já dotados de adaptações que favorecem a sobrevivência dessas variedades. Pense, por exemplo, na resistência bacteriana a antibióticos. Para Lamarck, bactérias sensíveis, por necessidade, frente a um antibiótico criariam resistência, ativamente. Para Darwin, bactérias resistentes já existiriam na população e, na presença do antibiótico, morreriam as sensíveis e sobreviveriam as resistentes, que se multiplicariam e organizariam uma população que não sofreria a ação do antibiótico.

E como Darwin explicaria o tamanho do pescoço das giraras? Por meio do conceito de variabilidade, claro. Já haveria girafas de pescoços maiores. Assim, o meio atuaria como selecionador das que já possuíam pescoços longos. No começo do século 19 até meados do mesmo século, graças a trabalhos de geneticistas ilustres que sugeriram novos mecanismos relacionados à hereditariedade, culminando com a descoberta da estrutura da molécula de DNA, cientistas evolucionistas aprimoraram as ideias de Darwin e passaram a associar a variabilidade nos seres vivos à ocorrência, entre outros processos, de mutações no material genético e à recombinação do material genético que ocorre na meiose (crossing-over) e no encontro de gametas (fecundação). Surgiu, assim, a nova modalidade de explicação do mecanismo da Evolução Biológica, a síntese das explicações então existentes, o que gerou a atualmente conhecida Teoria Sintética da Evolução Biológica, que nada mais é do que a Teoria de Darwin aprimorada, que, muitas vezes, chegou a ser denominada de Neodarwinismo, denominação hoje não utilizada.

Por meio da compreensão do mecanismo de Evolução Biológica hoje aceito, foi possível também esclarecer o processo de formação de novas espécies, a especiação. Nesse caso, é fundamental a ocorrência de isolamento geográfico, que corresponde à separação de populações da mesma espécie por uma barreira geográfica. Tais populações, ao passarem a habitar meios diferentes, são sujeitas à ocorrência de mutações diferentes, à ação da seleção natural em meios diferentes e, por fim, se voltarem a se reunir, após longo tempo de separação, poderão constituir novas espécies. Nesse caso, poderão não gerar descendentes ou, se gerarem, eles serão estéreis ou terão pequeno período de sobrevivência. Nesse caso, as novas espécies estarão em Isolamento Reprodutivo, que é o ponto culminante nesse tipo de especiação, conhecido como Especiação Alopátrica (pátrias diferentes) ou Especiação Geográfica (devido à ocorrência de Isolamento Geográfico). É possível, também, ocorrer Especiação Simpátrica (mesma pátria), em que novas espécies surgem no mesmo meio de vida, sem ocorrer isolamento geográfico. Embora esse tipo de especiação possa ocorrer em animais, é comum em vegetais.

Como ponto culminante do que pode cair sobre Evolução Biológica, não se pode esquecer dos conceitos de Irradiação Adaptativa, Evolução Convergente, Homologia e Analogia.

Agora, você pode perguntar: a evolução humana, parou de ocorrer, não ocorrerá mais? Como será a nossa espécie no futuro? Será que conquistas tecnológicas interferirão na nossa evolução, tornando o ser humano mais adaptável ao meio que ele mesmo está alterando, ou seja, será que conquistas científicas e médicas aprimorarão nossa espécie? Nesse ponto, uma coisa é certa: a Teoria da Evolução Biológica hoje aceita explica como foi o passado, razoavelmente explica como é o presente, mas não é capaz de prever o que ocorrerá no futuro com a nossa e com outras espécies. Fazem-se apenas especulações sobre o destino de várias espécies, inclusive a nossa. O que ocorrerá, somente o tempo poderá esclarecer.

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Examinando a química: dicas para as provas de biológicas http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/12/examinando-a-quimica-dicas-para-as-provas-de-biologicas/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/12/examinando-a-quimica-dicas-para-as-provas-de-biologicas/#respond Mon, 12 Mar 2018 17:14:24 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1579

Nos principais vestibulares, todos os alunos fazem provas de todas as disciplinas. Então, as disciplinas de exatas são tão importantes para os alunos de humanas, quanto as disciplinas de humanas são importantes para os alunos de exatas. Dessa maneira, dedicar-se às disciplinas com as quais não se tem muita afinidade torna-se importante.

