vestibular – Dicas de Vestibular http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br Neste espaço, o vestibulando vai encontrar orientações, conteúdos que mais caem nas provas e dicas para se sair bem nos processos seletivos e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O conteúdo também pode ser útil aos interessados em provas de concursos. Tue, 20 Jun 2017 15:29:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Entenda a Escravidão Moderna e seus conceitos http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/05/02/entenda-o-conceito-de-escravidao-moderna-e-seus-desdobramentos/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/05/02/entenda-o-conceito-de-escravidao-moderna-e-seus-desdobramentos/#respond Tue, 02 May 2017 19:59:31 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1092

O ser humano é por natureza um ser gregário. Sem o grupo, o indivíduo não sobrevive. A partir do núcleo familiar, a organização de comunidades tribais viabilizou, ao longo de milhares de anos, o desenvolvimento de relações sociais e técnicas de produção que viriam a constituir as bases do que se convencionou chamar de civilização. O domínio do cultivo da terra e também do fogo, as técnicas dos metais e das armas de guerra levaram grupos étnicos a confrontos por disputas pelos territórios férteis e pelas águas e alimentos abundantes. Desse ponto às rivalidades entre as tribos, a humanidade caminhou para a prática da escravização dos vencidos pelos vencedores.

Na Antiguidade, povos assírios, egípcios, babilônicos, hebreus, gregos e romanos ergueram impérios baseados no braço escravo de milhares de trabalhadores. Sem distinção de cor, gênero ou crenças religiosas, os escravos e escravas eram usados nas mais variadas funções: nos campos, minas e nas cidades, no comércio, artesanato e serviços inclusive policiais e militares. Alguns desfrutavam de poucas regalias: poder juntar valores para comprar sua liberdade; mas a maioria sofria as mais degradantes condições de vida, até mesmo a morte.

A evolução das relações de produção viria a gerar outras formas de dominação entre classes e estamentos sociais. Observe-se, por exemplo, a diferenciação estabelecida nas relações homem-homem e homem-natureza entre escravos, servos e os operários dos nossos tempos. Enquanto os servos medievais eram donos dos meios de produção que utilizavam (como a terra e suas ferramentas), os operários nas fábricas de hoje têm apenas a propriedade de sua força de trabalho. Já os escravos são os próprios meios de produção. O escravo não é dono nem do próprio corpo, é uma mercadoria negociada entre traficantes e senhores.

Escravos na Era Moderna

Mesmo com o desenvolvimento de outras formas de organização social, como o feudalismo na Europa e os modos de produção das civilizações pré-colombianas nas Américas, a escravidão jamais deixou de ser praticada em várias partes do mundo. Quando os portugueses e espanhóis se lançaram às navegações desafiando o Oceano Atlântico, a humanidade ingressava no que viria a ser a chamada Era Moderna. Ao desembarcarem nas costas da África, observaram o costume enraizado da escravização de povos negros por outros negros para o comércio com árabes que os empregavam em seus domínios ou os revendiam para o Oriente, as chamadas Índias.

A partir de então, na montagem do sistema colonial que se espalhou por todo o planeta, o mercantilismo europeu fez do tráfico negreiro um dos pilares da construção de um modo de produção posteriormente rotulado capitalista. A conquista e exploração das Américas impôs formas variadas de escravidão. As colônias de Espanha, por seu lado, adotaram a Mita e as Encomiendas. A primeira, antigo costume do Império Inca, impunha o trabalho compulsório em obras públicas, nas minas e nos campos, enquanto os encomenderos espanhóis exploravam os indígenas com a obrigação de lhes “ensinar” a cultura e a religião cristã. O peso maior, em termos continentais, restou, no entanto, para a chamada escravidão negra adotada nas três Américas.

Como se lia num dito popular corrente pelo Brasil português nos séculos coloniais, “sem açúcar, não há Brasil; sem a escravidão, não há açúcar; sem Angola, não há escravos”. A integração de Europa, América e África no sistema atlântico articulava a produção de elementos primários tropicais nas terras brasileiras, que tem sua comercialização nos mercados europeus e o fornecimento de milhões de africanos escravizados pelo tráfico organizado durante os séculos XVI a XIX. Calcula-se que tenham entrado no Brasil 50 mil escravos negros durante o século XVI, 560 mil no XVII, 1 400 000 no XVIII e 2 milhões no XIX. Isso corresponderia a cerca de 40% do total entrado nas Américas naquele período. Estudos sobre a escravidão moderna nos fornecem, ainda, dados como:

Regiões de desembarque de escravos oriundos da África:

  Fonte: banco de dados coordenado pelo professor David Eltis, da Universidade Emory

A estrutura social básica que se desenvolveu no Brasil colonial era movida por escravos indígenas, os chamados “negros da terra”, e principalmente por negros africanos. Sobre esses trabalhadores forçados recaíam todos os tipos de trabalhos pesados. Cabe a pergunta: por que os colonizadores lusitanos optaram pela escravidão e, particularmente, pelos negros como força motriz da economia nas regiões de polo econômico, como o Nordeste açucareiro e as regiões mineradoras do século XVIII?

