Dicas de Vestibular

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Precisamos adivinhar o tema da redação?
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O escritor Evgeny Chirikov em sua mesa, óleo de Ivan Kulikov, 1904.

Agora que já estamos perto do “clímax” do vestibular, temporada 2017, é bom ter em mente que grande parte das bancas escolhem os textos que servem de base a muitas questões ao longo do ano. O que isso significa? Indica que os temas a serem abordados ficaram em evidência, jogados aos nossos olhos. Mais interessante – e até mesmo mais importante – é perceber que as provas de redação, em sua maioria, seguem esse mesmo roteiro!

Momento decisivo: temos menos tempo agora (estamos na reta final), a ansiedade fica maior, o nervosismo tende a aumentar também… enfim, como se preparar e até mesmo se precaver para que não haja surpresa quando vir o tema? Parece bom evitar aquela situação desnorteante de olhar a folha da prova e pensar: “Por que não pensei em ler sobre isso? Justamente esse tema eu não faço a menor ideia! ”. São situações que nos desestabilizam, e estabilidade emocional é muito importante para vencermos a competição!

Achar que “videntes” de temas ou “adivinhos” consagrados pode ser bom negócio… acaba sendo uma escolha equivocada. Há inúmeros sites, blogs de professores, fora os palpiteiros de plantão (aí se encontram pais, irmãos mais velhos, tios…), que tentam dar certeza sobre qual será o tema do ENEM, FUVEST, UNESP etc. Entrar nessa “neurose” não é bom, embora seja interessante saber o que muitos pensam como tema provável.

Nesse contexto, uma boa saída é se antecipar: as bancas não decidem os textos das questões e a proposta de redação dias antes do exame – tudo já deve estar impresso, editado e revisado com antecedência -, principalmente se forem exames de aplicação em todo país. Assim podemos perceber que alguns meses antes tudo já está pronto, ou quase. Não se trata de adivinhar os temas, mas de pensar “próximo”, pois a banca é humana e vive no mesmo mundo em que nós vivemos!

Debulhar jornais, revistas semanais, portais de notícia etc. diariamente não é necessário – acredite! Ler um jornal uma vez por semana e uma revista semanal a cada quinze dias já é muito bom, pois conseguimos nos inteirar das novidades relevantes; e você não se sente “perdendo tempo” de fazer exercícios. Há também muitos bons blogs e feed de notícias para se usar em meios eletrônicos, que gozam da mesma validade dos jornais e revistas impressos.

Agora podemos perceber alguns bons ganhos indiretos: lendo diferentes veículos de mídia, que tenham posições diferentes (mais conservadores ou mais progressistas, por exemplo), nos dá maior abertura de reflexão sobre os mesmos fatos e temas. Viu que interessante? Adquirimos repertório, melhoramos o juízo crítico, conhecemos opiniões diferentes das nossas, tudo enquanto nos “preparamos” para não sermos pegos desprevenidos na hora da prova!

Ficou mais fácil do que dizer “eu te amo”, nestes “tempos líquidos”, não é mesmo?


Veja 4 erros comuns na interpretação de questões no vestibular
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Dicas de Vestibular

Por Ian Oliverpen-writing-notes-studying

Sem dúvida, a interpretação de textos é a categoria que mais tem espaço nos vestibulares modernos. Não somente pelas questões desse tipo ganharem cada vez mais espaço na prova de Português, como também por ganharem espaço em todas as outras disciplinas. Por isso, é fundamental que essa parte seja estudada com profundidade e algumas orientações sejam seguidas. Em questões de múltipla escolha, as bancas seguem um padrão relativamente estável para produzir alternativas falsas. Em geral, elas são redigidas com base em erros de leitura comumente cometidos pelos alunos. Entre os mais habituais, estão:

1) Generalização:

Basicamente, a generalização implica ampliar artificialmente o alcance de uma afirmação no texto, atribuindo a ela um efeito totalizador não pretendido pelo autor. Se o texto não generalizou, cuidado. Você pode estar diante de uma alternativa falsa. Por isso, tenha cautela na leitura dos itens da questão: expressões totalizadoras como “tudo”, “todos”, “sempre”, “sem exceção”, entre outras, podem produzir alternativas falsas.

2) Embaralhamento de ideias:

Outro modo de criar alternativas falsas é estabelecendo relações impróprias entre ideias do texto. A estratégia é simples: as bancas escolhem duas ideias contidas no texto e, nos itens falsos, estabelecem entre elas uma relação que o próprio texto não estabeleceu. Cria-se, assim, uma falsa relação, que pode ser de causa e consequência, de comparação, de oposição, entre outras. É indispensável, portanto, atenção redobrada nas relações entre ideias estabelecidas no texto. O embaralhamento de ideias muitas vezes produz itens falsos muito sedutores para os alunos pelo fato de as ideias estarem presentes no texto, embora a relação entre elas esteja equivocada.

3) Descontextualização:

Um importante recurso a ser usado, dentro da interpretação de texto, é reconhecer o sentido de uma palavra dentro do contexto em que ela aparece. Uma das formas de distorção de leitura e, portanto, de produção de alternativas falsas, é alterar o significado que uma palavra tem num determinado contexto, atribuindo a ela um sentido distorcido (o qual pode até ser mais comum isoladamente mas, naquele determinado contexto, era descabido).

4) Intromissão Discursiva:

Talvez a distorção de leitura mais comum seja a intromissão discursiva. Basicamente, o candidato coloca um discurso do seu repertório pessoal acima da superfície textual e acaba marcando uma alternativa, não porque ela está presente no texto, mas porque ele – candidato – concorda com ela. Desse modo, o aluno tem tamanha convicção de uma ideia, que acaba intrometendo-a no texto. As bancas muitas vezes se aproveitam dessa intromissão, criando alternativas com as quais a maioria dos candidatos concorda, embora não tratem de ideias contidas no texto. Por isso, atenção: questões de interpretação de texto são resolvidas a partir do texto, e não das ideias que você gostaria, por convicção ideológica de qualquer espécie, que estivessem no texto.

Bom estudo!

Ian Oliver


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