De maneira geral, quando o objetivo for otimizar o aprendizado acadêmico, algumas orientações são fundamentais:

  • Ter horário e local reservados para os estudos.
  • Organizar um calendário viável de estudo diário. Isso significa criar metas possíveis de serem alcançadas. A escolha de metas que não possam ser cumpridas torna desestimulante o processo de aprendizagem.
  • Ter todo o material necessário.
  • Acompanhar a evolução dos estudos por meio de provas e simulados, além de rever estratégias de estudo que não estejam sendo eficientes.

A aprendizagem de diferentes disciplinas exige estratégias apropriadas. No caso do estudo de Química, algumas dicas podem ser úteis para melhorar o aprendizado dessa matéria:

1º) Ler a teoria antes de resolver exercícios, buscando entender cada termo utilizado no material estudado. Sempre que possível, procure se informar sobre as diferentes aplicações práticas e a relevância que o tema do estudo tem. Assim, o conteúdo passa a ter mais sentido, o que favorece a retenção da informação.

2º) Estude alguns exercícios resolvidos. Uma coisa é estudar a teoria, outra é verificar como o assunto pode aparecer nas provas.

3º) Resolva exercícios sobre o tema estudado. Procure começar pelos exercícios mais fáceis; isso traz motivação e confiança para encarar problemas mais complexos. Neste momento, não é indicado ficar muito tempo em um único problema. Caso você não consiga resolver um exercício (e isso vai acontecer), dedique, no máximo, dez minutos a ele e passe para o próximo. Procure ajuda para resolvê-lo e, depois de uma semana, mais ou menos, tente refazê-lo.

Esses três passos irão se repetir em cada assunto estudado.

Como estamos no começo do ano e pensando nas principais provas, que acontecem no final do ano, sugiro que neste momento você se dedique a estudar os conteúdos das disciplinas. Para isso, procure a programação de Química de um curso pré-vestibular ou busque a programação de Química, no manual do candidato, do concurso de seu interesse. Além disso, você pode utilizar algumas estatísticas disponíveis na web para estudar os temas que mais apareceram nas provas de seu interesse. Também é importante se informar sobre os pré-requisitos exigidos em cada tema, já que os assuntos que mais aparecem não estão em ordem crescente de complexidade.

Por fim, procure respeitar o seu ritmo de estudo, pois cada um tem o seu. Tentar acompanhar o ritmo de outra pessoa pode trazer decepção e, consequentemente, diminuir sua motivação. Superar os obstáculos na busca pelo conhecimento e ver os professores como aliados são atitudes importantes para quem quer ressignificar seu próprio aprendizado na Química ou em qualquer outra disciplina.

Lembre-se de que aprender algo novo exige dedicação, perseverança e energia, porém, a satisfação do aprendizado compensa o esforço, além de fazer você um candidato mais competitivo.

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Estudantes de Exatas: estudem Humanas! http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/05/estudantes-de-exatas-estudem-humanas/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/03/05/estudantes-de-exatas-estudem-humanas/#respond Mon, 05 Mar 2018 17:15:20 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1575

O tempo de quem estuda para conquistar uma vaga concorrida é sempre curto, certo? Certo! Por isso, é preciso aproveitá-lo ao máximo, correto? Sim! Um aluno que pretende seguir uma profissão da área de Exatas não deve perder tempo com disciplinas de Humanas, por exemplo, confere? Não, não confere.

Se você é desses estudantes que imaginam que o mais importante de tudo é o seu universo particular de interesses, prepare-se para uma notícia chocante: as melhores universidades do país não estão interessadas em você. Em primeiro lugar, porque exercer uma profissão, em qualquer área de conhecimento, significa, sempre, dialogar com o próprio tempo, isto é, saber o que se passa à sua volta. E isso quer dizer, acima de tudo, um interesse multifacetado.

