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A Revolução Russa por outros olhares
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O ano de 2017 marca o aniversário de 100 anos da Revolução Russa. Por conta disso, uma série de eventos e publicações estão programados para os próximos meses em todo o mundo. Paralelamente, o referido centenário traz algumas preocupações para os estudantes que estão se preparando para o ENEM e demais vestibulares: o que pode ser cobrado? como pode ser cobrado? como devo estudar o tema? O presente texto busca trazer essas respostas.

Inicialmente, quando analisado o histórico de questões sobre Revolução Russa, conseguimos observar que o assunto é cobrado com baixa frequência – de todos os grandes temas do século XX na História Geral, a Revolução Russa é a preterida entre as bancas examinadoras. O ENEM nunca abordou o tema, a FUVEST o fez pela última vez em 2000. Das universidades públicas paulistas, apenas a UNESP tem cobrado o assunto com significativa frequência – desde 2010, foram 6 questões. Já com relação a forma como as bancas abordam o tema, esta é feita de maneira bastante tradicional: questões com viés materialista, discutindo causas e consequências; as fases da revolução; e as mudanças políticas, sociais e econômicas. As questões mais complexas se limitam a abordar a Revolução Russa em seu contexto com o período do entre Guerras e comparativamente com outras revoluções, em especial a francesa de 1789.

O cenário descrito acima, poderia, isoladamente, trazer o diagnóstico de que o estudo da Revolução Russa está em uma posição de segunda importância – o que seria um completo equívoco.

O tema deve ser tratado com bastante atenção, ao menos por duas razões: (i) ele faz a ligação das teorias socialistas e dos embates ideológicos do século XIX com os acontecimentos da primeira metade do século XX; além do fato de que (ii) compreender a Revolução e seus desdobramentos é compreender, em grande medida, todos os acontecimentos do século passado, como a ascensão do Fascismo, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria – temas que são cobrados todos os anos.

Se isso não bastasse, a Revolução Russa é daqueles temas que permite reflexões e abordagens bastante interessantes. Ao analisarmos o ENEM e os vestibulares mais concorridos do país, observamos uma tendência de questões que buscam avaliar determinadas habilidades nos candidatos, muito além da simples memorização e exposição de conceitos. Atualmente, o candidato que busca um curso concorrido em uma universidade de ponta deve estar apto a correlacionar situações concretas a conceitos teóricos, bem como inter-relacionar conceitos diversos para efetuar análises complexas. Nesse sentido, nós do Anglo trabalhamos com nossos alunos o que denominamos de HAC (Habilidades de Alta Complexidade). Vejamos um exemplo:

 

As duas imagens acima foram produzidas por importantes artistas russos em momentos históricos bastante significativos. O primeiro trata-se de um cartaz feito em meio à guerra-civil como forma de apoiar os Bolcheviques contra os Brancos – a obra é dividida em duas grandes partes, uma branca e outra preta. No lado branco há um grande triângulo vermelho, cuja ponta atravessa a divisória entre as cores e penetra no círculo branco que domina o lado preto, escapando vários estilhaços vermelhos. O segundo é um quadro produzido quarenta anos depois, no fim do regime stalinista – nele temos dois homens, um deles está morto enquanto o outro toma a bandeira vermelha em punho. As obras fazem parte, respectivamente, da arte vanguardista russa e do realismo soviético.

O início do século XX foi marcado por inúmeras transformações que se refletiram em inúmeros movimentos artísticos de vanguarda. Nesse contexto, a Rússia governada pelo Czar Nicolau II, tendo sido derrotada na Guerra Russo-Japonesa (1905) e na Primeira Guerra Mundial, e em meio a uma enorme crise, foi o cenário ideal para o surgimento de inúmeras vanguardas que contestavam a arte até então praticada – a arte do czar e da burguesia. O ambiente pré-revolucionário foi marcado por uma grande efervescência cultural, situação que se manteve até a construção do totalitarismo de Stalin. A arte moderna russa pôs a arte sobre novas bases, tal como Lênin pretendia fazer com o mundo ao criar o seu Estado socialista.