Não havia em Portugal um contingente de trabalhadores assalariados suficientemente disponível para a empreitada da colonização das terras americanas. Além disso, não era condizente com a visão mercantilista de exploração da colônia o envio desses trabalhadores, necessários na economia da metrópole. De imediato, os altos lucros do tráfico de escravos representavam muito mais os interesses da Coroa e de seus aliados empresários da importação de africanos para a ilhas atlânticas e, posteriormente para o Brasil. Quanto aos indígenas nativos, embora tenham sido escravizados nas regiões pobres, como São Paulo e na costa norte, constituíam uma opção menos adequada aos interesses lusos seja pelo desconhecimento das práticas agrícolas, seja pela resistência mais eficaz em território conhecido que ofereciam. Vale lembrar que os africanos eram “peças” bastante caras para os compradores da colônia. Desse modo, nas áreas pobres não exportadoras, os nativos compuseram o corpo principal da mão de obra. Some-se a isso, ainda, a atuação dos missionários jesuítas junto à Coroa portuguesa, no sentido da proibição formal da escravização dos índios. Era de fundamental importância para a Companhia de Jesus a catequese dos povos indígenas em cumprimento de sua “missão salvadora e civilizatória” e no interesse na mão de obra servil nas economias das missões pelo Brasil afora.

Visões sobre a escravidão e suas heranças 

Assim se ergueu uma sociedade patriarcal, rigidamente estratificada, com uma elite dominante aristocratizada composta dos grandes senhores de terras e de escravos e da grande quantidade de escravos que moviam a estrutura produtiva em todos os níveis. Homens livres, assalariados ou autônomos, como padres, funcionários burocratas, militares, artesãos e mascates compunham um grupo intermediário diminuto e subalterno à classe dominante.

Conservadora, autoritária e violenta, essa sociedade consolidou uma mentalidade marcada pelo envilecimento do trabalho braçal, pela segregação, discriminação e fortes preconceitos raciais e sociais. A tudo os escravos buscaram reagir como lhes era possível. As fugas dos engenhos, suicídios, abortos, revoltas, a formação de quilombos (aldeamentos), e mesmo manifestações religiosas temidas pelos senhores brancos caracterizaram formas de resistência contra a escravidão.

Em todos setores de atuação, na agricultura, no comércio e transportes, no artesanato e mesmo como escravos de ganho (cativos que exerciam atividades autônomas ou para terceiros e rendiam tributos aos senhores), os africanos deixaram sua marca na formação do povo brasileiro. As múltiplas culturas negras para cá transladadas influenciaram os costumes – como a sexualidade – e valores da sociedade, as artes – música e dança – e a culinária, as crenças religiosas, etc. Com toda a discriminação que procura desvalorizar a importância africana em nosso meio social, coube o reconhecimento do peso dessa presença realçado, sobretudo, nas obras de Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala), Sérgio Buarque de Hollanda (Raízes do Brasil), Darcy Ribeiro (O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil) e outros.

No século XXI, ganha força a articulação de movimentos negros que, a partir de experiências ensaiadas no século passado, passaram à ofensiva com ações positivas no combate à discriminação, denúncias de segregação e preconceitos, conquistas de espaços e afirmação da cultura afro-brasileira. Tal processo se desenrola em meio à insistência de setores da sociedade com mentalidade retrograda em preservar práticas escravistas, mesmo que criminalizadas em lei.  São frequentes as denúncias de trabalhadores submetidos a condições degradantes de trabalho, subjugados pela pobreza extrema, que simbolizam até hoje a sobrevivência daquela mentalidade de raízes escravocratas em setores do empresariado que se dizem modernos.

Bom estudo!

 

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A Revolução Russa por outros olhares http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/04/17/revolucao_russa/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/04/17/revolucao_russa/#respond Mon, 17 Apr 2017 20:19:13 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1059

 

O ano de 2017 marca o aniversário de 100 anos da Revolução Russa. Por conta disso, uma série de eventos e publicações estão programados para os próximos meses em todo o mundo. Paralelamente, o referido centenário traz algumas preocupações para os estudantes que estão se preparando para o ENEM e demais vestibulares: o que pode ser cobrado? como pode ser cobrado? como devo estudar o tema? O presente texto busca trazer essas respostas.