Mesmo se a sua preocupação imediata forem os exames vestibulares, o raciocínio permanece. Isso porque parte das provas é comum a todos. Portanto, deixar de lado matérias de Humanas é uma péssima estratégia para quem quer, de fato, entrar em uma universidade de excelência.

Dito isso, uma pergunta se impõe: como equacionar o tempo? Como lidar com as matérias de Humanas, que exigem tanta leitura? Vamos a algumas sugestões:

1ª) Enfrentar vestibulares significa superar os próprios limites. Se você tem alguma resistência à leitura, é bom vencê-la, se quiser seguir em frente. O primeiro passo para entender um texto é querer entendê-lo.

2ª) Quanto maior o foco na leitura, mais rapidamente o texto é compreendido. É impossível compreender um texto com a cabeça em outra coisa. Ao ler, entregue-se ao texto, de corpo (atenção) e alma (abertura para o novo, para o diferente).

3º) A leitura deve fazer parte de suas tarefas diárias, de maneira natural. Afinal, estudar significa apreender a teoria e praticar com exercícios. Dedicar-se excessivamente a apenas um desses aspectos não é o ideal.

4º) A compreensão de um texto começa na sala de aula. Quanto maior for sua atenção às explicações do professor, mais fácil será a assimilação posterior da teoria da aula.

5º) Matérias de Humanas costumam exigir também muitos exercícios de escrita. Cada resposta dissertativa é uma pequena redação, exigindo coesão, coerência, capacidade de organização e exposição de ideias. Isso é ótimo, pois auxilia na fixação da matéria e ainda refina sua escrita.

6º) Por fim, persistência, muita persistência. De uma forma geral, alunos de Exatas entendem perfeitamente que a habilidade de resolução de exercícios de Matemática ou de Física depende (também) da prática. Ora, a leitura (de poema, de romance, de conto, de teoria) segue o mesmo princípio: quanto mais se dedicar a ela, mais facilmente ela fluirá.

Todas essas sugestões valem para quem é de Exatas, Biomédicas ou Humanas. Valem para o seu vestibular, para a sua profissão. E, acima de tudo, para a sua vida.

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Aprendendo uma segunda língua: o inglês na vida e no vestibular http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/02/19/aprendendo-uma-segunda-lingua-o-ingles-na-vida-e-no-vestibular/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/02/19/aprendendo-uma-segunda-lingua-o-ingles-na-vida-e-no-vestibular/#respond Mon, 19 Feb 2018 16:49:30 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1562

Já há algum tempo que o inglês como segunda língua é considerado um pré-requisito no mercado de trabalho. Sua importância para a vida profissional é a justificativa mais comum dada aos jovens que questionam seu aprendizado ou se mostram desinteressados por ele. De fato, o domínio do inglês é muito importante para se conseguir um bom emprego, ainda mais por se tratar de uma língua franca, ou seja, um idioma altamente difundido e que serve como ponte de comunicação entre povos. Portanto, no mundo globalizado do trabalho, o inglês é uma ferramenta essencial, com evidentes aplicações nas áreas do turismo e dos negócios em geral.

Também o acesso a novas tecnologias e teorias é ampliado e facilitado graças ao conhecimento de inglês. No mundo acadêmico, por exemplo, o domínio da língua inglesa pode ser muito útil, pois os estudantes devem consultar livros, periódicos e sites de pesquisas em inglês para realizar seus trabalhos, além de utilizar essa língua para divulgar suas próprias teses. A melhor justificativa para se aprender inglês é uma mais abrangente: o domínio dessa língua possibilita e aguça a capacidade de autoconhecimento do indivíduo, pois abre novas vias de comunicação e informação que lhe permitem conectar-se a diferentes valores e realidades, podendo se apropriar deles, reinventá-los, adaptá-los ao seu contexto e ampliá-los, desenvolvendo o pensamento crítico e a atuação cidadã no mundo.