Os artistas vanguardistas na Rússia eram entusiasticamente a favor do Estado – ao menos nos primeiros anos pós-revolução. E para os Bolcheviques, apoiar as correntes artísticas radicais e progressistas era promover um novo modo de vida igualmente radical e progressista proposto pela Revolução de Outubro de 1917. Nesse contexto, temos a primeira imagem em que as formas e o estilo da arte não representacional são usados de uma maneira extremamente simbólica.

Com o desenrolar da Revolução e a progressiva construção do totalitarismo stalinista, o espaço para o diferente e para a contestação cessou. A ideologia totalitária submeteu também o campo da cultura, e a arte vanguardista deu espaço para o realismo socialista a partir da década de 1930, como demonstra a segunda imagem. Em um formato bastante distinto, nela fica expressa uma verdadeira política de Estado para a estética, que determinou tendências nas mais diversas esferas do campo da cultura – da literatura ao design de produtos.

O realismo soviético é avesso à arte subversiva, é contrário às ideologias subversivas. Comparar as duas imagens é observar, através da arte, como o projeto revolucionário de 1917 mudou de curso.

Em síntese, o bom estudante deve estar atento a fatores que vão além da simples narrativa histórica, desenvolvendo através de seus estudos habilidades complexas que o permitam, entre outras, contrastar documentos de diferentes naturezas reconhecendo a influência da subjetividade em seus registros, bem como inseri-lo dentro do seu contexto histórico.



Fontes: Pinterest/Voyager


Quais os temas mais comuns em Ecologia nos vestibulares
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*Por Armênio Uzunian

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Se há um assunto com 100% de possibilidade de ser solicitado no Enem e nos principais vestibulares, sem dúvida é a Ecologia. O quê, mais propriamente? A questão ambiental é a mais relevante. Dentre os temas ambientais mais relevantes, podem ser destacados:

– Danos aos ecossistemas florestais decorrentes de desmatamentos;

– Efeito estufa, suas causas (gases de estufa) e o aquecimento global;

– Resultados obtidos na COP-21, realizada em Paris em dezembro de 2015;

– Sequestro de carbono com plantio de árvores na remediação do efeito estufa;

– Poluição atmosférica e radioativa;

– Chuvas ácidas e consequências danosas aos ecossistemas;

– Contaminação dos recursos hídricos com consequente ocorrência do fenômeno da magnificação trófica;

– Eutrofização dos recursos aquáticos com diminuição progressiva do teor de oxigênio dissolvido;

– Ameaça aos recifes de coral com branqueamento e dissolução dos esqueletos calcários por conta da acidificação das águas oceânicas;

– Mecanismos de biorremediação que podem ser utilizados, sobretudo em casos de poluição aquática.

Blog UOL

Não se pode esquecer também dos temas tradicionais e obrigatórios da Ecologia:

– Conhecimento dos conceitos fundamentais da Ecologia: população, comunidade, ecossistema, bioma, biosfera, hábitat e nicho ecológico;

– Fluxo de energia nos ecossistemas, com reconhecimento da importância das cadeias e teias alimentares e seus componentes ou, níveis tróficos, destacando-se a base das teias alimentares, representada pelos seres autótrofos, principalmente o fitoplâncton nos meios aquáticos;

– Interpretação correta das pirâmides ecológicas: números, biomassas e energia;

– Ciclos biogeoquímicos, destacando-se o do Carbono e o do Nitrogênio;

– Crescimento populacional, seus gráficos e características. Conhecimento do significado de curva de potencial biótico, curva logística e resistência ambiental;

– Dinâmica das comunidades, as interações biológicas intraespecíficas e interespecíficas, com destaque para os mutualismos, comensalismos e competições interespecíficas;

– Sucessão ecológica, seu significado, características e resultantes, com conhecimento essencial do significado de produtividade nos ecossistemas, sobretudo nos estágios clímax;

Esses são temas relevantes da Ecologia que, certamente, comparecerão nas mais importantes provas de avaliação, seja do Enem, seja de ingresso às Faculdades e Universidades brasileiras. É preciso estar preparado!