Inicialmente, quando analisado o histórico de questões sobre Revolução Russa, conseguimos observar que o assunto é cobrado com baixa frequência – de todos os grandes temas do século XX na História Geral, a Revolução Russa é a preterida entre as bancas examinadoras. O ENEM nunca abordou o tema, a FUVEST o fez pela última vez em 2000. Das universidades públicas paulistas, apenas a UNESP tem cobrado o assunto com significativa frequência – desde 2010, foram 6 questões. Já com relação a forma como as bancas abordam o tema, esta é feita de maneira bastante tradicional: questões com viés materialista, discutindo causas e consequências; as fases da revolução; e as mudanças políticas, sociais e econômicas. As questões mais complexas se limitam a abordar a Revolução Russa em seu contexto com o período do entre Guerras e comparativamente com outras revoluções, em especial a francesa de 1789.

O cenário descrito acima, poderia, isoladamente, trazer o diagnóstico de que o estudo da Revolução Russa está em uma posição de segunda importância – o que seria um completo equívoco.

O tema deve ser tratado com bastante atenção, ao menos por duas razões: (i) ele faz a ligação das teorias socialistas e dos embates ideológicos do século XIX com os acontecimentos da primeira metade do século XX; além do fato de que (ii) compreender a Revolução e seus desdobramentos é compreender, em grande medida, todos os acontecimentos do século passado, como a ascensão do Fascismo, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria – temas que são cobrados todos os anos.

Se isso não bastasse, a Revolução Russa é daqueles temas que permite reflexões e abordagens bastante interessantes. Ao analisarmos o ENEM e os vestibulares mais concorridos do país, observamos uma tendência de questões que buscam avaliar determinadas habilidades nos candidatos, muito além da simples memorização e exposição de conceitos. Atualmente, o candidato que busca um curso concorrido em uma universidade de ponta deve estar apto a correlacionar situações concretas a conceitos teóricos, bem como inter-relacionar conceitos diversos para efetuar análises complexas. Nesse sentido, nós do Anglo trabalhamos com nossos alunos o que denominamos de HAC (Habilidades de Alta Complexidade). Vejamos um exemplo:

 

As duas imagens acima foram produzidas por importantes artistas russos em momentos históricos bastante significativos. O primeiro trata-se de um cartaz feito em meio à guerra-civil como forma de apoiar os Bolcheviques contra os Brancos – a obra é dividida em duas grandes partes, uma branca e outra preta. No lado branco há um grande triângulo vermelho, cuja ponta atravessa a divisória entre as cores e penetra no círculo branco que domina o lado preto, escapando vários estilhaços vermelhos. O segundo é um quadro produzido quarenta anos depois, no fim do regime stalinista – nele temos dois homens, um deles está morto enquanto o outro toma a bandeira vermelha em punho. As obras fazem parte, respectivamente, da arte vanguardista russa e do realismo soviético.

O início do século XX foi marcado por inúmeras transformações que se refletiram em inúmeros movimentos artísticos de vanguarda. Nesse contexto, a Rússia governada pelo Czar Nicolau II, tendo sido derrotada na Guerra Russo-Japonesa (1905) e na Primeira Guerra Mundial, e em meio a uma enorme crise, foi o cenário ideal para o surgimento de inúmeras vanguardas que contestavam a arte até então praticada – a arte do czar e da burguesia. O ambiente pré-revolucionário foi marcado por uma grande efervescência cultural, situação que se manteve até a construção do totalitarismo de Stalin. A arte moderna russa pôs a arte sobre novas bases, tal como Lênin pretendia fazer com o mundo ao criar o seu Estado socialista.

Os artistas vanguardistas na Rússia eram entusiasticamente a favor do Estado – ao menos nos primeiros anos pós-revolução. E para os Bolcheviques, apoiar as correntes artísticas radicais e progressistas era promover um novo modo de vida igualmente radical e progressista proposto pela Revolução de Outubro de 1917. Nesse contexto, temos a primeira imagem em que as formas e o estilo da arte não representacional são usados de uma maneira extremamente simbólica.

Com o desenrolar da Revolução e a progressiva construção do totalitarismo stalinista, o espaço para o diferente e para a contestação cessou. A ideologia totalitária submeteu também o campo da cultura, e a arte vanguardista deu espaço para o realismo socialista a partir da década de 1930, como demonstra a segunda imagem. Em um formato bastante distinto, nela fica expressa uma verdadeira política de Estado para a estética, que determinou tendências nas mais diversas esferas do campo da cultura – da literatura ao design de produtos.

O realismo soviético é avesso à arte subversiva, é contrário às ideologias subversivas. Comparar as duas imagens é observar, através da arte, como o projeto revolucionário de 1917 mudou de curso.

Em síntese, o bom estudante deve estar atento a fatores que vão além da simples narrativa histórica, desenvolvendo através de seus estudos habilidades complexas que o permitam, entre outras, contrastar documentos de diferentes naturezas reconhecendo a influência da subjetividade em seus registros, bem como inseri-lo dentro do seu contexto histórico.