Para fins de vestibular, a maioria das entidades e também o ENEM elaboram questões de “inglês instrumental” cujo enfoque é a compreensão de textos de gêneros variados, mas em várias provas ainda se exige o conhecimento de determinados tópicos gramaticais e de vocabulário. Um assunto sempre em evidência são os conectivos (conjunções em geral e expressões conectivas). Por isso, conhecer seus significados e entender a natureza das relações que elas estabelecem nos textos é uma boa ideia para quem está se preparando para ingressar no ensino superior.

O aprendizado do inglês, como o de qualquer outra língua, deve ser constante e é interminável. Portanto, nosso conselho é: não deixem para estudar na última hora e leiam muito!

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O preparo começa hoje: dicas para quem irá prestar vestibular pela 1ª vez http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/29/o-preparo-comeca-hoje-dicas-para-quem-ira-prestar-vestibular-pela-1a-vez/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/29/o-preparo-comeca-hoje-dicas-para-quem-ira-prestar-vestibular-pela-1a-vez/#respond Mon, 29 Jan 2018 17:46:16 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1546

Leciono no Anglo há quase 20 anos e todo ano vejo os alunos com as mesmas dúvidas com relação ao vestibular. A mais frequente é: terei que estudar feito um louco?

Não, definitivamente não. Você deverá estudar com inteligência. Seu estudo deve ser, sobretudo, saudável, organizado e frequente.

Saudável porque você deverá encontrar prazer em estudar. O estudo não deve ser uma tortura. Não se estuda por obrigação, e sim porque você quer aprender.

Organizado porque você deve distribuir quais matérias estudará ao longo de cada dia da semana para que, ao final, tenha estudado todo o conteúdo.

E frequente porque você deverá estudar todos os dias, e não só quando tiver provas. O ato de estudar deve ser contínuo. Porém, você não pode entrar num ritmo muito forte porque dessa forma não será saudável.

O que você deverá fazer é seguir o ritmo do seu corpo. Cada aluno tem uma resistência. É preciso entender que às vezes precisamos de um ou dois anos para assimilar completamente o conteúdo. Cada aluno tem uma característica. Você não poderá exceder o seu limite. Relaxar também é importante. Para tanto, procure praticar algum esporte, treinar em uma academia, por exemplo, enfim, realizar alguma atividade física que lhe dê prazer ao menos uma vez por semana para um descanso. Afinal de contas, o descanso também faz parte da preparação.

Outra dica importantíssima é NUNCA faltar à aula. No Anglo, “Aula dada, é aula estudada”. Na aula você entende e, no momento em que estiver estudando sozinho, você aprende.

O vestibular é uma porta aberta pela qual qualquer pessoa pode passar, basta saber fazer o que deve ser feito e, acima de tudo, acreditar em si mesmo.

Eu posso dizer isso porque há quase 30 anos, quando entrei no Anglo, acreditei nisso que está escrito acima e, mesmo vindo de escola pública, consegui uma vaga no ITA.

Portanto, caro vestibulando, bem-vindo a uma nova fase. A fase de aprender que aprender é prazeroso. Boa sorte!

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80 anos de Vidas Secas: o retrato do Nordeste pintado por Graciliano Ramos http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/22/80-anos-de-vidas-secas-o-retrato-do-nordeste-pintado-por-graciliano-ramos/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/22/80-anos-de-vidas-secas-o-retrato-do-nordeste-pintado-por-graciliano-ramos/#comments Mon, 22 Jan 2018 15:49:32 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1539

Vidas Secas, um dos romances mais celebrados e estudados de nossa literatura, completa 80 anos. Verdadeiro patrimônio da cultura brasileira, a obra conjuga denúncia com a investigação profunda da alma de miseráveis situados no grau zero da escala social, ali onde os limites que separam o ser humano da animalidade são imprecisos.