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Sociologia no Enem: o que você precisa saber?
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*Por Eduardo Calbucci

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Desde a mudança do formato do Enem, em 2009, as questões de Sociologia e Filosofia vêm ganhando cada vez mais espaço na prova. Atualmente, um terço do exame de Ciências Humanas envolve essas duas disciplinas (os dois terços restantes englobam História e Geografia). Essa tendência de valorização da Sociologia e da Filosofia parece-nos um caminho sem volta, pois, além do Enem, muitos outros vestibulares estão indo nessa mesma direção. Por isso, para ingressar numa boa instituição de ensino superior, é necessário ser capaz de fazer reflexões sociológicas e filosóficas.

Em relação à Sociologia, existem três conselhos básicos para o estudante que está interessado no Enem.

O primeiro é saber que muitas questões envolvem a competência de leitura de textos básicos do pensamento sociológico, no Brasil e no mundo. Assim, é fundamental demonstrar familiaridade com esse tipo de discurso, tanto em relação aos pensadores clássicos, como Marx, Weber e Durkheim, quanto a intelectuais mais modernos. Às vezes, a questão não pressupõe conhecimento prévio da obra desses sociólogos, mas, sem experiência de leitura desse tipo de texto, é muito difícil acertar a questão. Portanto, ler textos sociológicos consagrados é uma ótima forma de se preparar para a prova.

O segundo conselho é mais específico. Atualmente, das áreas que integram o que chamamos de Ciências Sociais, a que mais tem sido lembrada pelo Enem é a Antropologia. Daí que o conceito de cultura tenha uma grande relevância no exame. Discussões envolvendo diversidade cultural, apropriação cultural, choque cultural, aculturação e etnocentrismo são extremamente comuns. Por isso, o aluno deve ir para a prova dominando essas noções teóricas e sabendo aplicá-las à realidade brasileira e mundial.

O terceiro conselho vale para todas as disciplinas praticamente. Olhar as provas anteriores e estudar por elas costuma render bons frutos, pois os exames têm a tendência a seguir um padrão em relação aos assuntos mais cobrados, ao tipo de questionamento e ao grau de dificuldade das questões. Então, mergulhe nas provas de 2009 até 2015, que você não há de se surpreender com o exame de 2016.

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O que estudar em Filosofia para o Enem?
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*Por Gianpaolo Dorigo

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Em 2009 ocorreu uma mudança no perfil da prova do ENEM, um verdadeira “guinada conteudista”: ao invés de somente medir Habilidades e Competências, as provas passaram a exigir o conhecimento de uma série de conteúdos, associados às disciplinas do Ensino Médio. Desde então, Filosofia começou a ocupar um espaço cada vez maior na prova, conforme observado no gráfico abaixo:

GRAFICO ENEM

Muitas vezes a distinção entre uma questão de Filosofia e uma de História ou Sociologia é muito sutil, dada a proximidade dos assuntos tratados por esses campos de saber. Isso significa que os números da tabela são aproximados, embora indiquem uma tendência evidente de ampliação do espaço dedicado à Filosofia.

Dentro desse universo de questões, observa-se uma diversidade bastante grande de assuntos abordados, mas mesmo assim algumas tendências são perceptíveis no que se refere aos conteúdos: trata-se de uma preferência pelo questionamento de autores tradicionais na história do pensamento filosófico e assuntos considerados básicos.

No que se refere aos assuntos, do total das questões propostas, 10 tratam de Teoria do Conhecimento e 7 de Filosofia Política, o que é suficiente para identificar a ênfase da prova  nesses assuntos. Em Teoria do Conhecimento, os assuntos básicos são tratados, com ênfase nas ideias de Platão e no racionalismo cartesiano, bem como o contraste dessa corrente de pensamento com o empirismo. Aliás, as ideias do filósofo francês René Descartes são uma preferência da banca examinadora, com textos seus tendo sido utilizados nada menos que 4 vezes nas provas examinadas. Em segundo plano, aparece a caracterização do conhecimento científico e o surgimento das ciências como campo especializado do saber.

Em Filosofia Política, há uma forte tendência em questionar o conhecimento sobre os pensadores contratualistas, como Hobbes, Locke e Montesquieu. Levando em consideração outros critérios (como a importância do autor nos departamentos de filosofia e as aparentes preferências da banca), também merecem destaque as ideias dos filósofos Jürgen Habermas e Michel Foucault, aliás já devidamente contemplados em edições do ENEM a partir de 2009.