Fontes: Pinterest/Voyager

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Estudar filosofia é essencial para ir bem nos vestibulares. Veja o porquê http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/04/03/entenda-a-importancia-de-estudar-filosofia-para-os-vestibulares/ http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/2017/04/03/entenda-a-importancia-de-estudar-filosofia-para-os-vestibulares/#respond Mon, 03 Apr 2017 18:58:38 +0000 http://dicasdevestibular.blogosfera.uol.com.br/?p=1022 *Por Gianpaolo Dorigo

No ENEM, a prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias costuma dividir-se em três grandes blocos: História, Geografia e Filosofia/Sociologia, com um número semelhante de questões, em que pesem discretas variações de ano a ano. No caso da Filosofia, isso representa de 5 a 8 testes por prova, dentro do conjunto de 45 testes dessa prova. A principal habilidade necessária para responder corretamente os testes de Filosofia é o entendimento de texto.

Cerca de metade dos testes nas provas de 2009 a 2016 não exigiam nenhum conhecimento prévio de conteúdos filosóficos, mas somente a capacidade de leitura, entendimento e comparação de textos. Muitas vezes, a aparente “facilidade” das questões de entendimento é apenas ilusória, sendo conveniente algum tipo de familiaridade com essa modalidade específica de escrita que caracteriza o texto filosófico.

Quanto às questões efetivamente conteudistas, elas costuma abranger dois tópicos principais: Teoria do Conhecimento e Filosofia Política, quase sempre abordadas dentro do contexto da história do pensamento filosófico. Na Teoria do Conhecimento, os testes sobre o assunto giram em torno das principais correntes desenvolvidas na história da Filosofia, notadamente Platão e Aristóteles na Grécia Clássica e, principalmente, as correntes opostas do racionalismo e do empirismo a partir da época Moderna.

Dessa forma, tem sido comum a identificação de conceitos essenciais em pensadores como Descartes (racionalismo) e Hume (empirismo), além da comparação entre textos desses dois autores. Como exemplo, o teste extraído da prova de 2016:

Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. (Descartes, R. Regras para a orientação do espírito)

Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da

a) Investigação de natureza empírica
b) Retomada da tradição intelectual
c) Imposição de valores ortodoxos
D) Autonomia do sujeito pensante
e) Liberdade do agente moral

Em Filosofia Política, os testes buscam identificar as principais correntes do pensamento político ocidental, sobretudo a partir da tradição liberal-iluminista e lançando mão de textos clássicos para determinar o comando da questão. Nesse contexto, destacam-se as obras de contratualistas como Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Segue um exemplo extraído da prova de 2015:

A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar. (HOBBES, T. Leviatã. São Paulo Martins Fontes, 2003)

Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles

A) entravam em conflito.
b) recorriam aos clérigos.
c) consultavam os anciãos.
d) apelavam aos governantes.
e) exerciam a solidariedade. 

Nos últimos anos, começaram a se tornar frequentes no ENEM algumas questões sobre Ética. Trata-se quase sempre de testes bastante abrangentes, que pedem não apenas da leitura e entendimento de textos clássico, como também lançam mão de questões contemporâneas, como, por exemplo, aquelas decorrentes do impacto do desenvolvimento científico e da aplicação de novas tecnologias. Um exemplo, da prova de 2014:

Panayiotis Zavos “quebrou” o último tabu da clonagem humana — transferiu embriões para o útero de mulheres, que os gerariam. Esse procedimento é crime em inúmeros países. Aparentemente, o médico possuía um laboratório secreto, no qual fazia seus experimentos. “Não tenho nenhuma dúvida de que uma criança clonada irá aparecer em breve. Posso não ser eu o médico que irá criá-la, mas vai acontecer”, declarou Zavos. “Se nos esforçarmos, podemos ter um bebê clonado daqui a um ano, ou dois, mas não sei se é o caso. Não sofremos pressão para entregar um bebê clonado ao mundo. Sofremos pressão para entregar um bebê clonado saudável ao mundo.” (CONNOR, S. Disponível em: www.independent.co.uk. Acesso em: 14 ago. 2012)

A clonagem humana é um importante assunto de reflexão no campo da bioética que, entre outras questões, dedica-se a:

A) refletir sobre as relações entre o conhecimento da vida e os valores éticos do homem.
b) legitimar o predomínio da espécie humana sobre as demais espécies animais no planeta.
c) relativizar, no caso da clonagem humana, o uso dos valores de certo e errado, de bem e mal.
d) legalizar, pelo uso das técnicas de clonagem, os processos de reprodução humana e animal.
e) fundamentar técnica e economicamente as pesquisas sobre células-tronco para uso em seres humanos.

Bom estudo!

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