Escrito pelo alagoano Graciliano Ramos (1892-1953), o romance narra a trajetória de uma família de retirantes em busca de alguma estabilidade na vida. Cada capítulo é uma espécie de quadro independente em que se mostram diferentes aspectos da miséria sertaneja. Os pobres são carentes de tudo; são rudes, sem a mínima sofisticação. Em uma das cenas mais tocantes, Fabiano, o pai da família, chega a pensar em abandonar o filho desfalecido em meio à caatinga. Era uma forma de prosseguir a viagem penosa. Contudo, tocado pelo sentimento de proteção, acaba por levar o menino nos braços.

Naquele ambiente inóspito, ser um homem bruto é ter capacidade de resistir. “O sertanejo é antes de tudo um forte” – já dissera Euclides da Cunha a respeito de pessoas como Fabiano. Resistir às imposições da natureza, mas, também, resistir a uma estrutura social que se compraz em explorar os que mal sabem falar para lutar pelos seus direitos. Em sua ignorância, Fabiano chega a perceber a força das palavras. Embora forte como um bicho, ele se sente fraco e desprotegido diante de um patrão que o engana e de um soldado que o oprime.

Assim, a pessoas como ele só resta a condição de animalidade. O leitor imediatamente encontrará uma relação com o zoomorfismo, característica comum aos romances de tese oitocentistas. Mas há aqui uma clara diferença: no romance de tese, a animalidade atinge a todos, sejam ricos ou pobres. Todos agem apenas para saciar os seus instintos. Já em Vidas Secas, a animalização do homem tem um caráter de denúncia social, atingindo apenas os miseráveis. Ela demonstra como uma parcela da população brasileira estava relegada à condição de bichos, completamente esquecida pelas autoridades. Vidas Secas tem o mérito de mostrar que, apesar de parecerem bichos, Fabiano e sua família são gente. É um belo propósito humanista. O narrador em terceira pessoa mostra sutilmente que aqueles retirantes apresentam um rico mundo interior, cheio de sonhos, de indignação e de memórias.

Comemorar oitenta anos dessa obra é lembrar que, em quaisquer condições, o ser humano deve manter acesa a chama de sua dignidade. É lembrar como boa literatura pode ser feita sem literatice, sem apelar para um estilo grandioso e oco. Vidas secas é enxuto: com poucos elementos, consegue uma enorme gama de efeitos estéticos. Enfim, lembrar a data é uma forma de trazer à consciência que os “Fabianos” (de ontem, de hoje e de sempre) são seres morais, e não deixam de carregar em si o brilho da Humanidade que faz de cada pessoa um ser único e infinito.

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Saiba como se preparar para a Segunda Fase da Unicamp http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/08/saiba-como-se-preparar-para-a-segunda-fase-da-unicamp/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/08/saiba-como-se-preparar-para-a-segunda-fase-da-unicamp/#respond Mon, 08 Jan 2018 15:45:48 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1527

Entre os dias 14 e 16 de janeiro de 2018, 15461 candidatos farão a segunda fase do vestibular da Unicamp, considerada uma das melhores universidades do país, com cursos nas áreas de biológicas, exatas e humanas.

Para os alunos que em breve realizarão essa prova, lembraremos alguns pontos importantes nessa reta final de preparação.

O primeiro é a importância de refazer as provas de anos anteriores, pois, apesar de não serem esperadas questões muito semelhantes de um ano para outro, é imprescindível se familiarizar com o padrão dos enunciados, com o espaço delimitado para elaborar as respostas e também com o tempo disponível para resolver a prova. Os vestibulares dissertativos exigem não apenas o domínio dos conteúdos, mas também técnicas de elaboração de respostas dissertativas.

Outro exercício importante é reler resumos e anotações elaborados durante o ano. Dessa forma, o aluno pode relembrar rapidamente conceitos exigidos na prova, além de  identificar assuntos nos quais tem maior dificuldade, a fim de priorizá-los na revisão.

A redação é mais um aspecto fundamental. Desde a sua origem, a prova de redação da Unicamp tem como intuito principal avaliar a leitura e a escrita como processos profundamente inter-relacionados. Atualmente, a prova é composta por duas propostas obrigatórias de gêneros diversos, e os candidatos não sabem previamente quais gêneros serão solicitados pela banca.