Finalmente, um dos aspectos que mais chama atenção na parte de Filosofia da prova do ENEM refere-se não ao conteúdo, mas à forma das questões. No conjunto examinado, nada menos que 18 questões limitam-se essencialmente ao entendimento de texto. Em outras palavras, não exigem conhecimento prévio de Filosofia ou história do pensamento filosófico, mas apenas a capacidade de ler e entender um texto apresentado. Nesse número incluem-se 4 questões que pediam a comparação entre textos de dois autores diferentes.

A partir dos dados examinados, pode-se compor um programa de estudos básico para a prova de Filosofia do ENEM, incluindo o conhecimento dos seguintes conteúdos:

– fundamentos da Filosofia em Platão;

– principais correntes da Filosofia Moderna: racionalismo cartesiano e empirismo;

– características do discurso científico;

– o contratualismo na Filosofia Política;

– conceitos essenciais de Habermas e Foucault.

Além disso acrescenta-se a necessidade de alguma familiaridade com o texto filosófico, bem como a necessária capacidade de entendimento e comparação entre ideias presentes em textos diferentes.

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Veja 10 dicas para estudar em 2016 e se dar bem no vestibular
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*Por Paulo Moraes

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Preparar-se para o vestibular é uma tarefa que exige dedicação e disciplina. Apesar dos principais exames acontecerem no final do ano, estudar com antecedência faz o estudante sair na frente na corrida por uma vaga. É importante se atentar para a organização, concentração na resolução de exercícios mais complexos e treino da escrita.

Elenco as 10 dicas que considero principais:

1. Mantenha a organização: o principal segredo para se ter sucesso no vestibular é, sem dúvida, a organização. O aluno deve manter uma rotina de estudo e definir muito bem seus horários. Se esti-ver em cursinho pré-vestibular, é essencial ter, pelo menos, mais quatro horas diárias de estudo além da sala de aula.

2. Nunca deixe para depois: em casa, é importante revisar o conteúdo que foi visto em sala de aula no mesmo dia. Não deixe para depois – essa prática se torna uma bola de neve e, na véspera do vestibular, você corre o risco de não ter estudado tudo o que deveria.

3. Estabeleça horários: divida seus estudos em dois blocos de duas horas e meia cada. No intervalo, faça uma pausa de quinze minutos para descansar.

4. Estabeleça fases: os blocos podem ser divididos em duas fases – a primeira deve ser uma revisão do que se viu na aula e a segunda, a resolução de exercícios.

5. Desafie-se com exercícios complexos: na área das exatas, busque resolver os exercícios mais com-plexos para complementar o conhecimento. Nas humanas, não fique somente nas questões alternativas e treine bastante a escrita.

6. Durma 7 horas por dia: o período de descanso é tão importante quanto o de estudo. Se não esti-ver bem descansado, seu cérebro não apreenderá o conhecimento. Dormir sete horas por dia é o suficiente para repor as energias.

7. Pegue leve no fim de semana: durante um fim de semana ou outro você pode resolver simulados ou ter aulas complementares. Mas é preciso evitar loucuras – aproveite o dia para fazer programas leves, como sair com os amigos ou ficar com a família.

8. Reponha matérias: imprevistos acontecem e, às vezes, é preciso faltar à aula. Nesse caso, o ideal é que você reponha assim que puder. Caso não consiga, revise o conteúdo durante o próximo fim de semana.

9. Torne a leitura dos livros um momento agradável: a leitura dos livros obrigatórios não deve ser um sofrimento. Leia nas horas de lazer e durante as férias do meio do ano.

10. Mantenha-se informado com profundidade: acompanhe diariamente as notícias do Brasil e do mundo por meio de jornais, revistas e pela internet. Essa atividade deve ser levada tão a sério quanto os estudos.

