Dicas de Vestibular

Como melhorar sua nota na Fuvest com a prova de português?

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A Fuvest anunciou, neste ano, importantes mudanças em seu processo de seleção que afetam as modalidades de concorrência, o formato da segunda fase e o peso que cada disciplina e cada etapa do vestibular desempenham na nota final. Passam a vigorar três grupos nos quais os candidatos serão ranqueados: ampla concorrência, ação afirmativa para alunos egressos de escolas públicas e ação afirmativa para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas. Além disso, serão convocados mais candidatos para as provas de segunda fase, que agora passa a contar com apenas dois dias: um para Português e outro para disciplinas específicas que variam de acordo com cada carreira.

A prova de Português da segunda fase não sofreu nenhuma mudança estrutural: continua sendo composta por 10 questões e uma redação. Sua importância no processo de seleção e seu peso na nota final, entretanto, mudaram. A nota final do candidato será a média da soma da nota obtida na primeira fase (100 pontos), da prova de Português da segunda fase (100 pontos) e do exame do segundo dia (100 pontos). Nessa nova conta, as questões de Português (da primeira e da segunda fase) corresponderão a 23,33% da nota final no vestibular da Fuvest, e a redação, a 16,66%. Em resumo, aproximadamente 40% do resultado do candidato estará atrelado ao seu desempenho em Português. Como transformar esse aumento de importância da disciplina em chance de melhorar a nota na Fuvest? Além do intenso trabalho com redação, é preciso redobrar o cuidado com as respostas discursivas.

As questões de Português da segunda fase costumam avaliar a capacidade de apreender sentidos de textos de variados gêneros, de analisar recursos de linguagem empregados nesses textos, de operar com a língua e ajustá-la ao padrão mais formal e de interpretar obras literárias de leitura obrigatória. Uma recomendação comum a todos esses tipos de questões é a contextualização das respostas: além de explicar o fato de linguagem posto sob análise, é crucial mostrar como ele se dá naquele contexto específico do qual emerge, ou seja, no texto apresentado como base para a questão (nas de literatura, no contexto maior do enredo, da obra).

Para, por exemplo, identificar os sentidos de uma palavra polissêmica que aparece duas vezes no texto (Fuvest 2017, questão 3, sobre “cenários), é crucial que se leve em consideração o sentido global dos trechos de cada ocorrência da palavra. Não basta apenas apontar os sentidos na resposta. Essa habilidade de responder a questões de linguagem dialogando intensamente com o texto de base precisa ser praticada exaustivamente – com alguma supervisão qualificada para avaliar especialmente a contextualização. Quanto mais alguém fala de seus sentimentos, mais desenvolve a capacidade de externar com mais precisão seu mundo interior. Quanto mais se treina a elaboração de respostas discursivas contextualizadas sobre fatos de linguagem em textos do cotidiano ou literários, mais claro e organizado o texto escrito tende a tornar-se.