Em cada uma das duas propostas, haverá um enunciado que determina as condições para a produção do texto, situando o candidato em relação ao propósito de sua escrita, ao gênero textual que deverá ser adotado e à interlocução (enunciador e interlocutor) a ser construída.

Propósito, gênero e interlocução são os elementos que norteiam tanto os critérios da grade específica, que avalia o cumprimento das exigências da proposta, quanto da grade holística, na qual se avalia a qualidade do trabalho desenvolvido, por meio também de elementos como modalidade escrita, coesão e adequação lexical.

Para elaborar cada redação, o candidato tem como base um texto-fonte, de gênero diferente daquele a ser elaborado, o que exige muita atenção às características principais de cada gênero textual. Nesse contexto, o aluno cuja história de leitura e escrita for mais consistente, pois ao longo de sua formação teve contato com gêneros textuais diversos, muito provavelmente terá melhor desempenho, pois poderá demonstrar maior capacidade de relacionar, analisar, articular, sintetizar e organizar informações, bem como de demonstrar senso crítico, se assim a proposta exigir. É a consideração dessas condições que permitirá a elaboração de um texto adequado, e o candidato que tiver analisado as propostas de anos anteriores corre menor risco de se surpreender durante a prova.

Agora vamos focar um pouco mais na prova de geografia. A segunda fase da Unicamp apresenta questões com nível de dificuldade de médio a difícil, especialmente em temas relacionados a geografia econômica, dinâmica da natureza e geopolítica. Nos últimos cinco anos, as questões de geografia econômica abordaram temas como indústria, fontes energéticas e agropecuária. Em dinâmica da natureza, temas como relevo, clima e vegetação foram abordados, em geral com grau de dificuldade mais elevado. Já em geopolítica, entre os temas escolhidos pela banca, destacam-se tópicos referentes a Oriente Médio, América Latina e China.

Para finalizar, reforçamos que é muito importante analisar o formato das questões. É preciso interpretar minuciosamente as informações disponíveis no enunciado, como imagens, gráficos, mapas e textos, que podem contribuir para a elaboração das respostas. Outro item relevante é a leitura atenta do comando das questões, pois é fundamental identificar se uma questão exige a análise, a apresentação ou a descrição de algum tema, o que facilita a elaboração das respostas dissertativas e pode economizar um tempo precioso dos alunos.

Boa prova a todos!

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A tão esperada segunda fase chegou… Como superá-la? http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/02/a-tao-esperada-segunda-fase-chegou-como-supera-la/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2018/01/02/a-tao-esperada-segunda-fase-chegou-como-supera-la/#respond Tue, 02 Jan 2018 16:55:01 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1519

Ser vestibulando é muitas vezes abdicar de momentos com família e com os amigos. É negar um passeio, uma viagem, uma balada. É passar as tardes no plantão, chegar em casa somente à noite e continuar os estudos até ser empurrado para a cama, com a ajuda do sono e do cansaço. Por que tudo isso? Para que tanto esforço? A resposta é a conquista da tão sonhada vaga em uma grande universidade. Você está muito próximo dessa conquista! A enorme peneira chamada primeira fase já passou, e agora chegou o momento de encarar a segunda fase.

A chave do sucesso é manter sua rotina de estudos, diariamente assistir às aulas de revisão e fazer todas as suas tarefas. Acabou? Sobrou algum tempinho? Que tal acessar o site: https://angloresolve.plurall.net/? Lá você vai encontrar as provas de segunda fase dos anos anteriores de diversos vestibulares. Vale destacar que todas as questões foram resolvidas pelos professores do Sistema Anglo de Ensino. Dessa forma, sua preparação será completa: aulas, exercícios e estudo dirigido. Isso mesmo, estudo. Rever os conteúdos em que você tem mais dificuldade poderá ser o seu grande diferencial na hora da prova.  Conhecer a prova também será fundamental.