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Veja como se alimentar antes e durante a prova
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cinco_erros_comuns_redacaoO trabalho dos neurônios é intenso durante a resolução de um exame vestibular. É um trabalho que requer muita energia. Mesmo nos minutos iniciais, em que você poderá sentir certo nervosismo, o qual deve ser atenuado com a utilização do método “pega varetas” (resolvendo primeiro as questões mais fáceis, para depois as mais difíceis), há gasto energético. O organismo deve ficar “antenado”, atento às questões, sobretudo àquelas que exigem leitura e interpretação, cálculos extenuantes e traduções, se as questões forem de língua estrangeira.

Isso tudo consome energia. Energia de qualidade é fornecida aos neurônios por meio da glicose presente em alimentos. E, claro, isso nos remete à alimentação adequada, constituída de nutrientes de fácil digestão, que não excedam a capacidade digestiva dos órgãos do sistema digestório.

Antes da prova, a recomendação é não recorrer a alimentos “pesados”, sobretudo os ricos em gordura. Ninguém deve se alimentar de uma feijoada ou uma lasanha, alimentos ricos em lipídeos. O trabalho digestivo fica intenso e, com esse tipo de alimento, gera a chamada “alcalose pós-prandial”, que aumenta o sono em função de uma discreta redução na acidez do sangue.

Então, qual é o segredo de uma alimentação correta e balanceada que possa fornecer energia adequada aos neurônios e conforto durante a prova?

Alimentos leves. Se você gosta de se alimentar de carne, magra, não gordurosa, tudo bem, mas sem exagero. Arroz, de preferência integral, sem ser elaborado com muita gordura. Um pouco de feijão também é aceitável. Gema de ovo, cozida, ajuda bastante, por conter substâncias úteis ao desempenho dos neurônios. Doces, nem pensar. Excesso de sacarose, ou glicose, não é recomendável.

Sementes devem ser valorizadas. Nozes, avelãs, amêndoas, castanhas-do-pará, sem exagero. Considera-se que essas sementes contêm nutrientes que ajudam o trabalho neuronal. Uma boa salada, pouquíssimo temperada, com pouquíssimo sal, ajuda. Alface, rúcula, agrião, tomate (sem sementes) e até milho.

E, claro, frutas. Muitas frutas. Mas, cuidado, frutas pobres em gorduras, mas ricas em fibras, que favoreçam a liberação e absorção mais lenta de glicose do intestino para o sangue, sem elevar muito a glicemia. Que tal maçã, pera, morango orgânico? Abuse dessas frutas na hora da prova, ainda mais porque são ricas em água. E, claro, você precisa beber água, bastante água. O organismo precisa ser constantemente hidratado. Trabalho que consome energia requer água, além da glicose necessária aos neurônios.

Na hora da prova muita atenção e foco no que você está lendo, sem se perturbar com ruídos. Ligue-se nas questões. Tudo isso requer energia. E energia proveniente de alimentação saudável, proveniente da glicose, com o organismo bem hidratado. Os neurônios responderão com a execução de muito trabalho.

Boa prova!

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As provas chegaram. O que eu faço com a ansiedade?
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Dicas de Vestibular

*Por Dr. Celso Lopes de Souza

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Valorize o que você sabe; não valorize o que você não sabe

Sempre que experimentamos uma ansiedade intensa, existem pensamentos que definem e fortalecem esse estado. Aliás, essa é a base em que se apoia a Terapia Cognitiva, uma das mais respeitadas linhas da psicoterapia. De acordo com esse modelo, a ansiedade disfuncional nasce de pensamentos que estruturam expectativas irrealistas. Veja um exemplo de expectativa irrealista que pode potencializar o estado de ansiedade durante a prova:

“Tenho que saber tudo para conseguir minha vaga na universidade.”

Vamos avaliar com calma esse pensamento. Trago como exemplo um caso da Fuvest, que serve de parâmetro para todos os demais exames, inclusive o Enem, como forma de avaliar a ansiedade. Um estudante que passou para a segunda fase do curso mais disputado, medicina, acertou 72 de um total de 90 questões. Será que esse aluno sabia fazer as 72 questões? A resposta é não. Estatisticamente ele acertou cerca de 3 questões no chute. Assim, das 72 questões acertadas, considerando que 3 foram no chute, ele sabia fazer 69 QUESTÕES. Guarde esse número.

Agora, imagine-se no ambiente da prova: Você está sentado olhando sua identificação que está colada em sua mesa e aguarda a chegada da prova. Seu coração está um pouco acelerado e há uma sensação de inquietação. De repente, alguém entra com a pilha de provas na sala. Você não consegue desgrudar os olhos daquele monte de papel. As provas são distribuídas.

Quando a sua é colocada na sua frente, seus músculos parecem paralisar. Até que chega o fatídico: “Podem abrir as provas!”. Nesse momento, o coração dispara, as mãos suam, a boca seca, o mundo silencia… Você respira e inicia a resolução.

A primeira e a segunda questão você consegue resolver sem grandes dificuldades. Na terceira, você não tem a menor ideia de como resolvê-la: “Isso não pode acontecer!!”.

Na quarta questão a história se repete: “Eu não estou acreditando, isso é um pesadelo. Não é possível questões tão difíceis!”.

A quinta questão traz um certo alívio, você consegue resolver. Na sexta, você olha e se desespera. A ansiedade dispara: “Essa prova é impossível!”.

Pois bem, eu apresentei três questões com dificuldades. Quem passou para a segunda fase da Fuvest para o curso de medicina apresentou dificuldades em 21 questões!! (Lembre-se, o nosso estudante acima sabia fazer 69 questões de um total de 90).

Pelo mesmo raciocínio, quem passou para a segunda fase para o curso de Engenharia pode ter apresentado dificuldades em 34 questões! Para Direito, em 38 delas! Isso significa que o vestibulando que prestou Direito e não sabia o que fazer em uma de cada duas ou três questões foi muito bem!

Portanto, a crença de que “tenho que saber tudo para passar” é falsa!

Imagine alguém que tenha essa crença e aparecem quatro questões problemáticas seguidas! O equilíbrio emocional é desmontado. Notou como expectativas irrealistas podem te prejudicar na hora da prova?

Outro ponto importante: as sensações de ansiedade que foram descritas no começo da prova são absolutamente normais! A ansiedade só se tornou disfuncional quando houve a catastrofização de que a prova era impossível.

Por isso:

Valorize o que você sabe.

Você sabe mais do que imagina.

Não valorize o que você não sabe.

Ninguém sabe tudo.

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O “certo” e o “errado”: veja 10 dicas para afinar seu Português
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*Por Eduardo Calbucci

maos_entre_papeisToda língua é um sistema de regularidades, sem o qual a comunicação não é possível. Mas, além der ser um sistema, ela também é um fato social. Em meio às múltiplas possibilidades de uso que esse sistema nos oferece, escolhemos as que nos parecem melhores em cada caso. Assim, a variante linguística por que optamos mostra como nos relacionamos com essa espécie de contrato social coletivo que é a língua, promovendo escolhas “certas”, porque adequadas, ou “erradas”, porque inadequadas à situação em que estamos.

A linha que separa o “certo” do “errado” é tênue. Não há acerto absoluto. Não há erro absoluto. O lugar, a época, o grau de escolaridade, a situação de comunicação, tudo isso influencia nossas escolhas.

Nas dez frases a seguir, adaptadas de um trabalho feito para o Museu da Língua Portuguesa em parceria com o professor Ataliba Teixeira de Castilho, queremos mostrar que o padrão culto da língua, aprendido na escola, convive com a língua popular, aprendida nas conversas cotidianas.

1 – Eu explodo de raiva.

Muitos gramáticos e dicionaristas consideravam “explodir” um verbo defectivo, que, como tal, não deveria ser usado na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Para eles, o melhor – no padrão culto da língua – seria dizer algo como “eu estou explodindo de raiva”. Mostrando que a língua muda, a forma “explodo” passou a ser usada também em textos cultos. Vitória da linguagem popular.

2 – Deixa eu estudar!

Quando os verbos “deixar”, “fazer”, “ver” e “mandar” vêm seguidos de infinitivo, usam-se os pronomes oblíquos no padrão culto da língua: “Deixa-me estudar”. No entanto esse tipo de construção com pronomes retos (“deixa eu estudar”, “deixa ele estudar”) está se tornando cada vez mais comum, fundamentalmente na língua oral.

3 – É proibido a entrada de pessoas estranhas.