A segunda fase da FUVEST terá 3 dias de prova; o primeiro com Português e Redação. Durante o segundo dia, você fará questões de todas as matérias, e, no terceiro dia, serão apenas as disciplinas específicas do seu curso. Estudar o que é mais pedido pode ser uma excelente estratégia. Na Biologia, os assuntos “top five” são:

Ecologia – enfatize ciclo do nitrogênio, eutrofização, problemas ambientais e sucessão ecológica.

Fisiologia animal – faça uma análise geral dos sistemas, porém estude mais sistema endócrino (ciclo menstrual também) e sistema nervoso.

Genética – estude os grupos sanguíneos do sistema ABO e Rh. Lembre-se da eritroblastose fetal e suas consequências para o bebê. Faça uma breve revisão sobre a 2ª Lei de Mendel e sobre quando os genes estão ligados no mesmo cromossomo (linkage).

Reino vegetal – faça uma árvore filogenética dos grupos vegetais e dê destaque para as características adaptativas que auxiliaram os organismos no processo adaptativo, como os vasos condutores, as sementes, as flores e os frutos.

Fisiologia celular – a citologia é um assunto bem amplo, que envolve desde a divisão celular até a atividade das organelas citoplasmáticas, por isso estude bem esse assunto.

Como sua prova não será composta apenas por questões de Biologia, faça um planejamento e reveja todas as disciplinas. Durante as festas de final de ano, continue focado. Curta, aproveite a família, os amigos e depois volte aos estudos. Acredite que todo o esforço e dedicação farão a diferença na hora da prova. Quanto mais você estudar, mais seguro vai estar para resolver uma questão da segunda fase da FUVEST.  No dia, capriche na letra e escreva uma resposta clara e precisa.

Acredite no seu esforço. Quando você for aprovado, todo esse trabalho vai ser recompensado. Você se lembrará do tempo dos vestibulares apenas como um momento difícil que passou em sua vida. Muitas felicidades surgirão e novos desafios também.

Na reta final, foco total!!! Faça uma excelente segunda fase da FUVEST. Vai ser sua última!!!

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Garra e determinação são fundamentais para a 2ª fase dos vestibulares http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/11/27/garra-e-determinacao-sao-necessarias-para-a-2a-fase-dos-vestibulares/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/11/27/garra-e-determinacao-sao-necessarias-para-a-2a-fase-dos-vestibulares/#respond Mon, 27 Nov 2017 16:32:41 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1482

Estamos no pós 1a fase dos principais vestibulares do país. Ufa! Não foi fácil..mas alguém disse que seria? Agora, a preparação é para a 2a fase. Lembre-se de que o cansaço e o desgaste s para todos e não somente para você.

O mais importante agora é não perder o entusiasmo e manter o equilíbrio emocional. Como? Organizando tudo aquilo que estudou através de resumos, exercícios resolvidos, provas passadas e, por que não, conversando com pessoas que já passaram pelo momento que você está vivendo?

Os aprovados na Póli-USP, na Unifesp, na Med Pinheiros-USP, na Unicamp ou na Vunesp (entre tantos outros cursos) tiveram os mesmos medos, os mesmos desencantos, a mesma vontade de desistir, a mesma insegurança. Choraram também. Enfim, tiveram todos os desequilíbrios emocionais de uma pessoa normal, mas não faltou coragem, vontade e, acima de tudo, GARRA!

Agora é “sangue no olho”, galera! Acredite em si mesmo! Eu, mais do que ninguém, posso dizer que não é impossível!

Estudei em escola pública toda a minha vida, foi muito difícil enfrentar um vestibular do ITA. Mas entrei no Anglo e acreditei. Chorei, tive minhas inseguranças, meus medos, mas nunca faltou vontade e garra.

Acredite, a sensação de ser aprovado na universidade dos seus sonhos é algo divino, é uma sensação ímpar, é algo singular. É algo indescritível. No sentido da física, é uma verdadeira perda da Normal, um estado de imponderabilidade.

É algo que levamos para o resto da vida e passamos para os nossos filhos e netos. Portanto, acredite em você e tenha muita garra na reta final.

Grande abraço a todos!

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