O sujeito dessa oração é “a entrada de pessoas de estranhas”. Como seu núcleo (“entrada”) é feminino e veio acompanhado de artigo, o mais comum no padrão culto é que o adjetivo “proibido” concorde com “entrada”: “é proibida a entrada de pessoas estranhas”.

4 – Vamos se ver amanhã?

O pronome “se” é de terceira pessoa e deve ser usado, no padrão culto da língua, quando o sujeito da oração também está na terceira pessoa. Nesse caso, o sujeito do verbo “Vamos” é de primeira pessoa do plural (nós). Por isso, numa situação formal, é preferível dizer: “Vamos nos ver amanhã?”.

5 – Ele tinha chego atrasado.

Existem alguns verbos, chamados de abundantes, que admitem duas formas de particípio passado: aceitar (aceitado e aceito), imprimir (imprimido e impresso) ou eleger (elegido e eleito). Por analogia, obtêm-se formas como chego, ainda não acolhidas pela norma culta.

6 – Fazem dois dias que não nos vemos.

Uma sentença pode ser formada sem sujeito. É o que acontece quando usamos o verbo fazer para indicar tempo transcorrido. Trata-se de um verbo unipessoal, que, na língua culta escrita, permanece na terceira pessoa do singular.

7 – Prefiro mais falar do que escrever.

O verbo preferir significa, literalmente, “deslocar alguma coisa para uma posição de importância”, como consequência de a termos comparado a outra. Assim, a ideia de comparação já está embutida nesse verbo, e por isso não se tem aceito que o segundo termo da comparação venha antecedido por do que, nem que o verbo esteja acompanhado do intensificador mais. Assim, na língua culta, o melhor ainda é dizer: “prefiro falar a escrever”.

8 – Ele tem mal gosto para tudo.

As palavras mal e mau têm basicamente o mesmo sentido, mas pertencem a classes diferentes. Mal é substantivo quando precedido de artigo, como em o mal dos alunos é ter de decorar regras de gramática, e é advérbio quando acompanha um verbo ou um adjetivo, como em falar mal ou pessoa mal amada. Mau é adjetivo quando vem antes de substantivos, com os quais concorda, o que explica a construção “ele tem mau gosto para tudo”.

9A polícia interviu na briga.

Esse verbo se conjuga como vir, de que é derivado. Portanto: “a polícia interveio na briga”.

10 – A questão não tem nada haver com você.

Deve-se dizer: “a questão não tem nada a ver com você”. A expressão não ter nada a ver significa não ter nenhuma ligação. A confusão entre “a ver” e “haver” se dá porque a pronúncia dessas expressões é a mesma. Ter a ver significa ter ligação, e, para perceber que é o verbo ver, e não o haver, que deve ser utilizado nesses casos, basta trocar o “a” pelo “que”: a questão não tem nada que ver com você.

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Como se preparar com Língua Estrangeira às vésperas dos exames
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Dicas de Vestibular

*Por Maurício Pierucci

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A prova de Língua Estrangeira tem solicitado e averiguado, sobretudo, a habilidade de entendimento de texto e seus mecanismos como forma de ampliar o acesso à informação. Quando se diz “texto”, devemos entender que estes são os diversos gêneros textuais, como uma reportagem, uma crítica, uma letra de música, uma charge, um poema, etc.

Para um melhor preparo para os exames, o candidato, nesta “reta final”, deve tentar ter o máximo possível de contato com a língua. Começar lendo textos sobre assuntos que julgue interessantes pode ser o primeiro passo; buscar ouvir música com a letra em mãos e observar charges e cartuns são também bom handicap para que aumente sua capacidade de interpretação. Ao ler reportagens, letras etc., o candidato começa a perceber que existem palavras que aparecem com muita frequência. Uma boa sugestão é fazer uma lista de vocabulário próprio, incluindo termos que se percebem corriqueiros e os que o candidato porventura não conhecer.

Um último passo, também muito importante, é buscar provas anteriores e refazê-las, tomando o cuidado de observar, quando errar, o que faltou ao candidato para melhor execução do exercício. Em Língua Estrangeira, o treino (com provas anteriores) pode ser extremamente relevante para seu sucesso.

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